<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998</id><updated>2012-01-29T01:56:32.868Z</updated><category term='FREI JOSÉ MARIA'/><category term='ACTIVIDADES DOS MEMBROS EXTRA GRUPO'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA:EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO'/><category term='A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA'/><category term='ACAMPAMENTO 2007- BARRAGEM DA QUEIMADELA FAFE'/><category term='REGIÃO PASTORAL DO NORTE'/><category term='LIVRO DE CANTICOS- TAIZÉ 2'/><category term='TEMAS DE DEBATES'/><category term='MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA O DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE'/><category term='PARA A EQUIPA VICARIAL- PROJECTO VIDA COM AMOR'/><category term='VIA SACRA'/><category term='MENSAGEM DO ADMINISTRADOR APOSTÓLICO DO PORTO D. JOÃO MIRANDA TEIXEIRA PARA A QUARESMA 2007'/><category term='CRISTIANISMO É ... ENTREVISTA COMPLETA A BENTO XVI'/><category term='O TERÇO- MISTÉRIOS GOZOSOS- SEGUNDA FEIRA E SÁBADO'/><category term='VIDEOS DE GRUPOS DE JOVENS AMIGOS'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA:EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS'/><category term='PROJECTO &quot;VIDA COM AMOR&quot;'/><category term='XX JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE'/><category term='*A HISTÓRIA DO NOSSO GRUPO'/><category term='TAIZÉ - UM DIARIO EM GRUPO'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA:EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS'/><category term='O TERÇO- MISTÉRIOS LUMINOSOS- QUINTA FEIRA'/><category term='LIVRO DE CANTICOS- TAIZÉ 1'/><category term='NÓS EM PASSEIO À OPERAÇÃO TRIUNFO'/><category term='O TERÇO- MISTÉRIOS GLORIOSOS- QUARTA FEIRA E DOMINGO'/><category term='COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS'/><category term='LIVRO DE CANTICOS 2'/><category term='PASSEIO A LISBOA E VISITA AO NOSSO GRANDE AMIGO'/><category term='ORAÇÃO DE UM JOVEM HAITIANO'/><category term='MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA 2008'/><category term='*ACTIVIDADES DO GRUPO: ÁRVORE DE NATAL'/><category term='NOTA PASTORAL DA CONFERÈNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA- O NOVO CONTEXTO DA LUTA PELA VIDA'/><category term='ORAÇÃO DE TAIZÉ'/><category term='ESQUEMA DE ORAÇÃO COM CANTICOS DE TAIZÉ'/><category term='PASSEIO DO GRUPO A MONTE ALEGRE'/><category term='PÁROCOS DA VIGARARIA DE PAÇOS DE FERREIRA'/><category term='*ACTIVIDADES DO GRUPO: PRESÉPIO VIVO'/><category term='D. MANUEL CLEMENTE BISPO ELEITO DO PORTO'/><category term='CRÓNICAS ORAÇÕES TEXTOS E PENSAMENTOS PELOS MEMBROS'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA:EVANGELHO SEGUNDO SÃO MARCOS'/><category term='MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2007'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA: CARTA AOS ROMANOS'/><category term='MEMBROS SEMPRE MAIS'/><category term='MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA AS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE 2008'/><category term='OS LIVROS DA BIBLIA:ACTOS DOS APÓSTOLOS'/><category term='VIA LUCIS'/><category term='Mensagem de Bento XVI para as JMJ 2010'/><category term='LIVRO DE CANTICOS LAZER'/><category term='O TERÇO- MISTÉRIOS DOLOROSOS- TERÇA E SEXTA FEIRA'/><category term='MISSA DA FESTA DA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO EM CARVALHOSA TRANSMITIDA PELA TVI'/><category term='LIVRO DE CANTICOS 1'/><title type='text'>Grupo de Jovens Sempre Mais</title><subtitle type='html'>Somos um grupo de jovens vocacionados para a oração, partilha, meditação e trabalho paroquial. Aqui esperamos partilhar as nossas actividades convosco.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-3303580257559967130</id><published>2010-03-16T20:37:00.003Z</published><updated>2010-03-16T20:52:23.746Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mensagem de Bento XVI para as JMJ 2010'/><title type='text'>Mensagem de Bento XVI para as JMJ 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S5_vfUierhI/AAAAAAAAAbs/_0zDluiAiyI/s1600-h/bento_xvi_foto_001.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; FLOAT: left; HEIGHT: 355px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449337395509898770" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S5_vfUierhI/AAAAAAAAAbs/_0zDluiAiyI/s400/bento_xvi_foto_001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Bom mestre, que devo fazer&lt;br /&gt;para alcançar a vida eterna? (&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Mc&lt;/span&gt; 10,17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, ocorre este ano o vigésimo quinto aniversário da instituição da&lt;br /&gt;Jornada Mundial da Juventude, querida pelo Venerável João Paulo II como&lt;br /&gt;encontro anual dos jovens crentes do mundo inteiro. Foi uma iniciativa&lt;br /&gt;profética que deu frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs&lt;br /&gt;encontrar-se, pôr-se à escuta da Palavra de Deus, de descobrir a beleza da&lt;br /&gt;Igreja e de viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de&lt;br /&gt;entregar-se totalmente a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;XXV&lt;/span&gt; Jornada representa uma etapa no caminho para o&lt;br /&gt;próximo Encontro Mundial dos jovens, que terá lugar em Madrid em Agosto&lt;br /&gt;de 2011, onde espero que sereis muitos a viver este acontecimento da&lt;br /&gt;graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vos preparardes a tal celebração, quero propor-vos algumas&lt;br /&gt;reflexões sobre o tema deste ano: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar&lt;br /&gt;a vida eterna?” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Mc&lt;/span&gt; 10,17), excerto da cena evangélica do encontro de Jesus&lt;br /&gt;com o jovem rico; um tema já desenvolvido, em 1985, pelo Papa João Paulo&lt;br /&gt;II numa belíssima Carta, pela primeira vez dirigida explicitamente aos&lt;br /&gt;jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Jesus encontra um jovem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto [Jesus] andava pelo caminho, – narra o Evangelho de São&lt;br /&gt;Marcos – um certo jovem saiu-lhe ao encontro e, lançando-se de joelhos diante&lt;br /&gt;dele, perguntou-lhe: «Bom Mestre, que devo fazer para ter em herança a a&lt;br /&gt;vida eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque me chamas Bom? Ninguém é bom&lt;br /&gt;senão Deus. Tu conheces os mandamentos: Não matar, não cometer adultério,&lt;br /&gt;não roubar, não dar falso testemunho, não cometas fraudes, honra pai e&lt;br /&gt;mãe». Ele, então, disse-lhe: «Mestre, todas estas coisas tenho-as observado&lt;br /&gt;desde a minha juventude». Então Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Uma coisa só te falta: vai, vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um&lt;br /&gt;tesouro no céu; depois, vem e segue-me!». Mas a estas palavras ele ficou&lt;br /&gt;pesaroso e retirou-se entristecido porque tinha muitos bens” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Mc&lt;/span&gt; 10, 17-22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este relato exprime de forma eficaz a grande atenção de Jesus para&lt;br /&gt;com os jovens, sobre eles, sobre as vossas expectativas, as vossas&lt;br /&gt;esperanças, e mostra bem como é grande o seu desejo de encontrar-vos&lt;br /&gt;pessoalmente e de estabelecer um diálogo com cada um de vós. Cristo, de&lt;br /&gt;facto, interrompe o seu caminho para responder à pergunta do seu&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;interlucotor&lt;/span&gt;, manifestando plena disponibilidade para aquele jovem, que é&lt;br /&gt;movido por um ardente desejo de falar com o «Bom mestre», para aprender&lt;br /&gt;d’Ele a percorrer o caminho da vida. Com este trecho evangélico, o meu&lt;br /&gt;Predecessor queria exortar cada um de vós a “desenvolver um diálogo&lt;br /&gt;próprio com Cristo – um diálogo que é de uma importância fundamental e&lt;br /&gt;essencial para um jovem” (Carta aos Jovens, n. 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Jesus olhou-o e amou-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No relato evangélico, São Marcos sublinha como “Jesus fixou nele o&lt;br /&gt;olhar e amou-o” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;cfr&lt;/span&gt;. &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Mc&lt;/span&gt; 10,21). No olhar do Senhor está o coração deste&lt;br /&gt;encontro tão especial e mesmo de toda a experiência cristã. De facto, o&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;cristianismo&lt;/span&gt; não é, em primeiro lugar, uma moral, mas antes a experiência&lt;br /&gt;de Jesus Cristo, que nos ama pessoalmente, jovens ou velhos, pobres &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ricos; nos ama mesmo quando lhe viramos as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando a cena, o Papa João Paulo II acrescentava, dirigindo-se&lt;br /&gt;a vós, jovens: “Desejo-vos que &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;experimenteis&lt;/span&gt; um olhar assim! Desejo-vos a&lt;br /&gt;experiência de que Ele, o Cristo, verdadeiramente vos olha com amor!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carta aos Jovens, n. 7). Um amor, manifestado sobre a Cruz de um modo&lt;br /&gt;tão pleno e total, que faz São Paulo escrever com assombro: “Amou-me e&lt;br /&gt;entregou-se por mim!” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Gl&lt;/span&gt; 2,20). “A consciência de que o Pai nos ama desde&lt;br /&gt;sempre no seu Filho, de que Cristo ama cada um e sempre – escreve ainda&lt;br /&gt;o Papa João Paulo II -, converte-se num ponto firme de apoio para toda a&lt;br /&gt;nossa existência humana” (Carta aos Jovens, n. 7), e permite-nos superar&lt;br /&gt;todas as provas: a descoberta dos nossos pecados, o sofrimento, o&lt;br /&gt;desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste amor encontra-se a fonte de toda a vida cristã e a razão&lt;br /&gt;fundamental da evangelização: se verdadeiramente encontrámos Jesus,&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;não&lt;/span&gt; podemos fazer menos do que testemunhá-lo àqueles que não se&lt;br /&gt;cruzaram ainda com o seu olhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A descoberta do projecto de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jovem do Evangelho, podemos entrever uma condição muito&lt;br /&gt;semelhante à de cada um de nós. Também vós estais cheios de qualidades,&lt;br /&gt;de energias, de sonhos, de esperanças: recursos que possuis em&lt;br /&gt;abundância! Mesmo a vossa idade constitui uma grande riqueza não&lt;br /&gt;apenas para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o&lt;br /&gt;mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem rico pergunta a Jesus: “O que devo fazer?”. A estação da vida&lt;br /&gt;em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos&lt;br /&gt;concedeu e da vossa responsabilidade. E ainda é tempo de escolhas&lt;br /&gt;fundamentais para construir o vosso projecto de vida. Por isso, é o&lt;br /&gt;momento de interrogar-vos sobre o sentido autêntico da existência e de&lt;br /&gt;perguntar-vos: “Estou satisfeito com a minha vida? Falta-me alguma&lt;br /&gt;coisa?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o jovem do Evangelho, talvez também vós viveis situações de&lt;br /&gt;instabilidade, de confusão ou sofrimento, que vos levam a aspirar a uma&lt;br /&gt;una vida não medíocre e a interrogar-vos: em que consiste uma vida de&lt;br /&gt;sucesso? O que devo fazer? Qual pode ser o meu projecto de vida? “O que&lt;br /&gt;devo fazer para que a minha vida tenha pleno valor e pleno sentido?” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Ibid&lt;/span&gt;.,&lt;br /&gt;n. 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenhais medo de enfrentar estas perguntas! Longe de &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;oprimir-vos&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;elas exprimem as grandes aspirações que estão presentes no vosso&lt;br /&gt;coração. Portanto, que sejam atendidas. Elas reclamam respostas não&lt;br /&gt;superficiais, mas capazes de satisfazer as vossas autênticas expectativas&lt;br /&gt;de vida e de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para descobrir o projecto de vida que vos pode fazer plenamente&lt;br /&gt;felizes, ponde-vos à escuta de Deus, que tem um desígnio de amor sobre&lt;br /&gt;cada um de vós. Com confiança, pedi-lhe: “Senhor, qual é o teu projecto de&lt;br /&gt;Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a tua vontade? Eu desejo &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;cumpri-la&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estai certos de que vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta!&lt;br /&gt;“Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Jo&lt;/span&gt; 3,20)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Vem e segue-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus convida o jovem rico a caminhar além da satisfação das suas&lt;br /&gt;aspirações e dos seus projectos pessoais, diz-lhe: “Vem e segue-me!”. A&lt;br /&gt;vocação cristã brota de uma proposta de amor do Senhor e pode realizar-se&lt;br /&gt;apenas graças a uma resposta de amor: “Jesus convida os seus discípulos&lt;br /&gt;ao dom total da sua vida, sem cálculos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;contrapartidas&lt;/span&gt; humanas, com&lt;br /&gt;uma confiança sem reservas em Deus. Os santos acolhem este convite&lt;br /&gt;exigente e colocam-se com humilde docilidade no seguimento de Cristo&lt;br /&gt;crucificado e ressuscitado. A sua perfeição na lógica da fé, às vezes&lt;br /&gt;humanamente &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;incompreensível&lt;/span&gt;, consiste em não colocar-se a si mesmos no&lt;br /&gt;centro mas em escolher seguir contra a corrente, vivendo segundo o&lt;br /&gt;Evangelho” (Bento XVI, Homilia por ocasião das Canonizações: L’&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Osservatore&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Romano, 12-13 de Outubro 2009, p. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o exemplo de tantos discípulos de Cristo, também vós, caros&lt;br /&gt;amigos, acolhei com alegria o convite ao seguimento, para viver&lt;br /&gt;intensamente e com frutos neste mundo. De facto, no Baptismo Ele chama&lt;br /&gt;cada um a segui-lo com acções concretas, a amá-lo acima de todas as&lt;br /&gt;coisas e a servi-lo nos irmãos. O jovem rico, infelizmente, não acolhe o&lt;br /&gt;convite de Jesus e foi-se embora contristado. Não teve a coragem de&lt;br /&gt;distanciar-se dos bens materiais para encontrar o bem maior proposto por&lt;br /&gt;Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza do jovem rico do Evangelho é aquela que nasce no coração&lt;br /&gt;de cada um quando não se tem a coragem de seguir Cristo, de fazer a&lt;br /&gt;escolha certa. Mas nunca é tarde de mais para responder-lhe!&lt;br /&gt;Jesus nunca se cansa de voltar o seu olhar de amor e chamar a ser&lt;br /&gt;seus discípulos, mas Ele propõe a alguns uma escolha ainda mais radical.&lt;br /&gt;Neste Ano Sacerdotal, queria exortar os jovens e os adolescentes a estar&lt;br /&gt;atentos por se o Senhor os convida a um dom maior, no caminho do&lt;br /&gt;Sacerdócio ministerial, e a tornar-se disponíveis a acolher com&lt;br /&gt;generosidade e entusiasmo este sinal de especial predilecção, iniciando&lt;br /&gt;com um sacerdote, com o director espiritual o necessário caminho de&lt;br /&gt;discernimento. Não tenhais medo, pois, caros e caras jovens, se o Senhor&lt;br /&gt;vos chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial&lt;br /&gt;consagração: Ele sabe dar alegria profunda a quem responde com coragem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convida, ainda, a quantos sentem a vocação ao matrimónio a &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-corrected"&gt;acolhê-la&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;com fé, empenhando-se a pôr alicerces sólidos para viver um amor&lt;br /&gt;grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a&lt;br /&gt;sociedade e para a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Orientados para a vida eterna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que devo fazer para ter em herança a vida eterna?”. Esta pergunta&lt;br /&gt;do jovem do Evangelho parece longínqua das preocupações de muitos&lt;br /&gt;jovens &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;contemporâneos&lt;/span&gt;, pois, como observava o meu Predecessor, “não&lt;br /&gt;somos nós a geração a quem o mundo e o progresso temporal enchem&lt;br /&gt;completamente o horizonte da existência?” (Carta aos jovens, n. 5). Mas a&lt;br /&gt;pergunta sobre a “vida eterna” surge em momentos particularmente&lt;br /&gt;dolorosos da existência, quando sofremos a perda de uma pessoa querida&lt;br /&gt;ou quando vivemos a experiência do fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é a “vida eterna” a que se refere o jovem rico? Isso &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;explica-o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jesus, quando, dirigindo-se aos seus discípulos, afirma: “Virei de novo a&lt;br /&gt;vós e o vosso coração encher-se-á de alegria e ninguém vos poderá tirar a&lt;br /&gt;vossa alegria” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Jo&lt;/span&gt; 16,22). São palavras que indicam uma proposta exaltante&lt;br /&gt;de felicidade sem fim, de alegria por ser possuídos do amor divino para&lt;br /&gt;sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrogar-se sobre o futuro definitivo que espera a cada um de nós,&lt;br /&gt;confere um sentido pleno à existência, pois orienta o projecto de vida para&lt;br /&gt;horizontes não limitados e passageiros, mas amplos e profundos, que&lt;br /&gt;levam a amar o mundo, ele mesmo amado por Deus, a dedicar-se ao seu&lt;br /&gt;desenvolvimento, mas sempre com a liberdade e a alegria que nascem da fé&lt;br /&gt;e da esperança. São horizontes que ajudam a não &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;absolutizar&lt;/span&gt; as realidades&lt;br /&gt;terrenas, sentindo que Deus nos reserva uma perspectiva maior, e a repetir&lt;br /&gt;com Santo Agostinho: “Desejamos juntos a pátria celeste, suspiramos pela&lt;br /&gt;pátria celeste, &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;sinta-mo&lt;/span&gt;-nos peregrinos aqui” (Comentário ao Evangelho de&lt;br /&gt;São João, Homilia 35, 9). Tendo o olhar fixo na vida eterna, o Beato &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Pier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;Giorgio&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Frassati&lt;/span&gt;, que morreu em 1925 na idade de 24 anos, dizia: “Quero&lt;br /&gt;viver e não sobreviver!” e na fotografia de uma escalada, enviada a um&lt;br /&gt;amigo, escrevia assim: “Para o alto”, fazendo referência à perfeição cristã,&lt;br /&gt;mas também à vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros jovens, exorto-vos a não esquecer esta perspectiva no vosso&lt;br /&gt;projecto de vida: somos chamados à eternidade. Deus criou-nos para estar&lt;br /&gt;com Ele para sempre. Ela ajudar-vos-á a dar um sentido pleno às vossas&lt;br /&gt;escolhas e a dar qualidade à vossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Os mandamentos, caminho do amor autêntico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus recorda ao jovem rico os dez mandamentos como condições&lt;br /&gt;necessárias para “ter em herança a vida eterna”. Eles são pontos de&lt;br /&gt;referência essenciais para viver no amor, para distinguir claramente o bem&lt;br /&gt;do mal e construir um projecto de vida sólido e duradouro. Também a vós,&lt;br /&gt;Jesus pergunta se conheceis os mandamentos, se vos preocupais de&lt;br /&gt;formar a vossa consciência segundo a lei divina e se os pondes em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que se trata de exigências contra a corrente com respeito à&lt;br /&gt;mentalidade actual, que propõe uma liberdade separada dos valores, das&lt;br /&gt;regras, das normas objectivas e que convida a rejeitar qualquer limite aos&lt;br /&gt;desejos do momento. Mas este tipo de proposta em vez de conduzir à&lt;br /&gt;verdadeira liberdade, leva o homem a tornar-se escravo de si mesmo, dos&lt;br /&gt;seus desejos imediatos, dos ídolos como o poder, o dinheiro, o prazer&lt;br /&gt;desenfreado e as seduções do mundo, tornando-o incapaz de seguir a sua&lt;br /&gt;natural vocação ao amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus dá-nos os mandamentos porque nos educar para a verdadeira&lt;br /&gt;liberdade, porque quer construir connosco um Reino de amor, de justiça e&lt;br /&gt;de paz. Escutá-los e &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;pô&lt;/span&gt;-los em prática não significa alienar-se, mas&lt;br /&gt;encontrar o caminho da liberdade e do amor autênticos, porque os&lt;br /&gt;mandamentos não limitam a felicidade, mas indicam como encontrá-la.&lt;br /&gt;Jesus, ao iniciar o diálogo com o jovem rico, recorda que a lei dada por&lt;br /&gt;Deus é boa, porque “Deus é bom”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Precisamos de vós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive hoje a condição juvenil tem de enfrentar muitos problemas&lt;br /&gt;derivados da desocupação, da falta de referências ideais certas e de&lt;br /&gt;perspectivas concretas para o futuro. Às vezes, tem-se a impressão de ser&lt;br /&gt;impotentes diante das crises e &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;desnortes&lt;/span&gt; actuais. Apesar das dificuldades,&lt;br /&gt;não vos deixeis desanimar e não renuncieis aos vossos sonhos! Pelo&lt;br /&gt;contrário, cultivai no coração desejos grandes de fraternidade, de justiça e&lt;br /&gt;de paz. O futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões&lt;br /&gt;fortes de vida e de esperança. Se quiserdes, o futuro está nas vossas mãos,&lt;br /&gt;porque os dons e as riquezas que o Senhor colocou no coração de cada um&lt;br /&gt;de vós, plasmados no encontro com Cristo, podem trazer autêntica&lt;br /&gt;esperança ao mundo! É a fé no seu amor que, tornando-vos fortes e&lt;br /&gt;generosos, vos dará a coragem de enfrentar com serenidade o caminho da&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;vida&lt;/span&gt; e assumir responsabilidades familiares e &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;profissionais&lt;/span&gt;. Empenhai-vos&lt;br /&gt;em construir o vosso futuro através de itinerários sérios de formação&lt;br /&gt;pessoal e de estudo, para servir de modo competente e generoso o bem&lt;br /&gt;comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha recente Carta encíclica sobre o desenvolvimento humano&lt;br /&gt;integral, &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;Caritas&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;veritate&lt;/span&gt;, mencionei alguns dos grandes desafios actuais,&lt;br /&gt;que são urgentes e essenciais para a vida deste mundo: o uso dos recursos&lt;br /&gt;da terra e o respeito pela ecologia, a justa divisão dos bens e o controlo dos&lt;br /&gt;mecanismos financeiros, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; com os Países pobres no âmbito&lt;br /&gt;da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da&lt;br /&gt;dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção&lt;br /&gt;da paz entre os povos, o diálogo &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;inter&lt;/span&gt;-religioso, o bom uso dos meios de&lt;br /&gt;comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São desafios aos quais sois chamados a responder para construir um&lt;br /&gt;mundo mais justo e mais fraterno. São desafios que reclamam um projecto&lt;br /&gt;de vida exigente e apaixonante, onde colocar toda a vossa riqueza segundo&lt;br /&gt;o desígnio que Deus tem para cada um de vós. Não se trata de fazer gestos&lt;br /&gt;heróicos nem &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;extraordinários&lt;/span&gt;, mas de agir pondo a render os próprios&lt;br /&gt;talentos e as próprias possibilidades, empenhando-se em progredir&lt;br /&gt;constantemente na fé e no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste Ano Sacerdotal, convido-vos a conhecer a vida dos santos,&lt;br /&gt;particularmente a dos santos sacerdotes. Vereis que Deus guiou-os e eles&lt;br /&gt;encontraram o seu caminho dia após dia, precisamente na fé, na&lt;br /&gt;esperança e no amor. Cristo chama cada um de vós a empenhar-se com&lt;br /&gt;Ele e a assumir a própria responsabilidade em construir e a civilização do&lt;br /&gt;amor. Se seguirdes a sua Palavra, também a vossa vida será iluminada e&lt;br /&gt;vos conduzirá a metas altas, que dão alegria e sentido pleno à vida.&lt;br /&gt;Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, vos acompanhe com a sua&lt;br /&gt;protecção. Asseguro-vos que vos recordo na minha oração e com muito&lt;br /&gt;afecto vos abençoo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Vaticano, 22 de Fevereiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução do &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error"&gt;Departamento&lt;/span&gt; Nacional da Pastoral Juvenil – Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-3303580257559967130?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/3303580257559967130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=3303580257559967130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3303580257559967130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3303580257559967130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2010/03/mensagem-de-bento-xvi-para-as-jmj-2010.html' title='Mensagem de Bento XVI para as JMJ 2010'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S5_vfUierhI/AAAAAAAAAbs/_0zDluiAiyI/s72-c/bento_xvi_foto_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-3950041225513675814</id><published>2010-03-15T00:40:00.004Z</published><updated>2010-03-16T20:19:55.737Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ORAÇÃO DE TAIZÉ'/><title type='text'>ORAÇÃO DE TAIZÉ</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S52DcipS95I/AAAAAAAAAbU/t5PW-Q-qtfY/s1600-h/Taiz%C3%A9+A3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 394px; FLOAT: left; HEIGHT: 499px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448655650547758994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S52DcipS95I/AAAAAAAAAbU/t5PW-Q-qtfY/s400/Taiz%C3%A9+A3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como sugestão do jovem Haitiano, no dia 12 de cada mês o Grupo de Jovens irá realizar uma oração com canticos de Taizé, na igreja paroquial de Carvalhosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não rezaremos apenas pelo Haiti, mas também pelos países do mundo que estão a sofrer com todas as catastrofes que os têm abalado, lembrando não só o Haiti, mas tambem o Brasil, o Chile, a Madeira entre outros, como a Indónesia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esperamos que, com o poder da oração, seja apaziguado o sofrimento de quem tudo perdeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-3950041225513675814?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/3950041225513675814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=3950041225513675814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3950041225513675814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3950041225513675814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2010/03/oracao-de-taize.html' title='ORAÇÃO DE TAIZÉ'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S52DcipS95I/AAAAAAAAAbU/t5PW-Q-qtfY/s72-c/Taiz%C3%A9+A3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-4038901757936768067</id><published>2010-03-15T00:33:00.003Z</published><updated>2010-03-16T20:18:51.556Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ORAÇÃO DE UM JOVEM HAITIANO'/><title type='text'>ORAÇÃO DE UM JOVEM HAITIANO</title><content type='html'>Richard, 21 de Janeiro:&lt;br /&gt;«De noite: a vida ou a morte, não vejo a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde terça-feira, 12 de Janeiro, quando o país mergulhou numa profunda desordem, vi vários anos absorvidos por cinco segundos de tremor. A esperança desapareceu. Não há dinheiro, não há empregos, há milhares de sem-abrigo, não há água, não há comida, não há electricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado, que antes estava ausente, agora pode dizer-se que fugiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por baixo dos destroços, os cadáveres estão em decomposição, nove dias depois: o cheio é insuportável em quase todos os bairros, nós dormimos ao ar livre perto do lixo e dos odores de urina e de matérias fecais. As epidemias de tipos desconhecidos hão-de vir a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus é grande e, uma vez que é amor, o seu plano de amor para nós já está estabelecido. Os cânticos de Taizé «Jésus le Christ» e «Fiez-vous en lui» dão-me uma força e uma confiança nunca imaginadas. Peço-vos que os cantem frequentemente nas orações em memória do Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem um instante: uma geração, que não tem praticamente conhecimentos nenhuns sobre catástrofes naturais, fica desfeita com uma destas catástrofes. Eu não sabia que depois de um sismo as réplicas podiam ser tão duras; durante toda a noite, sofro com o coração ofegante e, quando surge uma réplica durante o sono, a respiração pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pânico instala-se, pois o efectivo de polícias é reduzido e houve muitos prisioneiros que fugiram. Todas as noites há casos de roubos, de violações, ouvem-se tiros e por aí fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pior do que isso, há quem faça circular rumores. Terça-feira, algumas horas depois do drama, um grupo de bandidos, com o objectivo de levar o que os sobreviventes ainda tinham, passou a correr, aos gritos, dizendo que as águas estavam a subir: “Tsunami.” Imaginem as pessoas, gravemente feridas, com ossos partidos, a tentar correr. Meus Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peçam a todos os povos do mundo, durante os encontros em Taizé, para rezar no dia 12 de cada mês, durante 12 meses, pelo povo haitiano. Não hesitem! É muito importante.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-4038901757936768067?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/4038901757936768067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=4038901757936768067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/4038901757936768067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/4038901757936768067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2010/03/oracao-de-um-jovem-haitiano.html' title='ORAÇÃO DE UM JOVEM HAITIANO'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-9220202010859012827</id><published>2008-10-31T22:21:00.001Z</published><updated>2008-10-31T22:25:20.033Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TAIZÉ - UM DIARIO EM GRUPO'/><title type='text'>TAIZÉ - UM DIARIO EM GRUPO</title><content type='html'>16/8/2008-Sábado&lt;br /&gt;17h35min- Espanha&lt;br /&gt;Oi pessoal!&lt;br /&gt;Coube-me a mim primeiramente esta difícil tarefa…!&lt;br /&gt;Cá estamos nós, enfiados no autocarro, já á cerca de 18h. Estamos cansados, muito cansados, porque a noite foi longa para todos!!&lt;br /&gt;Saímos de Ramalde às 20h (isto depois de termos enchido o papo de bolo de aniversário em casa do Jorge e do Eduardo…onde também aproveitamos para nos despedirmos dos nossos outros amigos que infelizmente não puderam vir)!&lt;br /&gt;Mas os acentos do autocarro mal aqueceram porque fomos acolhidos numa bonita recepção que os nossos colegas da Paróquia de Mafamude prepararam para todos nós.&lt;br /&gt;Como eles são nossos companheiros de viagem e para nos conhecermos melhor, fizemos jogos em que o Coelho foi nomeado “ Rei dos Macacos”J. Jantamos juntos, e oramos juntos a Oração com cânticos de Taizé, foi uma Oração muito bonita que deu para imaginar como poderão ser esses momentos preciosos em Taizé.&lt;br /&gt;Depois por volta da meia-noite, saímos de Mafamude e partimos rumo ao nosso destino, mas ainda uma longa jornada nos espera…!&lt;br /&gt;         Hoje passamos a tarde em S. Sebastian, onde chegamos por volta do meio-dia, andamos na correria dos restaurantes, porque a fome apertava! Mas acabamos por ser muito práticos e almoçamos no Mc’Donalds.&lt;br /&gt;Depois alguns aproveitaram para conhecer a lindíssima cidade e outros foram para a praia, onde se deram uns belos mergulhos e se apanharam banhos de sol. Constatamos de facto que S. Sebastian é um belo destino!&lt;br /&gt;Por volta das 17h, regressamos ao autocarro e cá estamos, prestes a passar a fronteira Francesa, cada vez mais perto do nosso destino.&lt;br /&gt;O cansaço é grande, mas as expectativas são maiores ainda, não fosse o simples facto de ser para muitos de nós o 2º ano em Taizé, sabemos que todo o esforço compensa! Assim o esperamos! Boa viagem a todos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabete Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/8/2008&lt;br /&gt;Terça-feira&lt;br /&gt;Taizé, noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a nossa viagem, chegamos a Bordéus por volta das 19:30. A primeira coisa que fizemos foi procurar um restaurante, pois a nossa barriga já dava horas. A nossa esperança era encontrar um restaurante português, mas como sempre não encontramos…&lt;br /&gt;De tantos restaurantes, que tínhamos escolhemos um Indiano! Já dentro do restaurante, tentamos fazer o pedido, mas era difícil fazermo-nos entender! Mas, como bons Portugueses lá nos desenrascamos…depois de uma longa espera, a Elisabete partiu um copo, e por certas influências pusemo-lo debaixo da mesa (isto por não pagarmos mais que o previsto)! Foi uma risotaJ A Teresa também aproveitou para ligar á mana dela e para lhe perguntar o que queria dizer “poullet au currie”, pois bem quer dizer, frango com molho, claro! Como se ninguém soubesse!!J&lt;br /&gt;Depois lá veio o arroz que sabia a aletria, e o frango com um molho especial!&lt;br /&gt;No final de jantar, andamos a passear para conhecer a cidade., no passeio, encontramos duas raparigas sentadas num banco e eis que o Fernando, toma coragem e pede-lhe para tirar uma foto com elas (mas claro, falando em Português), mas lá conseguiu que elas percebessem! De seguida, fomos dar uns pezinhos de dança num largo onde decorria uma festa de dança latina, encontramos por lá verdadeiros bailarinos e nós coitados, lá dançávamos como sabíamos!&lt;br /&gt;Ora, depois tivemos que nos pôr a caminho, já dentro do autocarro, fizemos a Oração da Noite, mas o cansaço era tal que adormeceu a maior parte!&lt;br /&gt;Só acordamos em Lyon, no domingo de manhãzinha! Estávamos realmente muito cansados, dormimos como anjinhos…&lt;br /&gt;Em Lyon procuramos um cafezinho para tomar o nosso pequeno-almoço e tenho a dizer que não acertamos na moscaJ!&lt;br /&gt;O café escolhido parecia como diz o Coelho, o cenário do filme Saw (a parte da casa de banho) era de meter medo, pagamos um dinheirão pelo leite com café que não sabia lá muito bem!&lt;br /&gt;Depois andamos na correria para conhecer a cidade, andamos na roda gigante, tiramos fotos lá de cima, estava-se mesmo bem! Quer-se dizer isto só para alguns, porque outros agarravam-se de tal forma à coluna da cesta, nem reviravam os olhos com medo que alguma coisa lhes caísse em cima! :)&lt;br /&gt;Depois almoçamos num restaurante perto da roda gigante, e pelo menos deu para comer uma refeição decente e mais tarde, chegou o nosso querido Zé Maria, aliás o propósito da ida até a Lyon era ir lá buscá-lo ao aeroporto!&lt;br /&gt;Ora, agora vamos ao que interessa, a nossa tão esperada chegada a Taizé foi finalmente conseguida!!:)&lt;br /&gt;Pisamos solo “Taizerense” por volta das 15h. Foi com muita alegria e muita ansiedade que recebemos Taizé, através dos olhares atentos dos outros peregrinos que já lá se encontravam, queríamos agarrar cada momento, registar tudo na nossa mente. Depois foi necessário tirar todas as coisas do autocarro, foi um problema! Muitos de nós, trouxeram coisas para um mês! De seguida, lá nos foram dadas as informações necessárias relativamente à nossa estadia, mas foi uma confusão porque fomos todos para dentro da igreja, onde havia muita gente a falar ao mesmo tempo e o nosso guia não sabia falar alto!&lt;br /&gt;Ora, infelizmente para os trabalhadores e infelizmente para os malandros, muitos de nós não têm trabalho! Isto porque tem vindo a crescer o número de pessoas em Taizé, então os que não trabalham têm Introdução Bíblica de manhã e grupo de reflexão á tarde, o que se torna um bocadinho chato, porque ficamos “presos” na parte da tarde… Mas estamos à vontade para nos “mitrar” no coro, ou entregar o pequeno-almoço!&lt;br /&gt;Boa noticia! :) Ficamos em camaratas, alto luxo! :) Estou com a Sílvia, Teresa, Rita, Estrela e uma Polaca muito simpática chamada Magda. E os rapazes ficaram também todos juntos…&lt;br /&gt;Mais tarde, depois de nos termos “refastelado” nos nossos aposentos e tomarmos o saboroso e inesquecível chã e voltarmos a repetir, assistimos á Oração da Noite. Estávamos todos muito cansados e alguns de nós quase adormeceram, e pelo que sei, para alguns a Oração ainda não lhes chamou muita atenção, espero sinceramente que o seu verdadeiro Espírito seja encontrado, porque foi a isso que nos propusemos!&lt;br /&gt; Bom, depois foi a hora da refeição, e as lentilhas deram-nos as boas-vindas, mas lá se comeram! :)&lt;br /&gt;Depois fomos até ao Oyak, mas tivemos lá pouco tempo, porque não nos aguentávamos de pé!&lt;br /&gt;E lá fomos para as camaratas, comer, conversar e dormir uma boa soneca. Que bem que soube estar esticadinha num colchão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvia e Elisabete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/08/08&lt;br /&gt;Quarta-feira&lt;br /&gt;10:40&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia em Taizé, segunda-feira, começamos com o pequeno-almoço às 9h na tenda 19, que seria a tenda de todas as nossas refeições, onde há encontro entre os portugueses do nosso autocarro, com muito convívio, muita animação, muita partilha não só de experiências como de comida! Seguido do pequeno-almoço, tivemos uma espécie de reunião com o irmão David. Foram formados grupos de reflexão, com mais ou menos 10 elementos, com mistura de nacionalidades, culturas e religiões, acho muito interessante, torna os encontros muito mais produtivos! De seguida, por volta das 11h, visitamos alguns lugares muito interessantes aqui em Taizé, como o Lugar do Silêncio, lugares característicos desta Terra, rica em diversidade natural. Seguiu-se o almoço, que na minha opinião foi o melhor até à data de hoje, arroz com milho. Como estava estipulado, o almoço foi na tenda19 com os portugueses do nosso autocarro.&lt;br /&gt;De tarde, reunimo-nos com os nossos grupos de reflexão. A Rita, o Tiago e a Elisabete ficaram no mesmo grupo composto por 2 Alemães, 2 Sérvias, 2 Lituanas, 5 Italianas e 1 Polaco, é um grupo muito interessante, fazem-se jogos, trocam-se palavras das diversas línguas e depois debate-se o tema do dia, mas lá está o verdadeiro problema é conseguir transmitir por palavras o que se pensa, pois temos que falar numa só língua (ing) mas lá nos desenrascamos…&lt;br /&gt;O Coelho, estava inicialmente num grupo de “ Rammstains”, era constituído por 3 Lituanos, 3 Alemães, 1 meio Português porque ele não fala com ninguém nem com o Coelho, e ele fica sem saber para o que ia ficou 1h30 ao sol a rir-se para fazer de conta que percebia! Mas como ele não se sentia bem, resolveu mudar de grupo, agora está com o Xavier (que é do nosso autocarro), mais 2 Portugueses, 3 Lituanos, 4 Alemães e 3 Italianos.&lt;br /&gt;A Teresa, o Carlos, e o Luís estão num grupo somente de Portugueses, ora, 3 alentejanos, 1 aveiro, 1 porto (Estrela), 1 Penamaior (Marco), 1 Figueira da Foz e dizem eles que se entendem todos muito bem!!:)&lt;br /&gt; O Benjamin e a Sílvia estão num grupo constituído por, 2 Sérvios, 2 Lituanos, 2 Polacos, 1 Espanhola e mais 2 Portugueses e o mais interessante é que ninguém domina o Inglês, muitas das vezes tratam-se dos temas por desenhos e mímica!!&lt;br /&gt; O Nando está num grupo constituído por: 3 Portugas, 2 Italianas, 2 Alemães, 2 Polacas, e 3 Ucranianas. Ele gosta do grupo, e está adorar estar em Taizé.&lt;br /&gt;O Carlos e a filha estão na Olinda com as famílias.&lt;br /&gt;Depois da reunião dos grupos tomamos o nosso chãzinho delicioso e rumamos ao túmulo do nosso querido e saudoso Irmão Roger. Ele está sepultado na igreja onde se fazia inicialmente a Oração de Taizé. O Tumulo do Irmão Roger é muito bonito e muito diferente do que estamos habituados, está disposto de uma forma muito simples com terra e muitas semeadas…transmite muita Paz!&lt;br /&gt;A Elisabete como de costume, já apanhou os vírus, está com herpes e muito rouca!&lt;br /&gt;Depois fomos até á igreja onde decorria a Oração da Noite, mas infelizmente ela ainda não despertou muito interesse ao Benjamin, que diz que é igual á que nós fazemos no nosso grupo em Carvalhosa, e o Colho, diz que lhe adormece o rabo! Vamos lá ver quando é que o Espírito Santo irá actuar, ou melhor, quando se deixam moldar por Ele!&lt;br /&gt; O dia terminou com a habitual festança no Oyak que é sempre muito animada, Portugueses e estrangeiros juntam-se numa só festa, cantamos, dançamos, rimos, conversamos, fazemos jogos, tiramos fotos, conhecemos novas pessoas, enfim, o Espírito continua o mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Jovens Sempre Mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio: 20/08/08-Quarta-feira á noite&lt;br /&gt;Fim: 21/08/08-Quinta-feira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, bom dia!&lt;br /&gt;E lá acordamos para mais um dia. Uns foram tomar duche, outros ainda ficaram um bocadinho na cama. Logo de seguida fomos para a Oração e depois toca a correr para o pequeno-almoço e assim que terminamos, olhamos para o relógio e já estava na hora do encontro com o Irmão David, as horas nunca mais passavam! De seguida fomos até ao Lago do Silêncio.&lt;br /&gt;Choveu muito neste dia, tivemos que ficar pelas camaratas, só pedíamos que chovesse tudo de uma vez para podermos aproveitar os restantes! Durante a tarde, aproveitamos para cantar, dançar, conhecer novas pessoas, enfim fizemos uma grande festa. Ora, mas nem tudo corre bem, isto porque se têm verificado roubos nas camaratas, algo que nunca tinha acontecido antes. Já assaltaram o Luís do nosso autocarro mais do que uma vez, roubaram-lhe dinheiro, o telm. E roupa, provavelmente para esconderem os pertences, coitado! Contudo, ele está a reagir muito bem, é das pessoas que está sempre a fazer a festa. Somos os maiores! No Oyak, toda a gente se junta para fazer a festa connosco! Também temos feito o jogo do amigo secreto, que começou na viagem de autocarro. Passo a explicar, inicialmente cada um de nós retirou um papel com o nome do amigo secreto, durante toda a semana, temos que dar pistas ao nosso amigo, oferecer presentes, e aproximarmo-nos dessa pessoa mas fazendo tudo muito secretamente! É muito fixe! A Rita é que tem saído a ganhar, farta-se de receber presentes, andamos todos a tentar saber quem é amigo de quem e isso ajuda a manter a coesão com o grupo e faz-nos conhecer melhor quem nos acompanha. Divertimo-nos imenso, este grupo é espectacular!&lt;br /&gt;Bom na 3ª-feira na Oração de Noite, penso que para alguns houve o “despertar dos corações”…Emocionamo-nos e agradecemos o facto de estarmos ali presentes!&lt;br /&gt;Finalizamos o dia no Oyak com os Portugueses a fazerem a festa e mais tarde a Elisabete e o Nando tiveram um bocadinho na igreja para reflectir mas o ressonar de alguns que lá se encontravam não permitia que isso acontecesse…!&lt;br /&gt;Ontem, quarta-feira, foi um dia muito porreiro. Começamos com a Oração seguida do pequeno-almoço em que a Rita e a Elisabete serviram o pequeno-almoço a toda a comunidade de Taizé. De seguida, a Rita, o Coelho, o Germénio, o Carlos, a Teresa e a Sílvia foram visitar a Olinda e os restantes foram á reunião com o irmão David.&lt;br /&gt;Os elementos do grupo que foram visitar a Olinda, viram o TGV, uma igreja, tiraram muitas fotos e viram crianças a brincar na Olinda. No final do encontro com o Irmão David a Elisabete o Moreira e o Nando, estiveram com a Lina (Lituânia do grupo de reflexão) a jogar ao Uno e a comer umas bolachinhas muito apetitosas, oferecidas pela Lina e pelos amigos dela que depois também se juntaram a nós.&lt;br /&gt;Levamos a almoçar connosco a Lina, ela gosta muito dos portugueses, diz que somos muito divertidos, estamos a ensiná-la a falar Português e ela ensina-nos Lituano!:)&lt;br /&gt;Quando bateram as 15:15 reunimo-nos com os grupos onde falamos da Parábola da Samaritana, no fim como de costume fazemos jogos e cantamos canções…&lt;br /&gt;Às 17h é hora do lanche, com o nosso delicioso chã, depois há sempre tempo para mais uns joguinhos, desta vez conhecemos uma alemãs que nos ensinaram um jogo intitulado pelo Nando de: “ah…”.&lt;br /&gt;Ás 18h houve missa com todos os Portugueses, onde fizemos uma grande festa e o Padre que celebrava a missa andava com uns croks cor de laranja e um “téréré” no cabelo!!&lt;br /&gt;No jantar, comemos puré salgadíssimo com uma salsicha, cantamos os Parabéns ao Marco de Mafamude e chegou a hora da Oração da noite. Esta Oração emocionou-nos muito, o Irmão Alois esteve connosco, deu-nos a bênção, derrubou-nos em lágrimas. A Elisabete agradeceu-lhe pelos momentos passados em Taizé, disse-lhe que estava adorar estar ali novamente e pediu-lhe para tirar uma foto com ele, mas ele recusou! Temos cantado muitas vezes o “Cantarei ao Senhor”, a única música Portuguesa em Taizé, mas é muito estranho, ouvir cantá-la, a pronúncia quando se canta, não soa muito a Português!&lt;br /&gt;No final fomos para o Oyak e outros para as camaratas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Jovens Sempre Mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21/08/2008- Quinta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia começou com alguns de nós a irem á Oração e outros a optarem por ficar a dormir. De seguida, o pessoal foi tomar o pequeno-almoço no sítio do costume e depois houve encontro com o Irmão David ou então Lago do Silêncio para alguns…&lt;br /&gt;Almoçamos vagens com fiambre e mais uma vez a Elisabete levou a nossa amiga Lina almoçar connosco.&lt;br /&gt;Às 15:15 tivemos grupo de reflexão e o tema foi fazer perguntas referentes á “Carta de Cochabamba”, que fala sobre o encontro que houve em Outubro de 2007. Este encontro reuniu 7000 participantes vindos de diferentes regiões da Bolívia, de todos os países da América Latina e de alguns Europeus, esta Carta fala essencialmente de reconciliação e em como alargar a nossa amizade a todos. Ora, as perguntas que fizemos nos nossos grupos de reflexão iriam ser enviadas a outros grupos para que respondessem a essas questões.&lt;br /&gt;Depois do lanche tivemos encontro com todos os Portugueses da comunidade de Taizé, foi muito interessante. Ouvimos testemunhos sobre diversos aspectos, cantamos músicas, o Padre Nuno cantou fado e no final do encontro o Irmão David teve a magnifica ideia de nos dividir em grupos de meses de nascimento, a ideia era respondermos a algumas questões relativamente a Taizé mas como já era hora de jantar, dispersamo-nos e poucos fizeram esses tais grupos. Para os que fizeram valeu a pena porque falamos de nós, dos nossos sentimentos, das expectativas em relação a Taizé, assim como da nossa maneira de ver o mundo, de diferentes tipos de religiões (uma vez que em Taizé encontramos pessoas de diferentes religiões) e em que estado se encontra a nossa Fé… Tínhamos connosco 2 padres, (que também foram para Taizé como peregrinos) esclareceram-nos algumas dúvidas, e mostraram-se abertos a novas ideias.&lt;br /&gt;Às 20:30 o Irmão Alois transmitiu a sua Mensagem a toda a Comunidade, era uma confusão na igreja!&lt;br /&gt;No final, houve como sempre festa no Oyak ou nas camaratas…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Jovens Sempre Mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/08/2008-Sexta-feira&lt;br /&gt;21:50-Adoração da Cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está a decorrer neste momento a Adoração da Cruz. É tão bom cá estar!&lt;br /&gt;Aqui sentada só consigo pensar na alegria de ter o privilégio de assistir á maior manifestação de Paz e Harmonia!&lt;br /&gt; É cada vez melhor estar em Taizé, todo o ambiente em si explica todo este milagre que se consegue ver e sentir, mas dificilmente (para quem não está cá) se explica e compreende!!&lt;br /&gt;Quero poder levar dentro de mim esta Paz de Espírito e esta Harmonia a todos os que me esperam.&lt;br /&gt;Vir a Taizé é concerteza como beber na fonte, depois de uma longa jornada, aqui encontramos forças para continuar o nosso caminho…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabete Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/08/2008-quarta-feira&lt;br /&gt;Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Pois é, cá estamos mais uma vez…!&lt;br /&gt;Agora de volta ás nossas casas, ás nossas famílias, á nossa rotina, de volta á Terra!!&lt;br /&gt;Os dias que se viveram foram de grandes emoções, a semana voou!&lt;br /&gt;Vou começar por relatar o que se passou a partir de 6ª-feira, isto porque não houve tempo para escrever nada a partir daí…&lt;br /&gt;Ora, 6ª feira foi o dia da Adoração da Cruz, na Oração da Noite, foi uma celebração muito bonita e muito comovente. Normalmente esta Celebração dura até bem tarde, isto porque realmente é muita gente que quer adorar a Cruz!&lt;br /&gt;Este tipo de Celebração consiste em deixarmo-nos levar na contemplação da Cruz, por estarmos habituados a olhar a Cruz, perdemos a capacidade de olharmos para ela como da 1ª vez, então as nossas palavras tornam-se limitadas para falar de um acontecimento tão importante. Esse acontecimento que muda as nossas vidas, Jesus mostra-nos o seu grande amor, com a sua morte Ele revela-se como um de nós, torna-se naquilo que representa a Humanidade.&lt;br /&gt;         A Cruz encontra-se á frente do altar e deitada, e em pequenos grupos as pessoas debruçam-se sobre ela e aí permanecem a reflectir! É muito difícil conseguir explicar o que se sente naquele momento de encontro com Deus e connosco, esta é a Celebração que mais me “toca” em Taizé, leva-me a pensar em muitas coisas, na minha fé, na minha missão, no meu relacionamento com os outros, e concluo que, poderia ser tudo muito simples, Deus só nos pede que nos deixemos levar por Ele, pelo seu grande amor, Ele convida-nos a aceitarmo-nos como Irmãos, em amarmo-nos uns aos outros!&lt;br /&gt;         Durante a tarde deste dia alguns foram ver o TGV e outros permaneceram na comunidade. O dia estava solarengo com algumas nuvens bem escuras, e a qualquer momento poderia haver um “dilúvio” (em Taizé nunca sabemos ao certo com que tempo podemos contar). Ora, estávamos no grupo de reflexão já na fase das despedidas (o Nando também estava connosco), quando de repente começou a puxar um vendaval, o céu ficou carregado de nuvens, parecia que dali vinha um furacão! E o George (Polaco) do meu grupo ia dando em doido, gritando consecutivamente que chovesse em cima dele! Foi de doidos, só nos riamos da figura dele! Quando começou a chover, corremos todos para nos abrigar, mas ele estava feliz da vida apanhar com a chuva!:) e claro está que quem foi ver o TGV, chegou também molhadinho…&lt;br /&gt;Nesse dia a Lina apresentou-me a mim ao Pedro e á Magda um Finlandês - Mateus, enquanto esperávamos pelo almoço tivemos a ensiná-lo a fazer barquinhos e chapéus em papel, de seguida eles (a Lina e o Mateus) almoçaram connosco, mas desta vez não os podemos levar á tenda dos portugueses, porque chovia muito e a tenda ficava distante, conversamos sobre os nossos países, a nossa cultura, trocamos palavras e depois fomos dar um passeio para conhecer a aldeia.&lt;br /&gt;Por volta das 18h, tivemos encontro com os Portugueses do nosso autocarro, o Irmão David é que nos acolheu. Esse encontro serviu para saber como corria a nossa estadia em Taizé e também para tirarmos dúvidas sobre a comunidade de Taizé.&lt;br /&gt;No sábado, véspera do nosso último dia em Taizé, tivemos como de costume a Reflexão Bíblica com o Irmão David, mais tarde andamos na correria dos souvenirs e depois nas despedidas com os nossos novos amigos e grupo de reflexão. Ofereci á Lina uma carta de despedida que o Marco me ajudou a escrever e um colar com uma estrela (que eu também tenho) ela gostou muito e agradeceu-me, vou/vamos ter saudades dela, é uma pena pensar que se calhar não a vejo nunca mais…!&lt;br /&gt;         Durante a tarde não houve grupos, então andamos a passear, fomos eu o Marco, o Pedro, o Nando e a Lina tirar fotos á igreja, depois fomos até ao Lago do Silêncio, e depois aproveitamos que o dia se revelava solarengo para darmos uma voltinha pela aldeia, encontramos uns cavalos e um campo muito verdinho e tivemos lá um bom bocado deitados apreciar a natureza, depois fomos até á Olinda e descobrimos lugares lindíssimos a visitar, o Pedro diz que quer comprar uma casa por lá…&lt;br /&gt;         Depois, à noite tivemos a Oração com a Celebração da Luz Pascal com a ordenação de mais um Irmão!&lt;br /&gt;Esta Celebração também é muito especial. No início da Celebração é dado a cada um de nós uma vela que num determinado momento é acesa pelas pessoas que estão á nossa volta, a igreja fica cheia de luz, é lindo de se ver e sentir…! Ah! O cântico inicial da passagem da luz foi o nosso “ Cantarei ao Senhor”, é tão bom ouvi-lo e saber que ele é especial não só para os Portugueses, como para toda a comunidade!&lt;br /&gt;No final da Celebração eu, a Lina, o Nando, o Pedro, o Marco e a Magda fomos até ao Oyak e depois até á Cripta ver as estrelas cadentes, Consegui ver duasJ, tivemos lá a contar histórias, a comer bolachas mas depois tivemos que nos ir embora porque a noite estava fria e um longo dia nos esperava!&lt;br /&gt;         No domingo, dia da partida, tivemos uma missa às 10h e o dia passou-se em despedidas, recordações e choradeiras! Até o Marco inventou uma música “ e ninguém pára esta choradeira, vão uns p’rá Alemanha, outros p´rá Lituânia, outros p´ra Paços de Ferreira!”J (isto pelo Nando que só fala na Lina!)&lt;br /&gt;         Deixamos Taizé por volta das 16h e lá nos metemos novamente no autocarro, desta vez sem podermos fazer grandes paragens, visto que 2ª feira é o nosso dia de chegada. Levamos o Zé ao aeroporto de Lyon, aproveitamos para tirar uma foto de grupo, para comermos qualquer coisa e pronto, regressamos ao nosso querido autocarro!&lt;br /&gt;Depois do jantar, o nosso grupo juntamente com os seus novos elementos (Marco e Pedro), realizamos a Oração da noite, com os mesmos pontos da Oração com Cânticos de Taizé. Foi bonita, mas o cansaço já apertava e muitos adormecerem mais cedo!!:)&lt;br /&gt; No entanto, a noite foi longa e difícil, estávamos todos muito cansados, mas o espírito de grupo e de equipa permaneceu sempre. Cantamos, pedimos dedicatórias, trocamos contactos, desvendamos o nosso amigo secreto, enfim despedimo-nos como se nunca mais nos víssemos novamente…! (estávamos sempre a cantar a famosa música!)&lt;br /&gt;Chegamos ao nosso querido Portugal por volta das 15h e fomos deixando o pessoal, primeiro em Mafamude, depois em Ramalde e depois em Paços de Ferreira, onde chegamos pelas 17:30.&lt;br /&gt;         Nunca me hei-de esquecer da maravilhosa semana que vivi, é cada vez melhor ir a Taizé. Agora já em casa, acordo de manhã a pensar que ainda lá estou, olho para o relógio a pensar no que poderia estar a fazer! Não consigo explicar por palavras o que senti durante todo este tempo de Partilha, Oração e Paz! Só tenho uma certeza, querer lá voltar novamente para me sentir de novo num paraíso que existe aqui mesmo ao nosso lado, neste planeta! Termino com uma mensagem do nosso querido Irmão Roger: “Para serem pessoas vivas, e não semimortas, busquem Jesus que está vivo, busquem-no, mesmo se acreditam tê-lo perdido. Ele nos ama. Ao encontrá-lo, encontrarão tudo, o amor, a paz, a confiança; e então a vida vale a pena ser vivida”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabete Silva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/8/2008- Segunda-feira&lt;br /&gt;Em viagem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos nossos “acolhedores”,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se faz planos para o quer que seja, é inevitável criarmos expectativas.&lt;br /&gt;É obvio que as expectativas foram boas mal conheci o grupo na primeira reunião, mas o surpreendente foi ver essas expectativas serem superadas de dia para dia…&lt;br /&gt;Foi fantástica a forma como nos”acolheram”, senti-me completamente integrado no grupo e o mais importante foi a forma com que se rapidamente se criaram laços de amizade. Isto demonstra que para haver amizade não é uma questão de tempo, mas sim de entrega de parte a parte. Numa semana pode-se conhecer melhor algumas pessoas do que outras em vários anos!&lt;br /&gt;Onde há amizade há amor, e onde há amor, estará sempre Deus entre nós.&lt;br /&gt;Muito, muito obrigado a todos vós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/08/2008-Segunda-feira&lt;br /&gt;Em viagem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu novo grupo do coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana passou, passou muito rápido, rápido demais, mas fica sempre qualquer coisa, união, amizade, recordações, momentos e muitas mais coisas que também agora não me lembro, mas fica podem ter a certeza que fica! Mas penso que o mais importante serão sempre as pessoas com quem passamos um dos melhores momentos das nossas vidas e essas pessoas serão para sempre importantes para nós.&lt;br /&gt;         Agora á cerca desta semana, penso que tenha sido uma semana de encontro; com os outros, diferentes pessoas, culturas, países, tradições, expectativas, mas acima de tudo momentos de encontro connosco próprios; momento de reflexão e descobrimento próprio e isso é muito importante em certas alturas da nossa vida.&lt;br /&gt;         Agora dedico algumas palavras para um grupo que fez o favor de me acolher tão bem, tão francamente, com amizade, e amor que não tenho palavras para continuar a descrevê-lo e aos seus membros que me acompanharam.&lt;br /&gt;         Até já…encontramo-nos por aí em alguma freguesia desse nosso Paços de Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Silva (Penamaior City)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dicionário Tuti-fruti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lingua&lt;br /&gt;Frase/ Palavra&lt;br /&gt;Tradução&lt;br /&gt;Alemão&lt;br /&gt;Ich bin&lt;br /&gt;Eu sou&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Wie heisst du?&lt;br /&gt;Como te chamas?&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Wie geht es dir?&lt;br /&gt;O que fazes?&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Ich wag did/ ich mac dich&lt;br /&gt;Eu gosto de ti&lt;br /&gt;Polaco&lt;br /&gt;Dzwon&lt;br /&gt;Sinos&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Dzdzownica&lt;br /&gt;Minhoca&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Milosc (lê-se Miôcht)&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Kocham cie ( lê-se coham chião)&lt;br /&gt;Eu amo-te&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Dziekuje ( lê-se djemkoia)&lt;br /&gt;Obrigado&lt;br /&gt;Lituanio&lt;br /&gt;Labas ritas&lt;br /&gt;Bom dia&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Laba diena&lt;br /&gt;Boa tarde&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Labas Drauge&lt;br /&gt;Olá amiga!&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Labas vakaras&lt;br /&gt;Boa tarde ( good evening)&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Labanakt&lt;br /&gt;Boa Noite&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Salta&lt;br /&gt;Frio&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Karsta&lt;br /&gt;Quente&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Silta&lt;br /&gt;Morno&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Is kur tu?&lt;br /&gt;Onde moras?&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Atsiprasau&lt;br /&gt;Desculpa&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Buciniai&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;As tave myliu&lt;br /&gt;Eu amo-te&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Tu esi nuostabi&lt;br /&gt;És amorosa&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;pirmadienis&lt;br /&gt;Segunda-feira&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;antradienis&lt;br /&gt;Terça-feira&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Treciadienis&lt;br /&gt;Quarta-feira&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Ketvirtadienis&lt;br /&gt;Quinta-feira&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Penktadienis&lt;br /&gt;Sexta-feira&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Sestadienis&lt;br /&gt;Sábado&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Sekmadienis&lt;br /&gt;Domingo&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;vienas&lt;br /&gt;Um&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;du&lt;br /&gt;Dois&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;trys&lt;br /&gt;Três&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;ketury&lt;br /&gt;Quarto&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;penki&lt;br /&gt;Cinco&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Sesi (lê-se sheshi)&lt;br /&gt;Seis&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;septyni&lt;br /&gt;Sete&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Astuoni&lt;br /&gt;Oito&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;devyni&lt;br /&gt;Nove&lt;br /&gt;«&lt;br /&gt;Desimt (lê-se dechmt)&lt;br /&gt;Dez&lt;br /&gt;Espanhol&lt;br /&gt;De puta madre&lt;br /&gt;Muito fixe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onse  madonse flore, omade, omade, omade deo rihi tiki deo deo riki tiki, one two tree…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I´m singing in the rain&lt;br /&gt;Just singing in the rain&lt;br /&gt;Of glory at spirit and happy again.&lt;br /&gt;Zups e zaps…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só falto eu contar os meus dias em Taizé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, nesta minha 18ª viagem a este maravilhoso lugar, passei por uma nova experiencia. Este ano levei a minha filhota comigo, e claro que assim sendo, fiquei num lugar chamado Olinda.&lt;br /&gt;Na Olinda ficam as famílias que se dirigem a Taizé e fica a cerca de 1 kilometro de Taizé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Olinda é um lugar muito especial e para mim esta nova experiencia começa aqui.&lt;br /&gt;Um lugar muito belo, verde e alegre. Um pequeno Taizé concentrado em pouco espaço.&lt;br /&gt;No entanto senti que esta nova experiencia não foi tão “boa” como a de estar em Taizé, onde tudo acontece.&lt;br /&gt;Não sei ao certo porquê, mas sinto que falta a alegria da juventude, o espirito da inquietação, da liberdade, do convívio alargado.&lt;br /&gt;Mas como tudo, tem os seus aspectos positivos e negativos e será por estes últimos que vou começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância que se fica de Taizé é demasiada grande, ir e vir 6 ou 8 vezes por dia a Taizé, é um sacrifício muito grande para as crianças.&lt;br /&gt;Os temas, ao contrario do que pensei, são transmitidos e assimilados de uma forma muito ligeira, não se aprofunda grande coisa, depois os debates dos grupos são pouco aprofundados, sempre a emergir para a família, mas a família de Nazaré, ou seja, Pai, Mãe e filho(s). Obviamente que não me enquadro nesse tipo de família, sendo eu um pai solteiro… logo fico um pouco deslocado por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que me deixa pena é: os horários das actividades. Estes são opostos aos de Taizé, os tempos livres por aqui são durante os trabalhos de grupos em Taizé, os trabalhos por aqui recomeçam quando em Taizé terminam…é pena, pois assim dificilmente posso estar com o meu grupo (Sempre Mais e autocarro), o que me deixa triste, ou então faço o que tenho feito, vou ter com eles, não participando na totalidade das actividades da Olinda, que no fundo são repetitivas e cansativas para as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas claro, alguns aspectos positivos sobrepõe-se aos negativos.&lt;br /&gt;O espaço é lindo, muito cómodo, quer na disposição das coisas quer no alojamento, o silêncio nocturno, que trás paz.&lt;br /&gt;A partilha e entreajuda é mais vivida, é mais forte, existe uma grande união entre todos.&lt;br /&gt;Também as longas caminhadas que se fazem a Taizé, não são de modo algum monótonas, são lindos passeios, quer se vá pela estrada, o que é desaconselhável, embora seja mais perto, quer se vá pelo caminho que existe pela parte de trás, cheio de flores, deliciosas amoras silvestres, as vaquinhas brancas ao longe, que mais parecem ovelhas e os nossos dois amigos cavalos, que sempre que passamos parecem cumprimentar-nos com toda a sua elegância e simpatia. Até um gato muito engraçado com apenas três pernas tem aqui, divertimo-nos muito a vê-lo caminhar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos de reflexão são formados segundo o idioma das crianças, para que elas compreendam o que se diz.&lt;br /&gt;Assim o meu grupo é formado por: 3 casais portugueses, eu e por quatro casais italianos, entendemo-nos perfeitamente.&lt;br /&gt;Na parte da manhã, temos estado a trabalhar o livro do Génesis, passamos pela criação do mundo, Abel e Caim e Noé e a sua Barca, de salientar que também falamos noutras leituras do Novo Testamento, como o filho pródigo. Todas estas leituras em volta da família. As crianças também têm actividades com jovens animadores.&lt;br /&gt;Da Parte de tarde, temos actividades com as famílias do grupo, pais e filhos, mas é um pouco difícil pôr as crianças a cantar, dançar ou fazer mímica.&lt;br /&gt;Foi a partir daí que comecei a faltar a essas actividades e a ir com a minha filha até Taizé depois do almoço e estar com o pessoal até à hora do chã. Hora essa que volto para a Olinda, porque temos na tenda grande um pouco de festa, com música, teatro e outras brincadeiras.&lt;br /&gt;No princípio da semana, assumi um trabalho individual, que consiste em limpar o chão e duas casas de banho, junto ao meu quarto, e também tenho um trabalho de grupo que é substituir as famílias que estão na distribuição, na hora do almoço, para que estas possam também ir almoçar e no fim limpar e arrumar tudo para as carrinhas que vêm de Taizé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi uma experiencia diferente, mas foi também muito boa, e foi bom ter levado a minha filha, para que ela comece desde cedo a sentir aquele mundo, de paz, amor, entreajuda, festa, alegria, partilha e especialmente fé e oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM BREVE ESTARÃO DISPONIVEIS AS FOTOS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-9220202010859012827?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/9220202010859012827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=9220202010859012827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/9220202010859012827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/9220202010859012827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2008/10/taiz-um-diario-em-grupo.html' title='TAIZÉ - UM DIARIO EM GRUPO'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-1038387142399853840</id><published>2008-08-10T18:23:00.003+01:00</published><updated>2008-08-10T19:12:42.359+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PASSEIO DO GRUPO A MONTE ALEGRE'/><title type='text'>PASSEIO DO GRUPO A MONTE ALEGRE</title><content type='html'>Aqui ficam as fotos de mais uma actividade do grupo, um passeio a Monte Alegre, no dia 3 de Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos falam por si...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/hbYA1V1GbD/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" 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src="http://media.imeem.com/p/gLR23D5RUe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/kwjY7m1Dnf/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/kwjY7m1Dnf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/Bl6_ivMLv1/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/Bl6_ivMLv1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/GF1nM-VpLX/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/GF1nM-VpLX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/iEPKFa_V3N/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/iEPKFa_V3N.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a 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src="http://media.imeem.com/p/ynpD-qSvdF.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/n9ftnM6aSN/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/n9ftnM6aSN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/Tas9XP9gj8/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/Tas9XP9gj8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/rnRqXPHvCS/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/rnRqXPHvCS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/NO1-SQdPk1/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/NO1-SQdPk1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a 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Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-6008988227802021415</id><published>2008-06-04T18:40:00.007+01:00</published><updated>2008-08-10T18:33:02.272+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-6008988227802021415?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/6008988227802021415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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Contudo é sempre importante partilhar os bons momentos, mesmo que atrasados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos falam por si!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/s4x_vIilNr/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/s4x_vIilNr.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/Oq6k-jvsjl/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/Oq6k-jvsjl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/G-rWi9aC6b/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/G-rWi9aC6b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imeem.com/people/FozByR9/photo/8U2dgrhMEn/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/8U2dgrhMEn.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a 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href='http://gjsm.blogspot.com/2008/04/acampamento-2007-barragem-da-queimadela.html' title='ACAMPAMENTO 2007- BARRAGEM DA QUEIMADELA FAFE'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-1651499558168960013</id><published>2008-04-05T13:29:00.003Z</published><updated>2008-04-08T22:42:16.536Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA'/><title type='text'>A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.espada.eti.br/Images/mass101.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.espada.eti.br/Images/mass101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Celebração da Missa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Data: 08-04-2008 Terça &lt;br /&gt;Semana Páscoa III Tempo: Páscoa &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 5; 12, 10&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Louvai o Senhor, todos os seus servos, pequenos e grandes,&lt;br /&gt;porque chegou a salvação e o poder e o reino de Cristo. Aleluia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ORAÇÃO COLECTA&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Deus de misericórdia, que abris as portas do vosso reino aos homens renascidos pela água e pelo Espírito Santo, aumentai em nós os dons da vossa graça, para que, purificados de toda a culpa, possamos alcançar a herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;LEITURA I Actos 7, 51 _ 8, 1a&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;«Senhor Jesus, recebe o meu espírito»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de S. Estêvão é apresentada como a morte de Jesus. O Rei dos Mártires continuará, no Corpo místico da sua Igreja, o mistério da sua própria Paixão. E à imitação do Senhor na Cruz, a Igreja, a começar por Estêvão, vai-se entregando a Deus em gesto de confiança no Pai e em oração, feita de amor pelos homens, a começar pelos que a perseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Leitura dos Actos dos Apóstolos&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos escribas: «Homens de dura cerviz, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre resistis ao Espírito Santo. Como foram os vossos antepassados, assim sois vós também. A qual dos Profetas não perseguiram os vossos antepassados? Eles também mataram os que predisseram a vinda do Justo, do qual fostes agora traidores e assassinos, vós que recebestes a Lei pelo ministério dos Anjos e não a tendes cumprido». Ao ouvirem estas palavras, estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou. Saulo estava de acordo com a execução de Estêvão.&lt;br /&gt;Palavra do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 3cd-4.6ab.7b.8a.17.21ab &lt;br /&gt;(R. 6a) &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Refrão: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Repete-se&lt;br /&gt;Ou: Aleluia. Repete-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sede a rocha do meu refúgio&lt;br /&gt;e a fortaleza da minha salvação;&lt;br /&gt;porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,&lt;br /&gt;por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me. Refrão&lt;br /&gt;Em vossas mãos entrego o meu espírito,&lt;br /&gt;Senhor, Deus fiel, salvai-me.&lt;br /&gt;Em Vós, Senhor, ponho a minha confiança:&lt;br /&gt;hei-de exultar e alegrar-me com a vossa misericórdia. Refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazei brilhar sobre mim a vossa face,&lt;br /&gt;salvai-me pela vossa bondade.&lt;br /&gt;Como é grande, Senhor, a vossa bondade,&lt;br /&gt;que tendes reservada para os que Vos temem. Refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ALELUIA Jo 6, 35ab&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Refrão: Aleluia Repete-se&lt;br /&gt;Eu sou o pão da vida, diz o Senhor;&lt;br /&gt;quem vem a Mim nunca mais terá fome. Refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;EVANGELHO Jo 6, 30-35&lt;/blockquote&gt;«Não é Moisés, mas meu Pai, que vos dá o verdadeiro pão do Céu»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus continua a afirmar-Se como o verdadeiro alimento da fé. Ele é “o Pão que veio do Céu”, “o Pão de Deus”. Aos israelitas no deserto, tinha-lhes sido dado o maná, vindo do céu. Mas, muito mais do que o maná, é este Pão que Deus nos enviou, o seu próprio Filho, para que acreditemos n’Ele e O recebamos pela fé. Assim vai sendo explicado, ao longo de toda a fala de Jesus neste capítulo 6 de S. João, o “sinal” da multiplicação dos pães. A ideia principal está no fim da leitura de hoje. S. João usa uma linguagem simbólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: ‘Deu-lhes a comer um pão que veio do céu’». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão que vem do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».&lt;br /&gt;Palavra da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa: Vós que lhe destes tão grande alegria, fazei-a tomar parte na felicidade eterna. Por Nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Prefácio pascal&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ANTÍFONA DA COMUNHÃO Rom 6, 8 &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Se morremos com Cristo, com Cristo viveremos. Aleluia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-1651499558168960013?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/1651499558168960013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=1651499558168960013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1651499558168960013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1651499558168960013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2008/04/celebrao-da-eucaristia.html' title='A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-7021045250950005195</id><published>2008-03-05T22:55:00.000Z</published><updated>2008-03-05T22:56:01.899Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA 2008'/><title type='text'>MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI, PARA A QUARESMA 2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sintravox.com/files.php?file=bentoxvi_03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.sintravox.com/files.php?file=bentoxvi_03.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;«Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos irmãos e irmãs! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das colectas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva. São Paulo fala disto mesmo quando, nas suas Cartas, se refere à colecta para a comunidade de Jerusalém (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, os bens materiais possuem um valor social, exigido pelo princípio do seu destino universal (cf. n. 2403). &lt;br /&gt;É evidente, no Evangelho, a admoestação que Jesus faz a quem possui e usa só para si as riquezas terrenas. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas acções, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa acção, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é frequente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por nós. Como não agradecer a Deus por tantas pessoas que no silêncio, longe dos reflectores da sociedade mediática, realizam com este espírito generosas acções de apoio ao próximo em dificuldade? De pouco serve dar os próprios bens aos outros, se o coração se ensoberbece com isso: tal é o motivo por que não procura um reconhecimento humano para as obras de misericórdia realizadas quem sabe que Deus «vê no segredo» e no segredo recompensará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz » (Detti e pensieri, Edilibri, n. 201). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma. &lt;br /&gt;Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica. &lt;br /&gt;Vaticano, 30 de Outubro de 2007.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BENEDICTUS PP. XVI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-7021045250950005195?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/7021045250950005195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=7021045250950005195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/7021045250950005195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/7021045250950005195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2008/03/mensagem-de-sua-santidade-o-papa-bento.html' title='MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI, PARA A QUARESMA 2008'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-6592192643211819410</id><published>2008-03-05T22:49:00.001Z</published><updated>2008-03-05T22:54:20.352Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA AS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE 2008'/><title type='text'>MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA AS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE 2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.jmjparis.org/IMG/jpg/WYD08-2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.jmjparis.org/IMG/jpg/WYD08-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI&lt;br /&gt;PARA A XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados jovens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A XXIII Jornada Mundial da Juventude&lt;br /&gt;Recordo sempre com grande alegria os vários momentos transcorridos juntos em Colónia, em Agosto de 2005. No final daquela inesquecível manifestação de fé e de entusiasmo, que permanece impressa no meu espírito e no meu coração, marquei encontro convosco para a próxima reunião que terá lugar em Sydney em 2008. Será a XXIII Jornada Mundial da Juventude e terá como tema: "Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas" (Act 1, 8). O fio condutor da preparação espiritual para o encontro de Sydney é o Espírito Santo e a missão. Se em 2006 parámos para meditar sobre o Espírito Santo como Espírito de verdade, em 2007 procuramos descobri-lo mais profundamente, como Espírito de amor, para nos encaminharmos depois rumo à Jornada Mundial da Juventude de 2008, reflectindo acerca do Espírito de fortaleza e testemunho, que nos dá a coragem de viver o Evangelho e a audácia para o proclamar. Por isso, é fundamental que cada um de vós, jovens, na comunidade e com os educadores, possa reflectir sobre este Protagonista da história da salvação, que é o Espírito Santo ou Espírito de Jesus, para alcançar estas altas finalidades: reconhecer a verdadeira identidade do Espírito, em primeiro lugar ouvindo a Palavra de Deus na Revelação da Bíblia; tomar uma consciência límpida da sua presença contínua e activa na vida da Igreja, em particular redescobrindo que o Espírito Santo se põe como "alma", sopro vital da própria vida cristã, graças aos sacramentos da iniciação cristã Baptismo, Confirmação e Eucaristia; tornar-se assim capaz de amadurecer uma compreensão de Jesus cada vez mais profunda e alegre e, contemporaneamente, de realizar uma prática eficaz do Evangelho no alvorecer do terceiro milénio. Com esta mensagem, ofereço-vos de bom grado um percurso de meditação para aprofundar ao longo deste ano de preparação, no qual verificar a qualidade da vossa fé no Espírito Santo, reencontrá-la se foi perdida, revigorá-la se está debilitada e saboreá-la como companhia do Pai e do Filho Jesus Cristo, precisamente graças à obra indispensável do Espírito Santo. Nunca esqueçais que a Igreja, aliás a própria humanidade, a que vos circunda e a que vos aguarda no futuro, espera muito de vós, jovens, porque tendes em vós o dom supremo do Pai, o Espírito de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A promessa do Espírito Santo na Bíblia&lt;br /&gt;A escuta atenta da Palavra de Deus a respeito do mistério e da obra do Espírito Santo introduz-nos em conhecimentos vastos e estimulantes, que resumo nos seguintes pontos.&lt;br /&gt;Pouco antes da sua ascensão, Jesus disse aos discípulos: "Eu vou mandar sobre vós o que meu Pai prometeu" (Lc 24, 49). Isto realizou-se no dia do Pentecostes, quando eles estavam reunidos em oração no Cenáculo com a Virgem Maria. A efusão do Espírito Santo na Igreja nascente foi o cumprimento de uma promessa de Deus, muito mais antiga, anunciada e preparada em todo o Antigo Testamento.&lt;br /&gt;Com efeito, desde as primeiras páginas a Bíblia evoca o espírito de Deus como um sopro que "se movia sobre a superfície das águas" (cf. Gn 1, 2) e especifica que Deus insuflou pelas narinas do homem um sopro de vida (cf. Gn 2, 7), infundindo-lhe assim a própria vida. Depois do pecado original, o espírito vivificador de Deus manifestar-se-á diversas vezes na história dos homens, suscitando profetas para incitar o povo eleito a voltar para Deus e a observar fielmente os seus mandamentos. Na célebre visão do profeta Ezequiel, Deus faz reviver com o seu espírito o povo de Israel, representado por "ossos dissecados" (cf. 37, 1-14). Joel profetiza uma "efusão do espírito" sobre todo o povo, sem excluir ninguém: "Depois disto escreve o Autor sagrado acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne... Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas" (3, 1-2).&lt;br /&gt;Na "plenitude dos tempos" (cf. Gl 4, 4), o anjo do Senhor anuncia à Virgem de Nazaré que o Espírito Santo, "poder do Altíssimo", descerá e estenderá sobre ela a sua sombra. Aquele que Ela dará à luz será, portanto, santo e chamado Filho de Deus (cf. Lc 1, 35). Segundo a expressão do profeta Isaías, o Messias será Aquele sobre o qual se repousará o Espírito do Senhor (cf. 11, 1-2; 42, 1). Jesus retomou precisamente esta profecia no início do seu ministério público na sinagoga de Nazaré: "O Espírito do Senhor disse Ele, no meio da admiração dos presentes está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, o recobrar da vista; para mandar em liberdade os oprimidos e proclamar um ano de graça do Senhor" (Lc 4, 18-19; cf. Is 61, 1-2). Dirigindo-se aos presentes, referirá a si mesmo estas palavras proféticas, afirmando: "Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabastes de ouvir" (Lc 4, 21). E antes da sua morte na cruz, ainda anunciará várias vezes aos discípulos a vinda do Espírito Santo, o "Consolador", cuja missão consistirá em dar-lhe testemunho e assistir os fiéis, ensinando-os e orientando-os para a Verdade integral (cf. Jo 14, 16-17.25-26; 15, 26; 16, 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O Pentecostes, ponto de partida da missão da Igreja&lt;br /&gt;À noite, no dia da sua ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos, "soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo"" (Jo 20, 22). Com força ainda maior, o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos no dia do Pentecostes: "Subitamente ressoou, vindo do Céu lê-se nos Actos dos Apóstolos um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram, então, aparecer umas línguas à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou sobre cada um deles" (2, 2-3).&lt;br /&gt;O Espírito Santo renovou interiormente os Apóstolos, revestindo-os de uma força que os tornou audazes para anunciar sem medo: "Cristo morreu e ressuscitou!". Livres de todo o temor, eles começaram a falar com franqueza (cf. Act 2, 29; 4, 13; 4, 29.31). De pescadores amedrontados, tornaram-se corajosos anunciadores do Evangelho. Nem sequer os seus inimigos conseguiam compreender como homens "iletrados e plebeus" (cf. Act 4, 13) eram capazes de manifestar uma coragem como esta e suportar as contrariedades, os sofrimentos e as perseguições com alegria. Nada podia detê-los. Àqueles que procuravam reduzi-los ao silêncio, respondiam: "Quanto a nós, não podemos deixar de afirmar publicamente o que vimos e ouvimos" (Act 4, 20). Assim nasceu a Igreja, que a partir do dia do Pentecostes não cessou de irradiar a Boa Nova "até aos confins do mundo" (Act 1, 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O Espírito Santo alma da Igreja e princípio de comunhão&lt;br /&gt;Mas para compreender a missão da Igreja, temos que voltar ao Cenáculo, onde os discípulos estavam reunidos (cf. Lc 24, 49) a rezar com Maria, a "Mãe", à espera do Espírito prometido. Neste ícone da Igreja nascente devem inspirar-se constantemente todas as comunidades cristãs. A fecundidade apostólica e missionária não é principalmente o resultado de programas e métodos pastorais sabiamente elaborados e "eficazes", mas é fruto da oração comunitária incessante (cf. Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, 75). Além disso, a eficácia da missão pressupõe que as comunidades permaneçam unidas, ou seja, tenham "um só coração e uma só alma" (cf. Act 4, 32) e estejam dispostas a dar testemunho do amor e da alegria que o Espírito Santo infunde nos corações dos fiéis (cf. Act 2, 42). O Servo de Deus João Paulo II pôde escrever que antes de ser acção, a missão da Igreja é testemunho e irradiação (cf. Encíclica Redemptoris missio, 26). Assim aconteceu nos primórdios do cristianismo, quando os pagãos escreve Tertuliano se convertiam ao verem o amor que reinava entre os cristãos: "Vê dizem como se amam uns aos outros" (cf. Apologético, 39 7).&lt;br /&gt;Concluindo esta rápida consideração da Palavra de Deus na Bíblia, convido-vos a observar como o Espírito Santo é o dom mais excelso de Deus ao homem e, portanto, o testemunho supremo do seu amor por nós, um amor que se expressa concretamente como "sim à vida" que Deus deseja para cada uma das suas criaturas. Este "sim à vida" tem a sua forma plena em Jesus de Nazaré e na sua vitória sobre o mal, mediante a redenção. A este propósito, nunca esqueçamos que o Evangelho de Jesus, precisamente em virtude do Espírito, não se reduz a uma simples constatação, mas quer tornar-se "boa nova para os pobres, libertação para os prisioneiros, vista para os cegos...". É aquilo que se manifestou com vigor no dia do Pentecostes, tornando-se graça e tarefa da Igreja em favor do mundo, a sua missão prioritária.&lt;br /&gt;Nós somos os frutos desta missão da Igreja, por obra do Espírito Santo. Trazemos dentro de nós aquele selo do amor do Pai em Jesus Cristo, que é o Espírito Santo. Nunca o esqueçamos, porque o Espírito do Senhor se recorda sempre de cada um e quer, em particular mediante vós, jovens, suscitar no mundo o vento e o fogo de um novo Pentecostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O Espírito Santo "Mestre interior"&lt;br /&gt;Estimados jovens, portanto também hoje o Espírito Santo continua a agir com poder na Igreja, e os seus frutos são abundantes na medida em que se dispõem a abrir-nos à sua força renovadora. Por isso, é importante que cada um de nós O conheça, entre em relação com Ele e por Ele se deixe orientar. Mas nesta altura apresenta-se naturalmente uma pergunta: quem é para mim o Espírito Santo? Com efeito, não são poucos os cristãos para os quais Ele continua a ser o "grande desconhecido". Eis por que, ao preparar-nos para a próxima Jornada Mundial da Juventude, desejei convidar-vos a aprofundar o conhecimento pessoal do Espírito Santo. Na nossa profissão de fé, proclamamos: "Creio no Espírito Santo, que é Senhor e dá a vida, e procede do Pai e do Filho" (Símbolo Niceno-Constantinopolitano). Sim, o Espírito Santo, Espírito de amor do Pai e do Filho, é Fonte de vida que nos santifica, "porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi concedido" (Rm 5, 5). Todavia, não é suficiente conhecê-lo; é necessário acolhê-lo como guia das nossas almas, como o "Mestre interior" que nos introduz no Mistério trinitário, porque somente Ele pode abrir-nos à fé e permitir-nos vivê-la plenamente todos os dias. Ele impele-nos rumo aos outros, acende em nós o fogo do amor e torna-nos missionários da caridade de Deus.&lt;br /&gt;Bem sei como vós, jovens, tendes no coração uma grande estima e amor a Jesus, como desejais encontrá-lo e falar com Ele. Pois bem, recordai-vos que precisamente a presença do Espírito em nós atesta, constitui e constrói a nossa pessoa na própria Pessoa de Jesus crucificado e ressuscitado. Portanto, tornemo-nos familiares com o Espírito Santo, para o sermos com Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Os Sacramentos da Confirmação e da Eucaristia&lt;br /&gt;Mas direis como podemos deixar-nos renovar pelo Espírito Santo e crescer na nossa vida espiritual? A resposta sabeis é: através dos sacramentos, porque a fé nasce e se fortalece em nós graças aos sacramentos, antes de tudo aos sacramentos da iniciação cristã: o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia, que são complementares e inseparáveis (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1285). Esta verdade sobre os três sacramentos que se encontram no início do nosso ser cristãos é, talvez, descuidada na vida de fé de não poucos cristãos, para os quais eles são gestos cumpridos no passado, sem incidência real no presente, como raízes desprovidas da linfa vital. Acontece que, depois de terem recebido a Confirmação, diversos jovens se afastam da vida de fé. E há também jovens que nem sequer recebem este sacramento. Contudo, é mediante os sacramentos do Baptismo, da Confirmação e em seguida, de modo continuativo, da Eucaristia, que o Espírito Santo nos torna filhos do Pai, irmãos de Jesus, membros da sua Igreja, capazes de um verdadeiro testemunho do Evangelho, fruidores da alegria da fé.&lt;br /&gt;Por isso, convido-vos a reflectir sobre aquilo que vos escrevo. Hoje é particularmente importante redescobrir o sacramento da Confirmação e voltar a encontrar o seu valor para o nosso crescimento espiritual. Quem recebeu os sacramentos do Baptismo e da Confirmação recorde-se que se tornou "templo do Espírito": Deus habita nele. Esteja sempre consciente disto e faça com que o tesouro que nele se encontra dê frutos de santidade. Quem é baptizado, mas ainda não recebeu o sacramento da Confirmação, prepare-se para o receber, consciente de que assim há-de tornar-se um cristão "completo", porque a Confirmação aperfeiçoa a graça baptismal (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1302-1304).&lt;br /&gt;A Confirmação dá-nos uma força especial para testemunhar e glorificar a Deus com toda a nossa vida (cf. Rm 12, 1); torna-nos intimamente conscientes da nossa pertença à Igreja, "Corpo de Cristo", de Quem todos nós somos membros vivos, solidários uns com os outros (cf. 1 Cor 12, 12-25). Deixando-se orientar pelo Espírito, cada baptizado pode oferecer a sua contribuição para a edificação da Igreja, graças aos carismas que Ele infunde, porque "a manifestação do Espírito é dada a cada um, para proveito comum" (1 Cor 12, 7). E quando o Espírito age, traz na própria alma os seus frutos, que são "caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança" (Gl 5, 22). A quantos ainda não receberam o sacramento da Confirmação, dirijo o cordial convite a preparar-se para o acolher, pedindo ajuda aos seus sacerdotes. O Senhor oferece-vos uma especial ocasião de graça: não a deixeis fugir!&lt;br /&gt;Aqui, gostaria de acrescentar uma palavra sobre a Eucaristia. Para crescer na vida cristã, é necessário alimentar-se do Corpo e Sangue de Cristo: com efeito, somos baptizados e confirmados em vista da Eucaristia (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1322; Exortação Apostólica Sacramentum caritatis, 17). "Fonte e ápice" da vida eclesial, a Eucaristia é um "Pentecostes perpétuo", porque cada vez que celebramos a Santa Missa recebemos o Espírito Santo que nos une mais profundamente a Cristo e nele nos transforma. Queridos jovens, se participardes frequentemente na Celebração eucarística, se consagrardes um pouco do vosso tempo à adoração do Santíssimo Sacramento, da Fonte do amor, que é a Eucaristia, haveis de receber aquela alegre determinação de dedicar a vida ao seguimento do Evangelho. Experimentareis, ao mesmo tempo, que quando as nossas forças não são suficientes, é o Espírito Santo que nos transforma, que nos cumula com a sua força e nos torna testemunhas repletas do ardor missionário de Cristo ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A necessidade e a urgência da missão&lt;br /&gt;Muitos jovens reflectem sobre a sua vida com apreensão e formulam muitas interrogações acerca do seu futuro. Preocupados, eles perguntam-se: como inserir-se num mundo assinalado por numerosas e graves injustiças e sofrimentos? Como reagir ao egoísmo e à violência, que por vezes parecem prevalecer? Como dar pleno sentido à vida? Como contribuir para que os frutos do Espírito, que recordámos acima, "caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e temperança" (ponto n. 6), inundem este mundo ferido e frágil, antes de tudo o mundo dos jovens? Com que condições o Espírito vivificador da primeira criação, e sobretudo da segunda criação ou redenção, pode tornar-se a nova alma da humanidade? Não esqueçamos que quanto maior é o dom de Deus e o do Espírito de Jesus é o máximo tanto maior é a necessidade que o mundo tem de o receber e, portanto, tanto maior e mais apaixonante é a missão da Igreja de dar testemunho credível do mesmo. E vós jovens, com a Jornada Mundial da Juventude, de certo modo testemunhais a vontade de participar em tal missão.&lt;br /&gt;Caros amigos, a este propósito quero recordar-vos aqui algumas verdades de referência sobre as quais meditar. Mais uma vez, repito-vos que somente Cristo pode satisfazer as aspirações mais íntimas do coração do homem; só Ele é capaz de humanizar a humanidade e conduzi-la à sua "divinização". Com o poder do seu Espírito, Ele infunde em nós a caridade divina, que nos torna capazes de amar o próximo e de nos pormos com disponibilidade ao seu serviço. Revelando Cristo crucificado e ressuscitado, o Espírito Santo ilumina, indica-nos a vida para nos tornarmos mais semelhantes a Ele, ou seja, para sermos "expressão e instrumento do amor que dele dimana" (Encíclica Deus caritas est, 33). E quem se deixa guiar pelo Espírito, compreende que pôr-se ao serviço do Evangelho não é uma opção facultativa, porque sente como é urgente transmitir esta Boa Nova também aos outros. Todavia, é necessário voltar a recordá-lo, só podemos ser testemunhas de Cristo se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, que é "o agente principal da evangelização" (cf. Evangelii nuntiandi, 75) e "o protagonista da missão" (cf. Redemptoris missio, 21).&lt;br /&gt;Dilectos jovens, como reiteraram várias vezes os meus venerados Predecessores Paulo VI e João Paulo II, anunciar o Evangelho e dar testemunho da fé é hoje mais necessário do que nunca (cf. Redemptoris missio, 1). Alguns pensam que apresentar o tesouro precioso da fé às pessoas que não a compartilham significa ser intolerante para com elas, mas não é assim, porque propor Cristo não significa impô-lo (cf. Evangelii nuntiandi, 80). De resto, há dois mil anos doze Apóstolos deram a vida para que Cristo fosse conhecido e amado. A partir de então, o Evangelho continua a difundir-se ao longo dos séculos, graças a homens e mulheres animados pelo seu próprio zelo missionário. Portanto, também hoje são necessários discípulos de Cristo que não poupem tempo nem energias para servir o Evangelho. São precisos jovens que deixem arder dentro de si o amor a Deus e respondam generosamente ao seu apelo urgente, como fizeram muitos jovens Beatos e Santos do passado e inclusive de épocas mais próximas a nós. Em particular, asseguro-vos que o Espírito de Jesus hoje vos convida, jovens, a serdes portadores da Boa Nova de Jesus aos vossos coetâneos. A indubitável dificuldade que os adultos têm de encontrar de maneira compreensível e convincente a classe juvenil pode ser um sinal com que o Espírito tenciona impelir-vos, jovens, a assumir esta responsabilidade. Vós conheceis os ideais, as linguagens e também as feridas, as expectativas e ao mesmo tempo o desejo de bem dos vossos coetâneos. Abre-se o vasto mundo dos afectos, do trabalho, da formação, da expectativa, do sofrimento juvenil... Cada um de vós tenha a coragem de prometer ao Espírito Santo que conduzirá um jovem para Jesus Cristo, do modo como melhor considerar, sabendo "responder com doçura a todo aquele que vos perguntar a razão da vossa esperança" (cf. 1 Pd 3, 15).&lt;br /&gt;Mas para alcançar esta finalidade, queridos amigos, sede santos, sede missionários, porque nunca se pode separar a santidade da missão (cf. Redemptoris missio, 90). Não tenhais medo de ser santos missionários, como São Francisco Xavier, que percorreu o Extremo Oriente para anunciar a Boa Nova até ao extremo das suas forças, ou como Santa Teresa do Menino Jesus, que foi missionária, contudo sem jamais ter deixado o Carmelo: ambos são "Padroeiros das Missões". Estai prontos a pôr em jogo a vossa vida, para iluminar o mundo com a verdade de Cristo; para responder com amor ao ódio e ao desprezo pela vida; e para proclamar em todos os cantos da terra a esperança de Cristo ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Invocar um "novo Pentecostes" sobre o mundo&lt;br /&gt;Prezados jovens, aguardo-vos numerosos em Julho de 2008 em Sydney. Será uma ocasião providencial para experimentar plenamente o poder do Espírito Santo. Vinde em grande número, para serdes sinal de esperança e sustento precioso para as comunidades da Igreja na Austrália, que estão a preparar-se para vos receber. Para os jovens do país que nos hospedará, será uma extraordinária oportunidade de anunciar a beleza e a alegria do Evangelho a uma sociedade sob muitos aspectos secularizada. Como toda a Oceânia, a Austrália tem necessidade de descobrir novamente as suas raízes cristãs. Na Exortação pós-sinodal Ecclesia in Oceania, João Paulo II escrevia: "Com a força do Espírito Santo, a Igreja na Oceânia está a preparar-se para uma nova evangelização de povos que hoje têm fome de Cristo... A nova evangelização é uma prioridade para a Igreja na Oceânia" (n. 18).&lt;br /&gt;Convido-vos a dedicar tempo à oração e à vossa formação espiritual neste último trecho do caminho que nos conduz à XXIII Jornada Mundial da Juventude, a fim de que em Sydney possais renovar as promessas do vosso Baptismo e da vossa Confirmação. Em conjunto, invocaremos o Espírito Santo, pedindo com confiança a Deus o dom de um renovado Pentecostes para a Igreja e para a humanidade do terceiro milénio.&lt;br /&gt;Maria, unida em oração aos Apóstolos no Cenáculo, vos acompanhe durante estes meses e obtenha para todos os jovens cristãos uma renovada efusão do Espírito Santo, que inflame os seus corações. Recordai: a Igreja tem confiança em vós! Nós Pastores, de modo particular, rezamos para que vos ameis e façais com que Jesus seja cada vez mais amado, e a fim de que O sigais fielmente. Com estes sentimentos, abençoo-vos a todos com grande carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorenzago, 20 de Julho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENEDICTUS PP. XVI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-6592192643211819410?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/6592192643211819410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=6592192643211819410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/6592192643211819410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/6592192643211819410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2008/03/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-as.html' title='MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA AS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE 2008'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-3867807401457386850</id><published>2008-02-20T20:41:00.008Z</published><updated>2008-04-07T21:13:54.961Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PASSEIO A LISBOA E VISITA AO NOSSO GRANDE AMIGO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FREI JOSÉ MARIA'/><title type='text'>PASSEIO A LISBOA E VISITA AO NOSSO GRANDE AMIGO, FREI JOSÉ MARIA</title><content type='html'>Já vai atrasada esta actualização, mas enfim, antes tarde que nunca.&lt;br /&gt;aconteceu no dia 5 de Agosto de 2006, fomos a Lisboa, mais exactamente ao convento de são Domingos, no Alto dos Moinhos, visitar o nosso grande amigo frei José Maria, "o Zé" cá para os amigos....&lt;br /&gt;Foi um dia de passeio e divertido, aqui ficam as fotos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O Nosso Zé...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://profile.imeem.com/FozByR9/photo/DKv3YR-Z-L/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/DKv3YR-Z-L.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://profile.imeem.com/FozByR9/photo/2D6ge54Ohw/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/2D6ge54Ohw.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://profile.imeem.com/FozByR9/photo/-ZxfNhHzTt/"&gt;&lt;img title="click to comment" alt="click to comment" src="http://media.imeem.com/p/-ZxfNhHzTt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a 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href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/3867807401457386850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=3867807401457386850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3867807401457386850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/3867807401457386850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2008/02/passeio-lisboa-e-visita-ao-nosso-grande.html' title='PASSEIO A LISBOA E VISITA AO NOSSO GRANDE AMIGO, FREI JOSÉ MARIA'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-2232685300364603108</id><published>2007-11-10T13:38:00.000Z</published><updated>2007-11-11T18:40:08.145Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NÓS EM PASSEIO À OPERAÇÃO TRIUNFO'/><title type='text'>NÓS EM PASSEIO À OPERAÇÃO TRIUNFO, DO CANAL 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/0f902464134e7e1cdabfd16b446c270b.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;No passado dia 3 de Novembro, a convite da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endemol"&gt;Endemol Produções&lt;/a&gt;, o nosso grupo foi assistir a uma das galas da Operação Triunfo, no Canal 1 da Televisão Portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Este é o resultado do passeio:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Saída pelas 08.00 horas em direcção a Óbidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/99d893a788272f286d2461829a728b4f.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/99d893a788272f286d2461829a728b4f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/77d854832a1c64705994cc51bcaf0e45.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/77d854832a1c64705994cc51bcaf0e45.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/059a6edf4567edbe55f9ab1131a490fd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/059a6edf4567edbe55f9ab1131a490fd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/b50bf55c81e131a0d492341151253750.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/b50bf55c81e131a0d492341151253750.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/fbe5d09f929094b934dad7e24e96441b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/fbe5d09f929094b934dad7e24e96441b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/bb080bffe01af06da59e238d5d4c5bad.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/bb080bffe01af06da59e238d5d4c5bad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/286bd30efa0acdee0d141fa2ba427d8a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/286bd30efa0acdee0d141fa2ba427d8a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/b8b13d6ee358f9b9f47d98a3232da303.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/b8b13d6ee358f9b9f47d98a3232da303.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d78a5599e6cbe5ddc056a5e1292131d2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d78a5599e6cbe5ddc056a5e1292131d2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/cfbc21d647fc889fe49920f9eab3f95a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/cfbc21d647fc889fe49920f9eab3f95a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e6b2f2d98085cbe50aa73bf8572d73c0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e6b2f2d98085cbe50aa73bf8572d73c0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/29e4245efa1350fb83c01b57a8876f71.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/29e4245efa1350fb83c01b57a8876f71.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ce0bc2bf78c42e7021d13ee73b9157e2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ce0bc2bf78c42e7021d13ee73b9157e2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/31903518dc591195bdd84a76792752e0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/31903518dc591195bdd84a76792752e0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/0a26851dcea8b61139f4b149cb27e2af.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/0a26851dcea8b61139f4b149cb27e2af.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d2e665a34253ad98d14512eacfc5cfa5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d2e665a34253ad98d14512eacfc5cfa5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/414c6d9feb10b1fa545961a561fd2223.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/414c6d9feb10b1fa545961a561fd2223.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/1b6c5de041e6e68b5c505178086d8c72.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/1b6c5de041e6e68b5c505178086d8c72.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/40b8d7a046b775e052373be0ea8ce449.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/40b8d7a046b775e052373be0ea8ce449.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/627ff681104e3b5698e972247036ee42.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/627ff681104e3b5698e972247036ee42.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/159d79f10b13a9f9039cec042f59625d.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/159d79f10b13a9f9039cec042f59625d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/cc313144b175c0fa0eba790e313f49e2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/cc313144b175c0fa0eba790e313f49e2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/f36363369abd863f8c3837ce4e360399.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/f36363369abd863f8c3837ce4e360399.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e136fd030164f3af90b4227b5895af98.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e136fd030164f3af90b4227b5895af98.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/20273a70b9400c0aa1673990912240db.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/20273a70b9400c0aa1673990912240db.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ada932321a4c4da5d8d795f8fe7f71e4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ada932321a4c4da5d8d795f8fe7f71e4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/7e380dc11b383a4f5107a6c31525dbf4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/7e380dc11b383a4f5107a6c31525dbf4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/dbd687e8c3dffeef2a613fb4ead0e836.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/dbd687e8c3dffeef2a613fb4ead0e836.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/13bad0801ab47689f504ee94f1e8ac87.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/13bad0801ab47689f504ee94f1e8ac87.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6f3c5102f5970342cb33ff1e364ff4e3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6f3c5102f5970342cb33ff1e364ff4e3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e07a7a0f25428f311595ffc7337bf887.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e07a7a0f25428f311595ffc7337bf887.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/90ebad4716378dae286cb6bb3499ffd0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/90ebad4716378dae286cb6bb3499ffd0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/f6857967a02ac6f156cc33040f27fbdd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/f6857967a02ac6f156cc33040f27fbdd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6778df8871f34f8aedf37a91626998fd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6778df8871f34f8aedf37a91626998fd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6c7525da7d849060bc0e466a6e4eb6b8.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/6c7525da7d849060bc0e466a6e4eb6b8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/56f23c029d6dc27c3b78b31a2860d08f.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/56f23c029d6dc27c3b78b31a2860d08f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d0866267b8f2f2243b9e865a114f8568.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d0866267b8f2f2243b9e865a114f8568.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/d0866267b8f2f2243b9e865a114f8568.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/9737dcf8917a671a64e44301763e92e4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/9737dcf8917a671a64e44301763e92e4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/83a3b89f4b8f9b2d02a2662bd8c6edde.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/83a3b89f4b8f9b2d02a2662bd8c6edde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/799114adaa06eb0dacc3019d6f5043d9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/799114adaa06eb0dacc3019d6f5043d9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/4d361d52cf3dfc727655ac47cdbe5f36.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/4d361d52cf3dfc727655ac47cdbe5f36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/12c1a5fbb1b509ecfc3c3df1d1560890.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/12c1a5fbb1b509ecfc3c3df1d1560890.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ce7d0b28e2832382782ab75e18199855.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ce7d0b28e2832382782ab75e18199855.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/c5ccce0ffbcb7557728fa20748e34cfd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/c5ccce0ffbcb7557728fa20748e34cfd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/647f29c383018e7a1af2065befa5d144.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ff4bfa3f82c5b3047842e28f5469669a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/4a7058de62378ddab26831cb9a0b12a5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/4a7058de62378ddab26831cb9a0b12a5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/5cbc3e3d8c57d41a684dcd26fb21ad07.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/5cbc3e3d8c57d41a684dcd26fb21ad07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ff4bfa3f82c5b3047842e28f5469669a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/ff4bfa3f82c5b3047842e28f5469669a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Simplesmente Lindo!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Agora Vamos para a Venda do Pinheiro.... daqui a hora e meia de caminho....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Chegamos! Que desterro... Oops, afinal até é engraçado!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vamos Explorar....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6104dc121e6c48d98806cceaf7360745.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6104dc121e6c48d98806cceaf7360745.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/619f8fce4b39addca21bee17369f2d51.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/619f8fce4b39addca21bee17369f2d51.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Vamos cortar caminho...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/e05dfdf3aa6747d1761960291710b31e.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/e05dfdf3aa6747d1761960291710b31e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um cafézinho e .... um gelado, que o calor aperta...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/bcd8ef2503b6d0ca24139edb6ae08f71.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/bcd8ef2503b6d0ca24139edb6ae08f71.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olha um &lt;em&gt;asno.... em caco claro!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-06.oak1.imeem.com/g/e2607d678ff0e48e90fb8292e8276563.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/7a1b10ebf857d6e70e38e1d28927d513.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/7a1b10ebf857d6e70e38e1d28927d513.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2ed5b888d2a1a36216d407f25b3fac4b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2ed5b888d2a1a36216d407f25b3fac4b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/a9a4103eb30e32c6cea31a711eda0587.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/a9a4103eb30e32c6cea31a711eda0587.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/23f2890587b8fc38eef417f0e62c7cbe.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/23f2890587b8fc38eef417f0e62c7cbe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2312380f4cd515924c9eaeca1a16789e.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2312380f4cd515924c9eaeca1a16789e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/7c5b7be1079f300d70cc37dd3865985d.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3e89812f4fb2167050b5b5887a82125e.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3e89812f4fb2167050b5b5887a82125e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/56c5a224242fbaa2bf614c39b51e44ad.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/56c5a224242fbaa2bf614c39b51e44ad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/dff3690cd491ae3a00582a8e028a767b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/dff3690cd491ae3a00582a8e028a767b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/dc76a43ef62cb5afe5c015ebf3bf8eae.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/dc76a43ef62cb5afe5c015ebf3bf8eae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3d24ea08caa4f9864ab68d5f05da6ca8.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3d24ea08caa4f9864ab68d5f05da6ca8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vamos jantar....&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3690579198fad76f6214f50a4a23eb21.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/3690579198fad76f6214f50a4a23eb21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ad745cb2df2b78ae1010a99f9b0f53dc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ad745cb2df2b78ae1010a99f9b0f53dc.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finalmente!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Nós lá dentro.... Tudo ao molho e fé em Deus... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/1b5138588b9dc47e6c1c1118739d0ce0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/1b5138588b9dc47e6c1c1118739d0ce0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6e961c4d5a608938070c0a4b6ba750fc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6e961c4d5a608938070c0a4b6ba750fc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/96a12c90836f5ab805b91f422a26aa67.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/96a12c90836f5ab805b91f422a26aa67.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/709f52a8afe9fb86e35e66eb6f625ee7.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/709f52a8afe9fb86e35e66eb6f625ee7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9604c707de4fd83d3cf27b187d96932d.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9604c707de4fd83d3cf27b187d96932d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/5beb7de62dd3cf08d41979cec497f82a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/5beb7de62dd3cf08d41979cec497f82a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olá, olá! olha pra elas! As nossas três amigas do grupo de Jovens de Eiriz, que nos acompanharam.... muito bem.... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/35b205435222a64c69361f0f29c23fbc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/35b205435222a64c69361f0f29c23fbc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/f0ba225f19e00b4c120b96d1a9dafe8d.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/14d711bd72732a09c240fc866d7f393f.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/14d711bd72732a09c240fc866d7f393f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/63b3bc669e03c0951d3c1832de8cd81c.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/63b3bc669e03c0951d3c1832de8cd81c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ffebd8565918958654a19e18860b19e9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ffebd8565918958654a19e18860b19e9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/8ccfcaa1fc066627079d953b13bf6ff1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/8ccfcaa1fc066627079d953b13bf6ff1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/843ea8fb4429b444840305810f96045d.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/843ea8fb4429b444840305810f96045d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/d9e7a4969530996dac6ca454175a229d.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/d9e7a4969530996dac6ca454175a229d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/b1712e86fd0f05b56e6e93dab3ca9229.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/b1712e86fd0f05b56e6e93dab3ca9229.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/31e239ddf7ce818372731375d81a1c32.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/31e239ddf7ce818372731375d81a1c32.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/6781e68cfac8b8f80bb6dbe382b0698a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Oi... Oi... Oi.... 5;4;3;2;1! Ehhhhh!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/7fdd370abb797fe92b8c99adc638a28b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/7fdd370abb797fe92b8c99adc638a28b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ef09c4ce21865d0871a4f3032d53cfd1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ef09c4ce21865d0871a4f3032d53cfd1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/b540a989fd5bf31ad917c3ef5e58be03.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/b540a989fd5bf31ad917c3ef5e58be03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/1f49b2553368bb446ae40509acf98dcb.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/1f49b2553368bb446ae40509acf98dcb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9a3b928c451136236a0ed210c9c3d7dd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9a3b928c451136236a0ed210c9c3d7dd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/38d67b88bf15c58c75809bbbdb79c78c.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/38d67b88bf15c58c75809bbbdb79c78c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/53b4ca7a99cdeae1fdd9fd54a80a0dd1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/53b4ca7a99cdeae1fdd9fd54a80a0dd1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/cbd0f35ff89d320a89a21f110e83c618.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/cbd0f35ff89d320a89a21f110e83c618.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9d31927df24e190199ab73140b086a2d.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9d31927df24e190199ab73140b086a2d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2bb10fcd5d0fb4d9eee67f2e969cb4ae.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/2bb10fcd5d0fb4d9eee67f2e969cb4ae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/d473128248d2eee1a347eb3416ac5a6d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/35dd85cde99ef7f4990ac365f8de5ec5.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/f48b20bb72ad6a5ba11ee03d31e472de.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/f48b20bb72ad6a5ba11ee03d31e472de.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/0f902464134e7e1cdabfd16b446c270b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/0f902464134e7e1cdabfd16b446c270b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/f48b20bb72ad6a5ba11ee03d31e472de.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/95c98c12f855c91584043820ec4967b9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-07.oak1.imeem.com/g/95c98c12f855c91584043820ec4967b9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/da5eb193136b9ed80b794e1966cd7716.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/da5eb193136b9ed80b794e1966cd7716.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/bc895c6f0ef04611aad75c9133e845f9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/bc895c6f0ef04611aad75c9133e845f9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/8a77ac8f40a3a84dd70742812ce5adeb.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/8a77ac8f40a3a84dd70742812ce5adeb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/68b8a0409b4b0e649c617f8789f3940c.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/68b8a0409b4b0e649c617f8789f3940c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9a298cfb3bc7188e723736852f6e451f.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9a298cfb3bc7188e723736852f6e451f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9fa180731301789522c277c538a8882b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/9fa180731301789522c277c538a8882b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6d501846c0d80ea3a11361f3ef52283e.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/6d501846c0d80ea3a11361f3ef52283e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ed996a2987ecff990a0f3b81f2b74647.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/ed996a2987ecff990a0f3b81f2b74647.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/d1fd54d9ebb1c19cc0fd10e090a8b37b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://srv0106-10.oak1.imeem.com/g/d1fd54d9ebb1c19cc0fd10e090a8b37b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foi uma experiência muito cansativa, mas agradavel, não só pela possibilidade de assistir a uma gala da Operação Triunfo, em directo, mas também pelo passeio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Fartamo-nos de rir e brincar, foi divertido e o dia solarento foi magnifico.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-2232685300364603108?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/2232685300364603108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=2232685300364603108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/2232685300364603108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/2232685300364603108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2007/11/ns-no-passeio-e-na-operao-triunfo-do.html' title='NÓS EM PASSEIO À OPERAÇÃO TRIUNFO, DO CANAL 1'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-1866847269313746963</id><published>2007-11-02T12:27:00.000Z</published><updated>2007-11-02T12:28:51.992Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS'/><title type='text'>COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2  Novembro &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;Nota História &lt;/blockquote&gt;   &lt;br /&gt;Depois de ter cantado a glória e a felicidade dos Santos que «gozam em Deus a serenidade da vida imortal», a Liturgia, desde o início do século XI, consagra este dia à memória dos fiéis defuntos.&lt;br /&gt;É uma continuação lógica da festa de Todos os Santos. Se nos limitássemos a lembrar os nossos irmãos Santos, a Comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo pelo Baptismo. Continuam todos unidos a nós. A Igreja peregrina não podia, por isso, ao celebrar a Igreja da glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório.&lt;br /&gt;É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mistério Pascal, lembra «aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz» (Prece Eucarística 1). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva.&lt;br /&gt;O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao Sacrifício de reconciliação, a Missa.&lt;br /&gt;No Sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a Sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino.   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Missa &lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;As leituras escolhem-se de entre as que se propõem no Leccionário das Missas de defuntos (cf. Leccionário VIII, p. 1075-1131). As que se indicam a seguir são apenas sugeridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Primeira Missa&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;L 1 Job 19, 1. 23-27a; Sal 26, 1. 4. 7 e 8b e 9a. 13-14&lt;br /&gt;L 2 2 Cor 4, 14 – 5, 1&lt;br /&gt;Ev Mt 11, 25-30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Segunda Missa&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;L 1 2 Mac 12, 43-46; Sal 102, 8 e 10. 13-14. 15-16. 17-18&lt;br /&gt;L 2 2 Cor 5, 1. 6-10&lt;br /&gt;Ev Jo 11, 21-27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Terceira Missa&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;L 1 Is 25, 6a-7-9; Sal 22, 1-3a. 3b-4. 5. 6&lt;br /&gt;L 2 1 Tes 4, 13-18&lt;br /&gt;Ev Jo 6, 51-58&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Liturgia das horas&lt;/blockquote&gt;    &lt;br /&gt;Do Livro de Santo Ambrósio, bispo,&lt;br /&gt;sobre a morte de seu irmão Sátiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(Lib. 2, 40.41.46.47-132.133: CSEL 73, 270-274, 323-324)&lt;br /&gt;(Sec. IV)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Morramos com Cristo, para vivermos com Ele&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos que também a morte pode ser lucro e a vida ser castigo. Por isso Paulo afirma: Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. Que é Cristo, senão morte do corpo e espírito de vida? Morramos pois com Ele, para vivermos com Ele. Seja nosso exercício diário o amor da morte, a fim de que a nossa alma, pelo afastamento dos desejos corpóreos, aprenda a elevar se para as alturas, onde o prazer terreno não pode chegar nem atraí la a si, e assim receba a imagem da morte para não incorrer no castigo da morte. A lei da carne contradiz a lei do espírito e quer submetê la à lei do erro. Qual será o remédio para isto? Quem me libertará do meu corpo mortal? A graça de Deus por Jesus Cristo Nosso Senhor.&lt;br /&gt;Temos médico, apliquemos o remédio. O nosso remédio é a graça de Cristo, e o corpo mortal é o nosso próprio corpo. Por conseguinte, afastemo nos do corpo para não nos afastarmos de Cristo. Embora vivamos no corpo, não sigamos o que é do corpo nem nos sujeitemos às exigências da natureza, mas prefiramos os dons da graça.&lt;br /&gt;Que mais ainda? O mundo foi resgatado pela morte de um só. Cristo podia não ter morrido, se quisesse; mas julgou que não devia fugir à morte, como se fosse inútil; antes, considerou a como o melhor meio para nos salvar. A sua morte foi, portanto, a vida de todos. Recebemos o sinal sacramental da sua morte, anunciamos a sua morte na oração, proclamamos a sua morte na Eucaristia; a sua morte é vitória, é sacramento, é solenidade anual em todo o mundo.&lt;br /&gt;Que diremos ainda da sua morte, depois de mostrarmos, com o exemplo divino, que só a morte conseguiu a imortalidade e se redimiu a si própria? Não devemos pois chorar a morte que é a causa da salvação universal; não devemos fugir à morte que o Filho de Deus não desprezou nem evitou.&lt;br /&gt;Sem dúvida, a morte não fazia parte da natureza, mas tornou se natural; porque Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu a como remédio. Condenada pelo pecado a um trabalho contínuo e a lamentações insuportáveis, a vida dos homens começou a ser miserável. Deus teve de pôr fim a estes males, para que a morte restituísse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que benéfica, se não fosse promovida pela graça.&lt;br /&gt;A nossa alma aspira a sair do estreito círculo desta vida, a libertar se do peso deste corpo terreno e a caminhar para aquela assembleia eterna onde só chegam os santos, para aí cantar o louvor de Deus, como cantam, segundo a leitura profética, os celestes tocadores da cítara: Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor Deus omnipotente; justos e verdadeiros são os vossos caminhos, ó Rei das nações. Quem não há de temer e glorificar o vosso nome? Porque só Vós sois santo, e todos os povos virão adorar Vos. A nossa alma deseja partir deste mundo para contemplar as vossas núpcias eternas, ó Jesus, nas quais, por entre o cântico jubiloso de todos os eleitos, a Esposa é acompanhada da terra ao Céu – a Vós acorrerão todos os homens – já não sujeita ao mundo, mas unida ao Espírito.&lt;br /&gt;Era isto que o santo David desejava, acima de tudo, contemplar e admirar, quando dizia: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para viver na alegria do Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-1866847269313746963?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/1866847269313746963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=1866847269313746963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1866847269313746963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1866847269313746963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2007/11/comemorao-de-todos-os-fiis-defuntos.html' title='COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-1308180915456263926</id><published>2007-11-01T14:22:00.004Z</published><updated>2008-04-20T22:32:04.454Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DOWNLOADS&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;REPRESENTAÇÃO DO NASCIMENTO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="DISPLAY: none" align="center"&gt;&lt;script&gt;document.write('&lt;noscript&gt;');&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object id="embedded_flash_452635_rs1ew_object" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="500" width="100%" align="middle" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" name="embedded_flash_452635_rs1ew_object"&gt;&lt;param name="_cx" value="17965"&gt;&lt;param name="_cy" value="13229"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://documents.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=452635&amp;amp;access_key=9k2hhg2ugdi0g&amp;amp;page=&amp;amp;version=1"&gt;&lt;param name="Src" value="http://documents.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=452635&amp;amp;access_key=9k2hhg2ugdi0g&amp;amp;page=&amp;amp;version=1"&gt;&lt;param name="WMode" value="Opaque"&gt;&lt;param name="Play" value="0"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value="FFFFFF"&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt; 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&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="DISPLAY: none" align="center"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;  var scribd_doc = new scribd.Document(452635, '9k2hhg2ugdi0g');       scribd_doc.write('embedded_flash_452635_rs1ew');&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;REPRESENTAÇÃO DA VIA SACRA &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="DISPLAY: none" align="center"&gt;&lt;script&gt;document.write('&lt;noscript&gt;');&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object id="embedded_flash_2581304_1kphla_object" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="500" width="100%" align="middle" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" name="embedded_flash_2581304_1kphla_object"&gt;&lt;param name="_cx" value="17965"&gt;&lt;param name="_cy" value="13229"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://documents.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2581304&amp;amp;access_key=key-rocelbo5v8ev9m6gpux&amp;amp;page=&amp;amp;version=1"&gt;&lt;param name="Src" value="http://documents.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2581304&amp;amp;access_key=key-rocelbo5v8ev9m6gpux&amp;amp;page=&amp;amp;version=1"&gt;&lt;param name="WMode" value="Opaque"&gt;&lt;param name="Play" value="0"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value="FFFFFF"&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt; 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.mp3&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.jmjbrasil.com.br/midia/wyd08/wyd_300.wmv" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Hino - Videoclipe em inglês&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; .wmv&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;»&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=295&amp;amp;Itemid=90" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Letra em português&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (brasil)&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=285&amp;amp;Itemid=89" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Letra em inglês&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/WYD08_Song_Receive_the_power_musical_score.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Partitura (PDF)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;2005&lt;br /&gt;COLÔNIA - ALEMANHA :: Venimus adorare eum&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/10_Koln_05_esp.mp3" target="_blank"&gt;Hino em espanhol&lt;/a&gt; .mp3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/10_koln_05_ita.mp3" target="_blank"&gt;Hino em italiano&lt;/a&gt; .mp3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/10_Koln_05_ale.mp3" target="_blank"&gt;Hino em alemão&lt;/a&gt; .mp3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/10_koln_05_int.mp3" target="_blank"&gt;Hino em 5 idiomas&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;2002&lt;br /&gt;TORONTO - CANADÁ :: Light of the world&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/9_Toronto_02_esp.mp3" target="_blank"&gt;Hino em espanhol&lt;/a&gt; .mp3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/9_Toronto_02_ing.mp3" target="_blank"&gt;Hino em inglês&lt;/a&gt; .mp3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/9_Toronto_02_int.mp3" target="_blank"&gt;Hino em 4 idiomas&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;2000&lt;br /&gt;ROMA - ITÁLIA :: Emmanuel&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/8_Roma_00.mp3" target="_blank"&gt;Hino em vários idiomas&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1997&lt;br /&gt;PARIS - FRANÇA :: Maítre et Seigneur, venu chez nous&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/7_Paris_97.mp3" target="_blank"&gt;Hino em francês&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1995&lt;br /&gt;MANILA - FILIPINAS :: Tell the world of his love&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/6_Manila_95.mp3"&gt;Hino em Inglês&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1993&lt;br /&gt;DENVER - EUA :: We are One Body&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/5_Denver_93.mp3"&gt;Hino em Inglês&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1991&lt;br /&gt;CZESTOCHOWA - POLÔNIA :: Abba Ojcze &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/4_Czestochowa_91.mp3"&gt;Hino Internacional e Polaco&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1989&lt;br /&gt;SANTIAGO DE COMPOSTELA - ESPANHA :: Somos los jóvenes del 2000&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/3_Santiago_89.mp3"&gt;Hino em Espanhol&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1987&lt;br /&gt;BUENOS AIRES - ARGENTINA :: Un nuevo sol&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/2_Buenos_Aires_87.mp3"&gt;Hino em Espanhol&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;1984&lt;br /&gt;ROMA - ITÁLIA :: Resta qui con noi &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://jmjbrasil.com.br/hinos_musicas/1_Roma_84.mp3"&gt;Hino em Italiano&lt;/a&gt; .mp3&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTROS HINOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/jmj/Jesus_Christ,You_Are_My_Life.mp3"&gt;Jesus Christ, You are my life (Marco Frisina)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/jmj/19%20Come_see.mp3"&gt;Come &amp;amp; See (Colónia 2005)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gjser.org/"&gt;GRUPO DE JOVENS SER&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUSICAS JOVENS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gjser.org/media/verbodedeus.mp3"&gt;-Verbo de Deus&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/anjo_guarda.mp3"&gt;-Anjo da Guarda (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/dar_te_um_sim.mp3"&gt;-Dar-te um sim (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/nao_mais_abandonada.mp3"&gt;-Não mais abandonada (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/quero_ser_santa.mp3"&gt;-Quero ser Santa (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/quero_te_seguir.mp3"&gt;-Quero-te seguir (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/servico_humilde.mp3"&gt;-Serviço humilde (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/sou_tua.mp3"&gt;-Sou tua (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gjser.org/media/ines_magalhaes/tracos_santa_clara.mp3"&gt;-Traços Santa Clara (Inês Magalhães)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-1308180915456263926?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/1308180915456263926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=1308180915456263926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1308180915456263926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/1308180915456263926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2007/11/downloads-representao-do-natal.html' title=''/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-7368624342075209246</id><published>2007-10-02T19:13:00.000Z</published><updated>2007-10-02T19:29:39.716Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS LIVROS DA BIBLIA: CARTA AOS ROMANOS'/><title type='text'>OS LIVROS DA BIBLIA: CARTA AOS ROMANOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.beckerfilms.com/brian2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.beckerfilms.com/brian2.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;CARTA AOS ROMANOS&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante o Inverno de 55-56, em Corinto, que Paulo escreveu esta Carta, provavelmente a última (16,23). Acabara de resolver os conflitos com as comunidades de Filipos (Fl 3,2-4) e Corinto (1 e 2 Cor), e considerava terminada a evangelização da parte oriental do império romano: as comunidades cristãs que fundara nas maiores cidades se encarregariam de irradiar o Evangelho para as províncias (15,23). Assim, podia finalmente visitar os cristãos de Roma (1,13-15; 15,22-24) e seguir de lá até à Espanha, a província ocidental do império.&lt;br /&gt;Antes, porém, quer entregar aos cristãos de Jerusalém a colecta de solidariedade que, desde o “concílio”, organizou nas suas comunidades (15,25-28; Gl 2,10). Receia, no entanto, não ser bem aceite (15,30-32). Afinal, é em Jerusalém que mais o contestam, por não exigir que os gentios abracem certos preceitos da Lei judaica para serem cristãos. Sabe, por isso, que a aceitação da colecta em Jerusalém levaria, na prática, ao reconhecimento das suas comunidades; e, com uma unidade eclesial de judeus e gentios assim obtida, seria mais fácil a missão em Espanha. Daí que a maior parte da Carta seja escrita em forma de diálogo com um judeu (2,1-5). É às dúvidas dos cristãos de Jerusalém  que se consideravam o verdadeiro Israel  que ele responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;DESTINATÁRIOS&lt;/blockquote&gt; Possivelmente, essas dúvidas eram conhecidas dos cristãos de Roma. Também aí o cristianismo, levado talvez por comerciantes vindos do Oriente, se iniciara nas sinagogas judaicas. Pelo menos foi nelas que se gerou o conflito entre judeus e cristãos, que fez com que o imperador Cláudio, no ano 49, os expulsasse da capital (Act 18,2). Os poucos que ficaram tiveram que separar-se da sinagoga e assim sobreviver, o que era difícil, uma vez que ainda não podiam contar com o apoio de uma estrutura eclesial organizada.&lt;br /&gt;Por este facto, não admira que muitos deles se tenham apoiado em tradições e práticas judaicas para a santificação do dia-a-dia, como as referentes a alimentos e à guarda do sábado. Paulo fala disso nos cap. 14-15.&lt;br /&gt;É que, entretanto, tinha crescido o número dos que consideravam secundárias tais normas; e a minoria dos que as seguiam era mesmo olhada com desprezo.&lt;br /&gt;Além disso, segundo dá a entender no cap. 16, os cristãos estavam divididos por várias comunidades, reunidas em diferentes casas, como aliás já acontecia com as sinagogas. Paulo dirige-se a todos na mesma Carta e, com isso, já está a tentar levá-los à reconciliação e à unidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;MOTIVO DA CARTA&lt;/blockquote&gt; Só com os cristãos de Roma unidos poderá Paulo contar com o apoio, em meios e pessoas, para a evangelização da Espanha. É sobretudo por esta razão que quer visitá-los e é a preparar a visita que lhes escreve (1,8-17; 15,22-24).&lt;br /&gt;Fá-lo, baseando-se na sua condição de Apóstolo dos gentios (1,1.5; 15,15-16) e com os direitos e deveres que isso lhe dá sobre os cristãos de Roma, cuja maioria é proveniente do paganismo (1,6.13.15); mas reconhece, ao mesmo tempo, que não tem sobre eles a mesma autoridade que teria, se fossem uma comunidade por ele fundada (15,14-21).&lt;br /&gt;Assim, antes de lhes comunicar abertamente o objectivo da visita em 15,24, expõe-lhes longamente o Evangelho de que se tornou Apóstolo e que anuncia (1,18-11,36), procurando esclarecer os pontos mais polémicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;DIVISÃO E CONTEÚDO &lt;/blockquote&gt;A Carta aos Romanos poderá dividir-se em quatro partes:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Introdução: 1,1-17;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I. O Evangelho da Salvação: 1,18-11,36;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II. Vida de acordo com o Evangelho: 12,1-15,13;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Conclusão: 15,14-16,27.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;TEOLOGIA&lt;/blockquote&gt; Na primeira parte, Paulo expõe o seu Evangelho (cap. 1-11): a salvação realizada por Deus em Cristo é universal e exclusiva; estende-se a judeus e gentios e só pode adquirir-se pela fé, já que, sem Cristo, nem sequer os judeus estão em condições de cumprir a Lei e salvar-se, assim, pelos próprios meios (1,18-5,21). E é por causa disso que Paulo é acusado de destruir as duas realidades constitutivas de Israel: a sua eleição, como povo de Deus, e a Lei, como norma de vida (3,1-8). Nos cap. 6-8 responde à questão sobre a Lei: a fé em Cristo não é contra a Lei, mas é mesmo o único meio que nos torna capazes de a cumprirmos. Nos cap. 9-11 mostra como a Igreja de Cristo, ao acolher os pagãos, não perdeu as suas raízes no povo cuja eleição começa em Abraão; pelo contrário, só quando todos, pagãos e judeus, aderirem a Cristo, se cumprirão plenamente as promessas de Deus.&lt;br /&gt;Na segunda parte (cap. 12-16), Paulo exorta à unidade, que provém da participação comum no amor de Cristo e se manifesta no bom relacionamento entre os de dentro e os de fora da Igreja (cap. 12-13) e, sobretudo, na aceitação da sensibilidade e diversidade próprias de cada um (14,1-15,13). Temos aqui o Evangelho na sua expressão prática. 15,14-16,27 é a conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;INTRODUÇÃO (1,1-17)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1 Apresentação e saudação&lt;/blockquote&gt; - 1Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser Apóstolo, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus, 2que Ele de antemão prometera por meio dos seus profetas, nas santas Escrituras, 3acerca do seu Filho, nascido da descendência de David segundo a carne, 4constituído Filho de Deus em poder, segundo o Espírito santificador pela ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo Senhor nosso; 5por Ele recebemos a graça de sermos Apóstolos, a fim de, em honra do seu nome, levarmos à obediência da fé todos os gentios, 6entre os quais estais também vós, chamados a ser de Cristo Jesus; 7a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos: graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Oração pelos cristãos de Roma&lt;/blockquote&gt; - 8Antes de mais, dou graças ao meu Deus por todos vós, por meio de Jesus Cristo, pois a vossa fé é proclamada em todo o mundo. 9Pois Deus - a quem presto culto no meu espírito, anunciando o Evangelho do seu Filho - me é testemunha de como constantemente me lembro de vós, 10pedindo sempre nas minhas orações que tenha, finalmente, ocasião de ir ter convosco; assim Deus o queira. 11É que eu anseio por vos ver, para vos comunicar algum dom espiritual e assim vos fortalecer, 12ou antes, para, estando convosco, ser reconfortado pela fé que nos é comum, a vós e a mim. 13Não quero que ignoreis, irmãos, que muitas vezes me propus ir ter convosco - do que tenho sido impedido até agora - a fim de também entre vós obter algum fruto, do mesmo modo que entre os restantes gentios. 14Tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes eu sou devedor. 15Daí o propósito que tenho de também vos anunciar o Evangelho, a vós que estais em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O Evangelho, tema da Carta&lt;/blockquote&gt; - 16Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é poder de Deus para a salvação de todo o crente, primeiro o judeu e depois o grego. 17Pois nele a justiça de Deus revela-se através da fé, para a fé, conforme está escrito: O justo viverá da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I. O EVANGELHO QUE NOS DÁ A SALVAÇÃO (1,18-11,36)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pecado dos pagãos&lt;/blockquote&gt; - 18De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras.&lt;br /&gt;Por isso, não se podem desculpar.&lt;br /&gt; 21Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis. 24Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen. 26Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento. 28E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos. 32Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus - de que são dignos de morte os que tais coisas praticam - não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2 Pecado dos judeus&lt;/blockquote&gt; - 1Por isso, não tens desculpa tu, ó homem, quem quer que sejas, que te armas em juiz. É que, ao julgares o outro, a ti próprio te condenas, por praticares as mesmas coisas, tu que te armas em juiz. 2Ora nós sabemos que o julgamento de Deus se guia pela verdade contra aqueles que praticam tais acções. 3Cuidas, então - tu, ó homem que julgas os que praticam tais acções e fazes o mesmo - que escaparás ao julgamento de Deus? 4Ou não estarás tu a desprezar as riquezas da sua bondade, paciência e generosidade, ao ignorares que a bondade de Deus te convida à conversão? 5Afinal, com a tua dureza e o teu coração impenitente, estás a acumular ira sobre ti, para o dia da ira e do justo julgamento de Deus, 6que retribuirá a cada um conforme as suas obras: 7para aqueles que, ao perseverarem na prática do bem, procuram a glória, a honra e a incorruptibilidade, será a vida eterna; 8para aqueles que, por rebeldia, são indóceis à verdade e dóceis à injustiça, será ira e indignação. 9Tribulação e angústia para todo o ser humano que pratica o mal, primeiro judeu e depois grego! 10Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem, primeiro para o judeu e depois para o grego! 11É que em Deus não existe acepção de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A Lei não garante a salvação&lt;/blockquote&gt; - 12De facto, todos os que sem lei pecaram, também sem lei perecerão; e todos os que sob o regime da Lei pecaram, pela Lei serão julgados. 13É que não são os que ouvem a Lei que são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei é que serão justificados. 14Com efeito, quando há gentios que, não tendo a Lei, praticam, por inclinação natural, o que está na Lei, embora não tenham a Lei, para si próprios são lei. 15Esses mostram que o que a Lei manda praticar está escrito nos seus corações, tendo ainda o testemunho da sua consciência tal como dos pensamentos que, conforme o caso, os acusem ou defendam - 16isto no dia em que Deus, segundo o meu Evangelho, há-de julgar por Jesus Cristo o que de oculto houver nos homens. 17Mas, se tu gostas que te chamem judeu, te apoias na Lei e te glorias de Deus, 18conheces a sua vontade e sabes, instruído pela Lei, o que há de melhor a fazer; 19se estás convencido de ser guia de cegos, luz dos que vivem nas trevas, 20educador dos ignorantes, mestre dos simples, por estares na posse do conhecimento e da verdade que têm na Lei a sua expressão... 21Ora, como é que tu, que ensinas os outros, não te ensinas a ti próprio? Pregas que se não deve roubar, e roubas? 22Que dizes que não se deve cometer adultério, e cometes adultério? Que abominas os ídolos, e saqueias os seus templos? 23Tu, que te glorias da Lei, ofendes a Deus pela transgressão da Lei! 24De facto, o nome de Deus por vossa causa é blasfemado entre os gentios, conforme está escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ser circuncidado não garante a salvação&lt;/blockquote&gt; - 25A circuncisão é, de facto, proveitosa, se pões a Lei em prática. Mas se és um transgressor da Lei, então a tua circuncisão passa a ser incircuncisão. 26Se, portanto, quem não é circuncidado observa os preceitos da Lei, não deverá a sua incircuncisão ser considerada como circuncisão? 27E ele, que, não sendo fisicamente circuncidado, cumpre a Lei, há-de julgar-te a ti que, com a letra da Lei e a circuncisão, és um transgressor da Lei. 28É que não é aquele que o manifesta exteriormente que é judeu, nem a circuncisão é aquela que se manifesta exteriormente na carne. 29Mas aquele que o é no íntimo, esse sim é que é judeu, e a circuncisão que conta é a do coração, operada pelo Espírito e não por causa da letra da Lei. Esse é que merece louvor, não dos homens, mas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;3 Será Deus infiel à sua palavra?&lt;/blockquote&gt; - 1Que vantagem têm então os judeus? Ou que utilidade tem a circuncisão? 2Muita, em todos os aspectos! Em primeiro lugar, porque lhes foram confiadas as palavras de Deus. 3Que importa, então, se alguns foram infiéis? Irá, porventura, a infidelidade deles anular a fidelidade de Deus? 4De maneira nenhuma! Fique claro que Deus é verdadeiro, mesmo que todo o homem seja falso! Tal como está escrito:&lt;br /&gt;Para que te mostres justo nas tuas palavras&lt;br /&gt;e saias vitorioso no litígio que houver contigo.&lt;br /&gt; 5Mas, se a nossa injustiça faz com que se manifeste a justiça de Deus, que diremos? Não estará Deus a ser injusto, ao aplicar-nos a sua ira? Isto digo-o segundo critérios humanos. 6De maneira nenhuma! Senão, como poderia Deus julgar o mundo? 7Mas, se foi devido à minha falsidade que a verdade de Deus tanto se evidenciou para sua glória, porque hei-de eu então, ainda por cima, ser condenado como pecador? 8Não será mesmo de agir conforme aquilo que certa gente caluniosamente afirma termos dito: «Façamos o mal, para que venha o bem?» É gente que justamente merece a condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Todos são pecadores &lt;/blockquote&gt;- 9Afinal qual é a conclusão? Temos ou não vantagem alguma sobre os outros? Absolutamente nenhuma! Foi exactamente a acusação que acabámos de fazer: judeus e gregos, todos estão sob o domínio do pecado. 10Assim está escrito:&lt;br /&gt;Não há justo algum, nem um sequer.&lt;br /&gt; 11Não há quem seja sensato,&lt;br /&gt;não há quem procure a Deus.&lt;br /&gt; 12Todos se extraviaram, todos se corromperam.&lt;br /&gt;Não há quem faça o bem,&lt;br /&gt;não há um sequer.&lt;br /&gt; 13Sepulcro aberto é a sua garganta,&lt;br /&gt;com a sua língua espalhavam enganos;&lt;br /&gt;há nos seus lábios veneno de serpente.&lt;br /&gt; 14A sua boca está cheia de maldição e azedume. 15Velozes são os seus pés para derramar sangue; 16há devastação e miséria pelos seus caminhos, 17e o caminho da paz, não o conheceram. 18Não há temor de Deus diante dos seus olhos. 19Ora, nós sabemos que tudo o que a Lei diz, é dito para os que estão sob a Lei, a fim de que toda a língua se cale, e todo o mundo se reconheça culpado diante de Deus. 20Pois, pelas obras da Lei, ninguém será justificado diante dele. De facto, pela Lei só se chega ao reconhecimento do pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Deus salva-nos pela morte de Cristo&lt;/blockquote&gt; - 21Mas agora foi sem a Lei que se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas: 22a justiça que vem para todos os crentes, mediante a fé em Jesus Cristo. É que não há diferença alguma: 23todos pecaram e estão privados da glória de Deus. 24Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus. 25Deus ofereceu-o para, nele, pelo seu sangue, se realizar a expiação que actua mediante a fé; foi assim que ele mostrou a sua justiça, ao perdoar os pecados cometidos outrora, 26no tempo da divina paciência. Deus mostra assim a sua justiça no tempo presente, porque Ele é justo e justifica quem tem fé em Jesus. 27Onde está, pois, o motivo para alguém se gloriar? Foi excluído! Por qual lei? Pela das obras? De modo nenhum! Mas pela lei da fé. 28Pois estamos convencidos de que é pela fé que o homem é justificado, independentemente das obras da lei. 29Será Deus apenas Deus dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, Ele é também Deus dos gentios, 30uma vez que há um só Deus. É Ele que há-de justificar pela fé os circuncidados, e os não-circuncidados, mediante a fé. 31Quer isso dizer então que, com a fé, anulamos a Lei? De maneira nenhuma! Pelo contrário, confirmamos a Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;4 Abraão, modelo de fé&lt;/blockquote&gt; - 1Que havemos de dizer de Abraão, nosso antepassado segundo a carne? Que obteve ele afinal? 2É que, se Abraão foi justificado por causa das obras, tem um motivo para se poder gloriar, mas não diante de Deus. 3Que diz, de facto, a Escritura? Que Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça. 4Ora bem, àquele que realiza obras, o salário não lhe é atribuído como oferta, mas como dívida. 5Aquele, porém, que não realiza qualquer obra, mas acredita naquele que justifica o ímpio, a esse a sua fé é-lhe atribuída como justiça. 6Aliás é assim que David celebra a felicidade do homem a quem Deus atribui a justiça independentemente das obras: 7Felizes aqueles a quem foram perdoados os delitos&lt;br /&gt;e a quem foram cobertos os pecados!&lt;br /&gt; 8Feliz o homem a quem o Senhor não tem em conta o pecado! 9Ora esta felicidade, será proclamada só em relação aos circuncidados ou também em relação aos não-circuncidados? Sim, porque nós dizemos: A fé de Abraão foi-lhe atribuída à conta de justiça. 10Afinal, como é que foi atribuída? Depois de se ter circuncidado ou antes? Não, não foi depois, mas antes de se ter circuncidado. 11E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça, obtida pela fé que tinha, antes de se ter circuncidado. Foi assim que ele se tornou pai de todos os crentes não-circuncidados, para que também a eles seja atribuída a justiça, 12e pai dos circuncidados, daqueles que não somente pertencem ao povo dos circuncisos, mas também seguem as pegadas da fé do nosso pai Abraão antes de ser circuncidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fé no poder de Deus&lt;/blockquote&gt; - 13Não foi em virtude da Lei, mas da justiça obtida pela fé que a Abraão, ou à sua descendência, foi feita a promessa de que havia de receber o mundo em herança. 14De facto, se os herdeiros o são em virtude da lei, nesse caso tornou-se inútil a fé e ficou sem efeito a promessa. 15É que a lei produz a ira; mas onde não há lei também não há transgressão. 16Por isso, é da fé que depende a herança. Só assim é que esta é gratuita, de tal modo que a promessa se mantém válida para todos os descendentes: não apenas para aqueles que o são em virtude da Lei, mas também para os que o são em virtude da fé de Abraão, pai de todos nós, 17conforme o que está escrito: Fiz de ti o pai de muitos povos. Pai diante daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe. 18Foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência. 19Sim, ele não vacilou na fé ao ver como o seu corpo já estava sem vida - com quase cem anos - como sem vida estava o seio de Sara. 20Diante da promessa de Deus, não duvidou por falta de fé. Pelo contrário, tornou-se mais forte na fé e deu glória a Deus, 21plenamente convencido de que Ele tinha poder para realizar o que tinha prometido. 22Esta foi exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de justiça. 23Não é só por causa dele que está escrito foi-lhe atribuído, 24mas também por causa de nós, a quem a fé será tida em conta, nós que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Senhor nosso, 25entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;5 O amor de Deus, força da nossa esperança&lt;/blockquote&gt; - 1Portanto, uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. 2Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus. 3Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, 4a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança. 5Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa boa talvez alguém se atreva a morrer. 8Mas é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós. 9E agora que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão havemos de ser salvos da ira, por meio dele. 10Se, de facto, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida. 11Mais ainda, também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pecado de Adão e graça de Cristo (Gn 3)&lt;/blockquote&gt; - 12Por isso, tal como por um só homem entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte atingiu todos os homens, uma vez que todos pecaram... 13De facto, antes da Lei já existia o pecado no mundo; mas o pecado não é tido em conta quando não há lei. 14Apesar disso, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não tinham pecado por uma transgressão idêntica à de Adão, que é figura daquele que havia de vir. 15Com efeito, o que se passa com o dom gratuito não é o mesmo que se passa com a falta. Se pela falta de um só todos morreram, com muito mais razão a graça de Deus, aquela graça oferecida por meio de um só homem, Jesus Cristo, foi a todos concedida em abundância. 16E também com o dom não acontece o mesmo que acontece com as consequências do pecado de um só. Com efeito, o julgamento, que partiu de um só, teve como resultado a condenação; enquanto que o dom gratuito, que partiu de muitas faltas, teve como resultado a justificação. 17De facto, se pela falta de um só e por meio de um só reinou a morte, com muito mais razão, por meio de um só, Jesus Cristo, hão-de reinar na vida aqueles que recebem em abundância a graça e o dom da justiça. 18Portanto, como pela falta de um só veio a condenação para todos os homens, assim também pela obra de justiça de um só veio para todos os homens a justificação que dá a vida. 19De facto, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se hão-de tornar justos. 20A lei interveio para aumentar a falta, mas, onde aumentou o pecado, superabundou a graça. 21E deste modo, tal como o pecado reinou pela morte, assim também a graça reina pela justiça até à vida eterna, por Jesus Cristo, Senhor nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;6 O baptismo, vida em Cristo&lt;/blockquote&gt; - 1Que havemos de concluir? Que vamos permanecer no pecado, para que aumente a graça? 2De maneira nenhuma! Como iríamos nós, que morremos para o pecado, viver ainda nele? 3Ou ignorais que todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos baptizados na sua morte? 4Pelo Baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova. 5De facto, se estamos integrados nele por uma morte idêntica à sua, também o estaremos pela sua ressurreição. 6É isto o que devemos saber: o homem velho que havia em nós foi crucificado com Ele, para que fosse destruído o corpo pertencente ao pecado; e assim não somos mais escravos do pecado. 7É que quem está morto está justificado do pecado. 8Mas, se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos. 9Sabemos que Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a morte não tem mais domínio sobre Ele. 10Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre; e, na vida que tem, vive para Deus. 11Assim vós também: considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 12Portanto, que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal, de tal modo que obedeçais às suas paixões. 13Não entregueis os vossos membros, como armas da injustiça, ao serviço do pecado. Pelo contrário, entregai-vos a Deus, como vivos de entre os mortos, e entregai os vossos membros, como armas da justiça, ao serviço de Deus. 14Pois o pecado não terá mais domínio sobre vós, uma vez que não estais sob a Lei, mas sob a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Libertos do pecado&lt;/blockquote&gt; - 15Então? Vamos pecar, porque não estamos sob a Lei, mas sob a graça? De modo nenhum! 16Não sabeis que, se vos entregais a alguém, obedecendo-lhe como escravos, sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado que leva à morte, quer da obediência que leva à justiça? 17Demos graças a Deus: éreis escravos do pecado, mas obedecestes de coração ao ensino que vos foi transmitido como norma de vida. 18E libertos do pecado, tornastes-vos escravos da justiça. 19Estou a falar em termos humanos, devido à fraqueza da vossa carne. Do mesmo modo que entregastes os vossos membros, como escravos, à impureza e à desordem, para viverdes na desordem, entregai agora também os vossos membros como escravos à justiça, para viverdes em santidade. 20Quando éreis escravos do pecado, éreis livres no que toca à justiça. 21Afinal, que frutos produzíeis então? Coisas de que agora vos envergonhais, porque o resultado disso era a morte. 22Mas agora, que estais libertos do pecado e vos tornastes servos de Deus, produzis frutos que levam&lt;br /&gt;à santificação, e o resultado é a vida eterna.&lt;br /&gt; 23É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;7 A Lei e o Espírito&lt;/blockquote&gt; - 1Ou ignorais, irmãos - falo a gente que sabe de leis - que a lei só tem poder sobre o homem enquanto ele vive? 2Assim, a mulher casada só está vinculada por lei a um homem, enquanto ele for vivo. Mas, se o marido morrer, fica liberta da lei que a liga ao marido. 3Por conseguinte, enquanto o marido for vivo, será declarada adúltera, se vier a dar-se a outro homem. Mas, se o marido morrer, fica livre da lei e não comete adultério, ao dar-se a outro homem. 4Meus irmãos, o mesmo acontece convosco: mediante o corpo de Cristo, morrestes para a lei, para vos dardes a um outro, ao ressuscitado de entre os mortos, a fim de produzirmos frutos para Deus. 5De facto, quando estávamos na carne, eram as paixões pecaminosas, despertadas pela lei, que agiam nos nossos membros, para produzirmos frutos que levam à morte. 6Mas agora fomos libertados da lei, ao morrermos para aquilo de que éramos prisioneiros. É na nova existência do Espírito que somos servos e não na existência caduca da letra da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Escravos da Lei&lt;/blockquote&gt; - 7Que devemos concluir? Que a Lei é igual ao pecado? De maneira nenhuma! Mas, eu não conheci o pecado, senão por meio da Lei. Assim, não teria conhecido a cobiça, se a Lei não dissesse: Não cobiçarás. 8O pecado aproveitou-se da ocasião dada pelo mandamento e provocou em mim toda a espécie de cobiça. É que, sem a lei, o pecado é coisa morta. 9Eu, sem a lei, estava vivo outrora. Mas, ao chegar o mandamento, ganhou vida o pecado 10e eu morri. E deparei-me com isto: o mandamento que me devia levar à vida, esse mesmo levou-me à morte. 11É que o pecado, aproveitando-se da ocasião dada pelo mandamento, seduziu-me e deu-me a morte, por meio dele. 12Por conseguinte, a Lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom. 13Será então que aquilo que é bom se transformou em morte para mim? De maneira nenhuma! O pecado é que, para se manifestar como pecado, se serviu do que é bom e foi causa de morte para mim. Foi por meio do mandamento que o pecado ganhou uma extrema força pecaminosa. 14Sabemos, de facto, que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido como escravo ao pecado. 15Assim, o que realizo, não o entendo; pois não é o que quero que pratico, mas o que eu odeio é que faço. 16Ora, se o que eu não quero é que faço, estou de acordo com a lei, reconheço que ela é boa. 17Mas então já não sou eu que o realizo, mas o pecado que habita em mim. 18Sim, eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita coisa boa; pois o querer está ao meu alcance, mas realizar o bem, isso não. 19É que não é o bem que eu quero que faço, mas o mal que eu não quero, isso é que pratico. 20Ora, se o que eu não quero é que faço, então já não sou eu que o realizo, mas o pecado que habita em mim. 21Deparo, pois, com esta lei: em mim, que quero fazer o bem, só o mal está ao meu alcance. 22Sim, eu sinto gosto pela lei de Deus, enquanto homem interior. 23Mas noto que há outra lei nos meus membros a lutar contra a lei da minha razão e a reter-me prisioneiro na lei do pecado que está nos meus membros. 24Que homem miserável sou eu! Quem me há-de libertar deste corpo que pertence à morte? 25Graças a Deus, por Jesus Cristo, Senhor nosso!&lt;br /&gt;Concluindo: eu sou o mesmo que, com o espírito, sirvo a lei de Deus e,  com a carne, a lei do pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;8 Livres no Espírito&lt;/blockquote&gt; - 1Portanto, agora não há mais condenação alguma para os que estão em Cristo Jesus. 2É que a lei do Espírito que dá a vida libertou-te, em Cristo Jesus, da lei do pecado e da morte. 3De facto, Deus fez o que era impossível à Lei, por estar sujeita à fraqueza da carne: ao enviar o seu próprio Filho, em carne idêntica à do pecado e como sacrifício de expiação pelo pecado, condenou o pecado na carne, 4para que assim a justiça exigida pela Lei possa ser plenamente cumprida em nós, que já não procedemos de acordo com a carne, mas com o Espírito. 5Os que vivem de acordo com a carne aspiram às coisas da carne; mas os que vivem de acordo com o Espírito aspiram às coisas do Espírito. 6De facto, a carne aspira ao que conduz à morte; mas o Espírito aspira ao que dá vida e paz. 7É que a carne aspira à inimizade com Deus, uma vez que não se submete à lei de Deus; aliás nem sequer é capaz disso. 8Os que vivem sob o domínio da carne são incapazes de agradar a Deus. 9Ora vós não estais sob o domínio da carne, mas sob o domínio do Espírito, pressupondo que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse não lhe pertence. 10Se Cristo está em vós, o vosso corpo está morto por causa do pecado, mas o Espírito é a vossa vida por causa da justiça. 11E se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito que habita em vós. 12Portanto, irmãos, somos devedores, mas não à carne, para vivermos de acordo com a carne. 13É que, se viverdes de acordo com a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis. 14De facto, todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus. 15Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai! 16Esse mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 17Ora, se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, pressupondo que com Ele sofremos, para também com Ele sermos glorificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A glória que nos espera&lt;/blockquote&gt; - 18Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. 19Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus. 20De facto, a criação foi sujeita à destruição - não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou - na esperança 21de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. 22Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente. 23Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo. 24De facto, foi na esperança que fomos salvos. Ora uma esperança naquilo que se vê não é esperança. Quem é que vai esperar aquilo que já está a ver? 25Mas, se é o que não vemos que esperamos, então é com paciência que o temos de aguardar. 26É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E aquele que examina os corações conhece as intenções do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos. 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados, de acordo com o seu desígnio. 29Porque àqueles que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem uma imagem idêntica à do seu Filho, de tal modo que Ele é o primogénito de muitos irmãos. 30E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Hino ao amor de Deus&lt;/blockquote&gt; - 31Que mais havemos de dizer? Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós? 32Ele, que nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele? 33Quem irá acusar os eleitos de Deus? Deus é quem nos justifica! 34Quem irá condená-los? Jesus Cristo, aquele que morreu, mais, que ressuscitou, que está à direita de Deus é quem intercede por nós. 35Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?&lt;br /&gt;A tribulação, a angústia,&lt;br /&gt;a perseguição,&lt;br /&gt;a fome, a nudez,&lt;br /&gt;o perigo, a espada?&lt;br /&gt; 36De acordo com o que está escrito:&lt;br /&gt;Por causa de ti, estamos expostos à morte o dia inteiro,&lt;br /&gt;fomos tratados como ovelhas destinadas ao matadouro.&lt;br /&gt; 37Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores,&lt;br /&gt;graças àquele que nos amou.&lt;br /&gt; 38Estou convencido de que nem a morte nem a vida,&lt;br /&gt;nem os anjos nem os principados,&lt;br /&gt;nem o presente nem o futuro,&lt;br /&gt;nem as potestades,&lt;br /&gt; 39nem a altura, nem o abismo,&lt;br /&gt;nem qualquer outra criatura&lt;br /&gt;poderá separar-nos do amor de Deus&lt;br /&gt;que está em Cristo Jesus, Senhor nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;9 Incredulidade de Israel&lt;/blockquote&gt; - 1É verdade o que vou dizer em Cristo; não minto, pois é a minha consciência que, pelo Espírito Santo, disto me dá testemunho: 2tenho uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração. 3Desejaria ser amaldiçoado, ser eu próprio separado de Cristo, pelo bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne. 4Eles são os israelitas, a quem pertence a adopção filial, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas. 5A eles pertencem os patriarcas e é deles que descende Cristo, segundo a carne. Deus que está acima de todas as coisas, bendito seja Ele pelos séculos! Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eleição dos patriarcas&lt;/blockquote&gt; - 6Não é que a palavra de Deus tenha falhado. O que acontece é que nem todos os que descendem de Israel são Israel, 7como nem todos, por serem descendentes de Abraão, são seus filhos.&lt;br /&gt;Não: Só os de Isaac é que serão chamados a ser teus descendentes.&lt;br /&gt; 8O que significa que não são os filhos por via carnal que são filhos de Deus, mas só os filhos devido à promessa é que são tidos em conta como descendentes. 9É uma promessa, de facto, o que diz esta palavra: Voltarei por esta altura, e já Sara terá um filho. 10Não foi só com ela que isso aconteceu, mas também com Rebeca. Concebeu de um só homem, o nosso pai Isaac; 11e ainda os filhos não tinham nascido, nem nada de bom ou de mau tinham feito - para que se mantenha claro que o desígnio de Deus é da sua livre escolha 12e está dependente, não das obras, mas de Deus que chama - e já lhe foi dito:&lt;br /&gt;O mais velho será servo do mais novo,&lt;br /&gt; 13de acordo com o que está escrito:&lt;br /&gt;Amei Jacob, mas não Esaú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Deus é livre na sua misericórdia&lt;/blockquote&gt; - 14Que havemos de concluir? Que há injustiça em Deus? De modo nenhum! 15É a Moisés que Ele o diz:&lt;br /&gt;Usarei de misericórdia com quem me decido a ser misericordioso,&lt;br /&gt;e terei compaixão de quem me quero compadecer.&lt;br /&gt; 16Portanto, isto não depende daquele que quer nem daquele que se esforça por alcançá-lo, mas de Deus que é misericordioso. 17Assim, diz a Escritura ao Faraó: Exactamente para isto é que Eu te fiz surgir: para mostrar em ti o meu poder e para que assim o meu nome seja proclamado em toda a terra. 18Portanto, Deus usa de misericórdia com quem quer e endurece quem Ele quer. 19Dir-me-ás então: Nesse caso, de que me pode Ele repreender ainda? Sim, porque quem poderia resistir à sua vontade? 20Quem és tu, homem, para entrares em contestação com Deus? Dirá, porventura, o que é moldado àquele que o molda: «Porque me fizeste assim?» 21Ou não tem o oleiro poder sobre o barro para, da mesma massa, tanto fazer um vaso de luxo como um de uso vulgar? 22Ora, se Deus, na intenção de mostrar a sua ira e manifestar o seu poder, suportou com tanta paciência os vasos da ira, prontos para a perdição, 23e se Ele o fez também para manifestar a riqueza da sua glória para com os vasos da misericórdia que de antemão tinha preparado para a glória… 24A estes, que somos nós, chamou-os não só de entre os judeus, mas também de entre os gentios. 25É exactamente o que Ele diz no livro de Oseias:&lt;br /&gt;Àquele que não é meu povo, hei-de chamar meu povo,&lt;br /&gt;e minha amada, àquela que não é minha amada.&lt;br /&gt; 26Precisamente no lugar onde lhes tinha sido dito: «Vós não sois o meu povo»,&lt;br /&gt;aí serão chamados filhos do Deus vivo.&lt;br /&gt; 27Isaías, por sua vez, exclama, a respeito de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel fosse como a areia do mar, só o resto se salvará; 28pois será de um modo completo e restrito que o Senhor há-de cumprir a sua palavra sobre a terra. 29É ainda o que profetizou Isaías:&lt;br /&gt;Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado uma descendência,&lt;br /&gt;teríamos ficado como Sodoma,&lt;br /&gt;seríamos como Gomorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Israel tropeçou no Evangelho&lt;/blockquote&gt; - 30Que diremos, portanto? Que os gentios, que não procuravam a justiça, a alcançaram, mas, claro, a justiça que vem pela fé; 31Israel, ao contrário, que procurava uma lei que podia levar à justiça, não atingiu essa lei. 32Por que razão? Porque não foi pela fé, mas pelas obras, que a procuraram obter. Tropeçaram na pedra de tropeço, 33conforme o que está escrito:&lt;br /&gt;Reparai que ponho em Sião uma pedra de tropeço, uma rocha de escândalo,&lt;br /&gt;e só quem nela acreditar não ficará frustrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;10 Israel rejeita Cristo, o fim da Lei&lt;/blockquote&gt; - 1Irmãos, o que eu desejo de todo o coração e o que para eles eu peço a Deus é isto: que eles se salvem. 2Posso testemunhar em seu abono que eles têm zelo por Deus. Só que o não têm devidamente esclarecido. 3De facto, por não terem reconhecido a justiça que vem de Deus, e terem procurado estabelecer a sua própria justiça, não se submeteram à justiça de Deus. 4É que o fim da Lei é Cristo, para que, deste modo, a justiça seja concedida a todo o que tem fé. 5De facto, é assim que Moisés escreve acerca da justiça que vem da Lei: O homem que põe em prática essas coisas, esse viverá por elas. 6Mas a justiça que vem da fé exprime-se assim: Não digas no teu coração: Quem subirá ao céu? Seria para fazer com que Cristo descesse. 7Nem digas: Quem descerá ao abismo? Seria para fazer com que Cristo subisse de entre os mortos. 8Que diz a Escritura, afinal?&lt;br /&gt;É junto de ti que está a palavra:&lt;br /&gt;na tua boca e no teu coração.&lt;br /&gt;Esta palavra é a da fé que anunciamos.&lt;br /&gt; 9Porque, se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. 10É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação. 11É a Escritura que o diz: Todo o que nele acreditar não ficará frustrado. 12Assim, não há diferença entre judeu e grego, pois todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam. 13De facto, todo o que invocar o nome do Senhor será salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Culpa de Israel: a falta de fé&lt;/blockquote&gt; - 14Ora, como hão-de invocar aquele em quem não acreditaram? E como hão-de acreditar naquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, sem alguém que o anuncie? 15E como hão-de anunciar, se não forem enviados? Por isso está escrito: Que bem-vindos são os pés dos que anunciam as boas-novas! 16Porém, nem todos obedeceram à Boa-Nova. É Isaías quem o diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? 17Portanto, a fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo. 18Mas, pergunto eu, será que não a ouviram? Pelo contrário:&lt;br /&gt;A voz deles ressoou por toda a terra&lt;br /&gt;e até aos confins do mundo as suas palavras.&lt;br /&gt; 19Mas, pergunto eu, será que Israel não a entendeu? Em primeiro lugar é Moisés que diz:&lt;br /&gt;Vou fazer-vos ciumentos de quem não é um povo,&lt;br /&gt;provocar a vossa ira contra um povo insensato.&lt;br /&gt; 20E Isaías atreve-se, mesmo, a dizer:&lt;br /&gt;Deixei-me encontrar pelos que não me procuravam,&lt;br /&gt;manifestei-me aos que não perguntavam por mim.&lt;br /&gt; 21Mas a respeito de Israel diz:&lt;br /&gt;Todo o dia estendi as minhas mãos&lt;br /&gt;a um povo desobediente e rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;11 Um resto de Israel já é cristão&lt;/blockquote&gt; - 1Pergunto então: terá Deus rejeitado o seu povo? De maneira nenhuma! Pois também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2Deus não rejeitou o seu povo, que de antemão escolheu. Não sabeis, porventura, o que diz a Escritura na passagem onde Elias apresenta a Deus esta queixa contra Israel: 3Senhor, mataram os teus profetas, derrubaram os teus altares; só eu fiquei e andam a procurar tirar-me a vida! 4Mas, qual foi a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, aqueles que não dobraram o joelho diante de Baal. 5Pois bem, assim também no tempo presente existe um resto, cuja eleição se deve à graça de Deus. 6Mas se o é pela graça, deixa de ser pelas obras; caso contrário a graça deixaria de ser graça. 7Que conclusão tirar daí? Aquilo que Israel procura, não o conseguiu; só os eleitos o conseguiram. Quanto aos restantes, ficaram endurecidos, 8foram de acordo com o que está escrito:&lt;br /&gt;Deus lhes deu um espírito entorpecido,&lt;br /&gt;olhos para não verem&lt;br /&gt;e ouvidos para não ouvirem,&lt;br /&gt;até ao dia de hoje.&lt;br /&gt; 9E David diz:&lt;br /&gt;Que a sua mesa lhes sirva de laço e de rede,&lt;br /&gt;de ocasião para caírem e para serem castigados.&lt;br /&gt; 10Que se obscureçam os seus olhos, de modo a não verem;&lt;br /&gt;e faz que as suas costas se curvem para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Papel dos cristãos na salvação de Israel&lt;/blockquote&gt; - 11Agora eu pergunto: terão eles tropeçado só para cair? De modo nenhum! Pelo contrário, foi devido à sua queda que a salvação chegou aos gentios, e isso aconteceu para que Israel sentisse ciúme deles. 12Ora, se a sua queda reverteu em riqueza para o mundo e a sua perda em riqueza para os gentios, quanto mais não será na plenitude da sua conversão! 13É a vós, os gentios, que eu digo isto: exactamente como Apóstolo dos gentios que sou, enalteço este meu ministério, 14para ver se provoco o ciúme dos que são da minha carne e salvo alguns deles. 15Porque, se a sua rejeição serviu para a reconciliação do mundo, que irá ser a sua admissão senão uma passagem da morte à vida? 16Ora bem, se as primícias são santas, também o é toda a massa; e se a raiz é santa, também o são os ramos. 17Mas, se alguns ramos foram cortados, enquanto tu, que eras de oliveira brava, foste enxertado entre os outros, para com eles ficares a participar da raiz donde vem a seiva da oliveira, 18não te faças arrogante perante aqueles ramos. E se te quiseres orgulhar, lembra-te que não és tu quem sustenta a raiz, mas a raiz é que te sustenta a ti. 19Dir-me-ás: "Foram cortados ramos, para que eu fosse enxertado". 20Muito bem. Foi por falta de fé que eles foram cortados; mas tu, é pela fé que estás seguro. Não sejas soberbo, mas toma cuidado. 21Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará a ti. 22Portanto, olha bem para a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, bondade, desde que permaneças fiel à sua bondade. De contrário, também tu serás cortado. 23Quanto a eles, se não permanecerem na incredulidade, também hão-de ser enxertados. Pois Deus tem poder para os enxertar de novo. 24Se tu foste cortado de uma oliveira brava, a que pertencias por natureza, e foste, contrariamente à tua natureza, enxertado numa oliveira boa, quanto mais eles hão-de ser enxertados na sua própria oliveira, a que pertencem por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Todo o Israel será salvo&lt;/blockquote&gt; - 25Eu não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que vos não julgueis sábios: deu-se o endurecimento de uma parte de Israel, até que a totalidade dos gentios tenha entrado. 26E é assim que todo o Israel será salvo, de acordo com o que está escrito:&lt;br /&gt;Virá de Sião o libertador,&lt;br /&gt;que afastará as impiedades do meio de Jacob.&lt;br /&gt; 27Esta é a aliança que Eu farei com eles,&lt;br /&gt;quando lhes tiver tirado os seus pecados.&lt;br /&gt; 28No que diz respeito ao Evangelho, eles são inimigos, para proveito vosso; mas em relação à eleição, são amados, devido aos seus antepassados. 29É que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis. 30Outrora vós desobedecestes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência deles; 31do mesmo modo, também eles desobedeceram agora, em favor da misericórdia que alcançastes, para que também eles venham agora a alcançar misericórdia. 32Porque Deus encerrou a todos na desobediência, para com todos usar de misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Glória a Deus para sempre!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 33Oh, que profundidade de riqueza,&lt;br /&gt;de sabedoria e de ciência é a de Deus!&lt;br /&gt;Como são insondáveis as suas decisões&lt;br /&gt;e impenetráveis os seus caminhos!&lt;br /&gt; 34Quem conheceu o pensamento do Senhor?&lt;br /&gt;Quem lhe serviu de conselheiro?&lt;br /&gt; 35Quem antes lhe deu a Ele,&lt;br /&gt;para que lhe seja retribuído?&lt;br /&gt; 36Porque é dele, por Ele&lt;br /&gt;e para Ele que tudo existe.&lt;br /&gt;Glória a Ele pelos séculos! Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II. CULTO DE ACORDO COM O EVANGELHO (12,1-15,13)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;12 O culto espiritual &lt;/blockquote&gt;- 1Por isso, vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual. 2Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ao serviço da comunidade&lt;/blockquote&gt; - 3Assim, em virtude da graça que me foi dada, digo a todos e a cada um de vós que não se sinta acima do que deve sentir-se; mas sinta-se preocupado em ser sensato, de acordo com a medida de fé que Deus distribuiu a cada um. 4É que, como num só corpo, temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função, 5assim acontece connosco: os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. 6Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; 7se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; 8se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O amor faz o bem&lt;/blockquote&gt; - 9Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. 10Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua. 11Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor. 12Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. 13Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros. 14Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis. 15Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. 16Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde; não vos julgueis sábios por vós próprios. 17Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom diante de todos os homens. 18Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens. 19Não vos vingueis por vós próprios, caríssimos; mas deixai que seja Deus a castigar, pois está escrito:&lt;br /&gt;É a mim que compete punir,&lt;br /&gt;Eu é que hei-de retribuir,&lt;br /&gt;diz o Senhor.&lt;br /&gt; 20Em vez disso, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça. 21Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;13 Colaborar com as autoridades&lt;/blockquote&gt; - 1Que todos se submetam às autoridades públicas, pois não existe autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. 2Por isso, quem resiste à autoridade opõe-se à ordem querida por Deus, e os que se opõem receberão a condenação. 3É que os detentores do poder não são temidos por quem pratica o bem, mas por quem pratica o mal. Não queres ter medo da autoridade? Faz o bem e receberás os seus elogios. 4De facto, ela está ao serviço de Deus, para te incitar ao bem.&lt;br /&gt;Mas, se fazes o mal, então deves ter medo, pois para alguma coisa ela traz a espada. De facto, ela está ao serviço de Deus para castigar aquele que pratica o mal.&lt;br /&gt; 5É por isso que é necessário submeter-se, não só por medo do castigo, mas também por razões de consciência. 6É também por essa razão que pagais impostos; aqueles que têm de se ocupar disso são funcionários de Deus. 7Dai a cada um o que lhe é devido: o imposto, a quem se deve o imposto; a taxa, a quem se deve a taxa; o respeito, a quem se deve o respeito; a honra, a quem se deve a honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O amor é o cumprimento da Lei&lt;/blockquote&gt; - 8Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. Pois quem ama o próximo cumpre plenamente a lei. 9De facto: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, bem como qualquer outro mandamento, estão resumidos numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10O amor não faz mal ao próximo. Assim, é no amor que está o pleno cumprimento da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Viver na luz&lt;/blockquote&gt; - 11Sabeis em que tempo vivemos: já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós do que quando começámos a acreditar. 12A noite adiantou-se e o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. 13Como quem vive em pleno dia, comportemo-nos honestamente: nada de comezainas e bebedeiras, nada de devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas. 14Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;14 Os «fortes» e os «fracos»&lt;/blockquote&gt; - 1Àquele que é fraco na fé, acolhei-o, sem cair em discussões sobre as suas maneiras de pensar. 2Enquanto a fé de um lhe permite comer de tudo, o que é fraco só come legumes. 3Quem come não despreze aquele que não come; e quem não come não julgue aquele que come, porque Deus o acolheu. 4Quem és tu para julgares o criado de um outro? Se está de pé ou se cai, isso é lá com o seu patrão. Há-de, aliás, ficar de pé, porque o Senhor tem poder para o segurar. 5Além disso, enquanto um julga que há dias e dias, há quem julgue que os dias são todos iguais. Tenha um e outro plena convicção daquilo que pensa. 6Quem guarda alguns dias, é em honra do Senhor que os guarda; quem come de tudo, é em honra do Senhor que come, pois dá graças a Deus; e quem não come, é em honra do Senhor que não come, e também ele dá graças a Deus. 7De facto, nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum morre para si mesmo. 8Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos, é para o Senhor que morremos. Ou seja, quer vivamos quer morramos, é ao Senhor que pertencemos. 9Pois foi para isto que Cristo morreu e voltou à vida: para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos. 10Mas tu, porque julgas o teu irmão? E tu, porque desprezas o teu irmão? De facto, todos havemos de comparecer diante do tribunal de Deus, 11pois está escrito:&lt;br /&gt;Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor,&lt;br /&gt;todo o joelho se dobrará diante de mim&lt;br /&gt;e toda a língua dará a Deus glória e louvor.&lt;br /&gt; 12Portanto, cada um de nós terá de dar contas de si mesmo a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Unidos no amor&lt;/blockquote&gt; - 13Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros. Tomai de preferência esta decisão: não ser para o irmão causa de tropeço ou de escândalo. 14Sei e estou convencido, no Senhor Jesus, de que nada é impuro em si mesmo. Uma coisa é impura só para aquele que a considera como impura. 15Se, por tomares um alimento, entristeces o teu irmão, então não estás a proceder de acordo com o amor. Não faças, com o teu alimento, com que se perca aquele por quem Cristo morreu. 16Que não seja, pois, motivo de blasfémia o bem que há em vós. 17É que o Reino de Deus não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. 18E quem deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e estimado pelos homens. 19Procuremos, portanto, aquilo que leva à paz e à edificação mútua. 20Não destruas a obra de Deus, por uma questão de alimento. Todas as coisas são puras, certamente, mas tornam-se más para aquele que, ao comê-las, encontra nisso causa de tropeço. 21O que é bom é não comer carne nem beber vinho, nada em que o teu irmão possa tropeçar. 22Guarda para ti, diante de Deus, a convicção de fé que tens. Feliz de quem não se condena a si mesmo, devido às decisões que toma. 23Mas quem sente escrúpulos por aquilo que come fica culpado, por não agir de acordo com a sua convicção de fé. Tudo o que não é feito a partir da convicção de fé é pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;15 O exemplo de Cristo&lt;/blockquote&gt; - 1Nós, os fortes, temos o dever de carregar com as fraquezas dos que são débeis e não procurar aquilo que nos agrada. 2Procure cada um de nós agradar ao próximo no bem, em ordem à construção da comunidade. 3Pois também Cristo não procurou o que lhe agradava; ao contrário, como está escrito, os insultos daqueles que te insultavam caíram sobre mim. 4E a verdade é que tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e pela consolação que nos dão as Escrituras, tenhamos esperança. 5Que o Deus da paciência e da consolação vos conceda toda a união nos mesmos sentimentos, uns com os outros, segundo a vontade de Cristo Jesus, 6para que, numa só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Unidos no mesmo louvor&lt;/blockquote&gt; - 7Por conseguinte, acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória de Deus. 8Efectivamente, digo que foi por causa da fidelidade de Deus que Cristo se tornou servidor dos circuncisos, confirmando, assim, as promessas feitas aos patriarcas; 9por sua vez, os gentios, dão glória a Deus por causa da sua misericórdia, conforme está escrito:&lt;br /&gt;Por isso te louvarei entre as nações&lt;br /&gt;e cantarei em honra do teu nome.&lt;br /&gt; 10E diz-se ainda:&lt;br /&gt;Alegrai-vos, nações,&lt;br /&gt;juntamente com o seu povo.&lt;br /&gt; 11E ainda:&lt;br /&gt;Nações, louvai todas o Senhor;&lt;br /&gt;que todos os povos o exaltem.&lt;br /&gt; 12E Isaías diz também:&lt;br /&gt;Virá o rebento de Jessé,&lt;br /&gt;que se levantará para governar as nações:&lt;br /&gt;é nele que as nações hão-de pôr a sua esperança.&lt;br /&gt; 13Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança, pela força do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;CONCLUSÃO (15,14-16,27)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Objectivo da Carta&lt;/blockquote&gt; - 14No que vos toca, meus irmãos, estou pessoalmente convencido de que vós próprios estais cheios de boa vontade, repletos de toda a espécie de conhecimento e com capacidade para vos aconselhardes uns aos outros. 15Apesar disso, escrevi-vos, em parte, com um certo atrevimento, como alguém que vos reaviva a memória. Faço-o em virtude da graça que me foi dada: 16ser para os gentios um ministro de Cristo Jesus, que administra o Evangelho de Deus como um sacerdote, a fim de que a oferenda dos gentios, santificada pelo Espírito Santo, lhe seja agradável. 17É, pois, em Cristo Jesus que me posso gloriar de coisas que a Deus dizem respeito. 18Eu não me atreveria a falar de coisas que Cristo não tivesse realizado por meu intermédio, em palavras e acções, a fim de levar os gentios à obediência, 19pela força de sinais e prodígios, pela força do Espírito de Deus.&lt;br /&gt;Foi assim que, desde Jerusalém e, irradiando até à Ilíria, dei plenamente a conhecer o Evangelho de Cristo.&lt;br /&gt; 20Mas, ao fazê-lo, tive a maior preocupação em não anunciar o Evangelho onde já era invocado o nome de Cristo, para não edificar sobre fundamento alheio. 21Pelo contrário, fiz conforme está escrito:&lt;br /&gt;Aqueles a quem ele não fora anunciado é que hão-de ver&lt;br /&gt;e aqueles que dele não ouviram falar é que hão-de compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Participação nos planos do Apóstolo&lt;/blockquote&gt; - 22Era exactamente isso que me impedia muitas vezes de ir ter convosco. 23Mas agora, como não tenho mais nenhum campo de acção nestas regiões, e há muitos anos que ando com tão grande desejo de ir ter convosco, 24quando for de viagem para a Espanha... Ao passar por aí, espero ver-vos e receber a vossa ajuda para ir até lá, depois de primeiro ter gozado, ainda que por um pouco, da vossa companhia. 25Mas agora vou de viagem para Jerusalém, em serviço a favor dos santos. 26É que a Macedónia e a Acaia decidiram realizar um gesto de comunhão para com os pobres que há entre os santos de Jerusalém. 27Decidiram e bem; por isso eles lhes são devedores. Porque, se os gentios participaram dos seus bens espirituais, têm também obrigação de os servir com os seus bens materiais. 28Portanto, quando este assunto estiver resolvido, e lhes tiver entregue o produto desta colecta devidamente selado, partirei para Espanha, passando por junto de vós. 29E sei que, ao ir ter convosco, irei com a plena bênção de Cristo. 30Exorto-vos, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, a que luteis comigo, pelas orações que fazeis a Deus por mim, 31para que escape dos incrédulos da Judeia e para que este meu serviço a Jerusalém seja bem acolhido pelos santos. 32E assim, será com alegria que, se Deus quiser, irei ter convosco e repousar na vossa companhia. 33Que o Deus da paz esteja com todos vós! Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;16 Recomendações e saudações&lt;/blockquote&gt; - 1Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que também é diaconisa na igreja de Cêncreas: 2recebei-a no Senhor, de um modo digno dos santos, e assisti-a nas actividades em que precisar de vós. Pois também ela tem sido uma protectora para muitos e para mim pessoalmente. 3Saudai Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, 4pessoas que, pela minha vida, expuseram a sua cabeça. Não sou apenas eu a estar-lhes agradecido, mas todas as igrejas dos gentios. 5Saudai também a igreja que se reúne em casa deles.&lt;br /&gt;Saudai o meu querido Epéneto, o primeiro fruto da Ásia para Cristo.&lt;br /&gt; 6Saudai Maria, que tanto se afadigou por vós. 7Saudai Andrónico e Júnia, meus concidadãos e meus companheiros de prisão, que tão notáveis são entre os apóstolos e que, inclusivamente, se tornaram cristãos antes de mim. 8Saudai Ampliato, que me é tão querido no Senhor. 9Saudai Urbano, nosso colaborador em Cristo, e o meu querido Estáquio. 10Saudai Apeles, que deu provas do que ele é em Cristo. Saudai os da casa de Aristóbulo. 11Saudai Herodião, meu concidadão. Saudai os da casa de Narciso, que pertencem ao Senhor. 12Saudai Trifena e Trifosa, que se afadigam pelo Senhor. Saudai a minha querida Pérside, que tanto se afadigou pelo Senhor. 13Saudai Rufo, o eleito no Senhor, e a mãe dele que o é também para mim. 14Saudai Assíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e todos os irmãos que estão com eles. 15Saudai Filólogo e Júlia, Nereu e sua irmã, Olímpio e todos os santos que estão com eles. 16Saudai-vos uns aos outros com um beijo santo. Saúdam-vos todas as igrejas de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cautela com os hereges&lt;/blockquote&gt; - 17Entretanto, irmãos, exorto-vos a que tenhais cautela com os que provocam divisões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. 18É que essa gente não é a Cristo Senhor nosso que serve, mas ao seu próprio ventre; e com palavras lindas e lisonjeiras enganam os corações dos ingénuos. 19De facto, a vossa obediência chegou aos ouvidos de todos; e por isso me alegro convosco. Mas quero que sejais sábios quanto ao bem e sem mancha quanto ao mal. 20O Deus da paz há-de esmagar Satanás debaixo dos vossos pés, muito em breve. A graça de Jesus, Senhor nosso, esteja convosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Saudação dos colaboradores de Paulo&lt;/blockquote&gt; - 21Saúda-vos o meu colaborador Timóteo, assim como os meus concidadãos Lúcio, Jasão e Sosípatro. 22Saúdo-vos eu, Tércio, que escrevi esta carta, no Senhor. 23Saúda-vos Gaio, que me recebe como hóspede, assim como a toda a igreja. Saúda-vos Erasto, o tesoureiro da cidade, e o irmão Quarto. 24A graça do Senhor nosso Jesus Cristo esteja com todos vós! Ámen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Glória a Deus!&lt;/blockquote&gt; - 25Àquele que tem o poder para vos tornar firmes, de acordo com o Evangelho que anuncio pregando Jesus Cristo, segundo a revelação de um mistério que foi mantido em silêncio por tempos eternos, 26mas agora foi manifestado e, por meio dos escritos proféticos, de acordo com a determinação do Deus eterno, levado ao conhecimento de todos os gentios, para os levar à obediência da fé, 27ao único Deus sábio, por Jesus Cristo, a Ele a glória pelos séculos! Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-7368624342075209246?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/7368624342075209246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=7368624342075209246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/7368624342075209246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/7368624342075209246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2007/10/os-livros-da-biblia-carta-aos-romanos.html' title='OS LIVROS DA BIBLIA: CARTA AOS ROMANOS'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-6327305074517187657</id><published>2007-09-29T01:03:00.000Z</published><updated>2007-10-01T11:59:04.425Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS LIVROS DA BIBLIA:ACTOS DOS APÓSTOLOS'/><title type='text'>ACTOS DOS APÓSTOLOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/obolo_spietro/documents/img_06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/obolo_spietro/documents/img_06.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ACTOS DOS APÓSTOLOS&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Actos dos Apóstolos constituem a segunda parte da obra de Lucas (1,1-2). Desde muito cedo, foram considerados Escritura sagrada, sendo lidos na liturgia da Igreja como memória e norma de fé. Esta obra “apostólica”, relata a sorte do Evangelho confiado aos Apóstolos e expõe os primeiros passos da comunidade cristã; por isso a Igreja viu nela um guia precioso e um estímulo exemplar para a vida dos cristãos: da escuta da Palavra à fé, do Baptismo à solidariedade, da perseguição ao martírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;AUTOR E DATA&lt;/blockquote&gt; Pensa-se que o seu autor é o mesmo do Terceiro Evangelho, que a tradição, durante séculos, tem identificado com Lucas. Apesar de alguns problemas levantados pelos peritos, o estudo da língua e do pensamento dos dois livros, assim como da figura de Paulo nos Actos e da concordância com o pensamento das suas Cartas, levam a concluir a favor daquele a quem o Apóstolo trata por «Lucas, o caríssimo médico» (Cl 4,14). &lt;br /&gt;Tendo em conta o estado da crítica actual, o livro terá sido escrito por volta do ano 80, ou seja, depois do Terceiro Evangelho, que muitos estudiosos colocam depois do ano 70. Um dos elementos a favor dessa datação é a abertura e indeterminação do epílogo, cujo resumo da estadia de Paulo em Roma mostra como o anúncio do Evangelho já chegava de Jerusalém às extremidades da terra (1,8; 28,30). Ver Introduçaõ aos Evangelhos e Actos, p. 1561-1562.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;TEXTO&lt;/blockquote&gt; O estudo dos Actos confronta-se, antes de mais, com o complexo problema do estabelecimento do texto primitivo. Basta dizer que existem três versões principais: a síria ou antioquena, a egípcia ou alexandrina e a ocidental ou corrente, de grande interesse histórico e doutrinal.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista literário, a obra caracteriza-se por uma grande unidade de língua e de pensamento, independentemente das diferenças entre as duas partes em que se divide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;DIVISÃO E CONTEÚDO&lt;/blockquote&gt; O livro divide-se em duas grandes partes: 1-12 (“Actos de Pedro”) e 13-28 (“Actos de Paulo»), com as seguintes secções:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Introdução: 1,1-11;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I.&lt;/blockquote&gt; A Igreja de Jerusalém: 1,12-6,7;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II.&lt;/blockquote&gt; Expansão da Igreja fora de Jerusalém: 6,8-12,25;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;III.&lt;/blockquote&gt; Missões de Paulo fora de Jerusalém: 13,1-21,26: 1.ª Viagem (13,1-14,28); 2.ª Viagem (15,35-18,22); 3.ª Viagem (18,23-21,26).&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;IV.&lt;/blockquote&gt; Paulo, prisioneiro de Cristo: Condenação e Viagem do Cativeiro (21,27-28,31).&lt;br /&gt;Distinguem-se facilmente diversas unidades literárias, cuja extensão e repetição conferem ao livro actual a sua própria fisionomia “eclesial”: &lt;br /&gt;Narrações de missão: 2,1-41; 8,4-40; 9,32-11,18; 13,1-21,26.&lt;br /&gt;Narrações de processos: 3,1-4,31; 5,17-42; 6,8-8,12; 12,1-7; 21,27-26,32.&lt;br /&gt;Narrações de viagens: 13,1-21,26; 27,1-28,16.&lt;br /&gt;Discursos de diversos tipos: 2,14-39; 3,12-26; 4,8-12; 5,29-32.35-39; 7,2-53; 10,34-43; 13,16-41; 14,15-17; 17,22-31; 20,18-35; 22,1-21; 24,10-21; 26,2-23; 28,25-28.&lt;br /&gt;Orações: 1,24-25; 2,42.46; 4,24-30; 12,11...&lt;br /&gt;Cartas: 15,23-29; 23,25-30. &lt;br /&gt;Sumários: 2,42-47; 4,32-35; 5,12-15...&lt;br /&gt;Além da coordenação de todos estes materiais, o autor pôde dispor de fontes orais e escritas, muitas vezes ligadas à fundação e vida das igrejas referidas ao longo do livro. Ressaltam de um modo particular as passagens descritas com o sujeito “nós”, em que o autor se sente testemunha ocular, deixando-nos uma espécie de “diário de viagem” ou um “itinerário” dos acontecimentos ligados a Paulo (16,10-17; 20,5-15; 21,1-18; 27,1-28,16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;VALOR HISTÓRICO&lt;/blockquote&gt; As narrações e os discursos dos Actos são confirmados pelos dados da História e da Arqueologia, por um lado, e, por outro, concordam com o quadro dos Evangelhos e com as Cartas de Paulo, que ajudam a compreender. Os resultados do exame histórico são favoráveis à veracidade do livro e permitem estabelecer os elementos de uma cronologia bastante segura das origens cristãs, assim como das Cartas de Paulo. &lt;br /&gt;A visão histórica do livro aparece integrada numa visão teológica. Assim, Deus é actor e autor do crescimento da Igreja (2,47; 11,21.23). De um modo particular, o autor insiste no Dom do Espírito, actuando sem cessar na expansão da Igreja.&lt;br /&gt;Para o autor dos Actos, a História do mundo é uma História de Salvação que tem Deus como autor principal e se divide em duas etapas principais: a primeira é o tempo da Promessa, da prefiguração, da preparação, da Profecia  o Antigo Testamento; a segunda é o tempo do cumprimento, da realização, da salvação já presente  o Novo Testamento. Esse cumprimento do desígnio salvífico de Deus em Cristo Senhor abre um tempo em que a História da Salvação continua até à plenitude final. Daí a importância decisiva que Lucas atribui ao “hoje”, como memória e imperativo da fé em Cristo ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;UNIVERSALIDADE&lt;/blockquote&gt; Deste “hoje” faz parte, em primeiro lugar, o anúncio da Boa-Nova e o testemunho de Jesus, Senhor e Messias, que encontra nos Doze, nos diáconos e, sobretudo, em Pedro e Paulo, os arautos mais credenciados.&lt;br /&gt;Os Actos descrevem o espaço geográfico e humano da expansão dessa Boa-Nova de Jesus. Enquanto no Evangelho de Lucas a manifestação de Jesus começa em Nazaré e termina em Jerusalém, nos Actos, o anúnico da Boa-Nova parte de Jerusalém (2-5), passando depois à Samaria e Judeia (8,1), à Fenícia, Chipre e Síria (11,19-21), para, através da Ásia Menor e da Grécia (13-18), chegar a Roma (28,30).&lt;br /&gt;O Evangelho destina-se a todos (17,31); mas a passagem da salvação do Evangelho, do povo de Israel para os pagãos (13,46), faz parte do plano de Deus (2,39; 15,7-11.14) e constitui o tema principal deste livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;ECLESIOLOGIA &lt;/blockquote&gt;Aos olhos do autor, o ideal, para o qual todas as comunidades devem tender, é expresso nos chamados “sumários”. Aí se traduzem os vectores fundamentais que, em referência à comunidade primitiva de Jerusalém, devem caracterizar as diversas igrejas: escuta assídua do ensinamento dos Apóstolos, comunhão fraterna e solidariedade, participação na fracção do pão e nas orações (2,42-47; 4,32-35; 5,12-15).&lt;br /&gt;No interior das comunidades adivinham-se tensões, sobretudo entre helenistas e judaizantes, mas também sobressaem grupos de pessoas com funções particulares de governo, de direcção e de serviço, e até com poderes taumatúrgicos. Tudo isso representa uma certa estrutura, necessária para a comunhão das igrejas. Depois dos Doze Apóstolos, com um lugar privilegiado para Paulo, vêm os Sete Diáconos (6,1-6), os Anciãos (14,23; 20,17.28) e os Profetas (11,27).&lt;br /&gt;Esta exemplaridade dinâmica, animada pelo Espírito Santo, ontem como hoje, há-de traduzir-se em decisões e atitudes que sejam testemunho da ressurreição do Senhor, mediante a comunhão na diversidade, na solidariedade e na piedade. Nesta “Via do Senhor” está a identidade própria do Povo de Deus, com uma história a recordar e a recriar, primeiro a partir de Jerusalém, depois a partir de Roma, «até aos confins do mundo» (1,8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;TEOLOGIA&lt;/blockquote&gt; Um dos pontos fundamentais na trama literária dos Actos é a passagem do judaísmo para o cristianismo. De facto, os primeiros cristãos, que eram judeus, deviam dar “um salto” da convicção da salvação pela Lei (15,1.5) para a salvação pela fé em Cristo (15,9.11). Daí as tensões que surgem na abertura a circuncisos e incircuncisos, e na passagem do Evangelho para os pagãos. Sem rejeitar os judeus, e sem se deixar “judaizar”, a Boa-Nova de Cristo tem como fronteira a universalidade.&lt;br /&gt;Este dado teológico ajuda a compreender a intenção do autor. Ao compor a sua obra, Lucas pensava, sobretudo, num público cristão, constituído por judeus e não-judeus. Homem da unidade e da comunhão, ele apela a que os cristãos espalhados pelo mundo se conduzam pela exemplaridade da comunidade de Jerusalém. Insistindo sobre a fé, ele opõe-se a eventuais tendências judaizantes; respeitando a fidelidade dos judeo-cristãos à Lei, ele desarma as críticas dos irmãos vindos da gentilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;INTRODUÇÃO (1,1-11)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1 Prólogo (Lc 1,1-4)&lt;/blockquote&gt; - 1No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus, desde o princípio 2até ao dia em que, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera, foi arrebatado ao Céu. 3A eles também apareceu vivo depois da sua paixão e deu-lhes disso numerosas provas com as suas aparições, durante quarenta dias, e falando-lhes também a respeito do Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ascensão (Mc 16,19-20; Lc 24,50-53)&lt;/blockquote&gt; - 4No decurso de uma refeição que partilhava com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem lá o Prometido do Pai, «do qual - disse Ele - me ouvistes falar. 5João baptizava em água, mas, dentro de pouco tempo, vós sereis baptizados no Espírito Santo.» 6Estavam todos reunidos, quando lhe perguntaram: «Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?» 7Respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a sua autoridade. 8Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.» 9Dito isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos. 10E como estavam com os olhos fixos no céu, para onde Jesus se afastava, surgiram de repente dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: «Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus que vos foi arrebatado para o Céu virá da mesma maneira, como agora o vistes partir para o Céu.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I. A IGREJA DE JERUSALÉM (1,12-6,7)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O grupo dos Apóstolos&lt;/blockquote&gt; - 12Desceram, então, do monte chamado das Oliveiras, situado perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado, e foram para Jerusalém. 13Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, no lugar onde se encontravam habitualmente.&lt;br /&gt;Estavam lá: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelota, e Judas, filho de Tiago.&lt;br /&gt; 14E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eleição de Matias&lt;/blockquote&gt; - 15Por aqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos - encontravam-se reunidas cerca de cento e vinte pessoas - e disse: 16«Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura pela boca de David a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus. 17Ele, efectivamente, era um dos nossos e tinha recebido uma parte do nosso ministério. 18Esse homem, depois de ter adquirido um terreno com o salário do seu crime, precipitou-se de cabeça para baixo, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se espalharam. 19O facto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, a tal ponto que esse terreno foi chamado na língua deles ‘Haqueldamá’, que quer dizer Campo de Sangue. 20Está realmente escrito no Livro dos Salmos:&lt;br /&gt;‘Fique deserta a sua habitação&lt;br /&gt;e não haja quem nela resida’.&lt;br /&gt;E ainda: ‘Receba outro o seu encargo.’&lt;br /&gt; 21Portanto, de entre os homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós,&lt;br /&gt; 22a partir do baptismo de João até ao dia em que nos foi arrebatado para o Alto, é indispensável que um deles se torne, connosco, testemunha da sua ressurreição.»&lt;br /&gt; 23Designaram dois: José, de apelido Barsabas, chamado Justo, e Matias.&lt;br /&gt; 24Fizeram, então, a seguinte oração: «Senhor, Tu que conheces o coração de todos, indica-nos qual destes dois escolheste&lt;br /&gt; 25para ocupar, no ministério apostólico, o lugar abandonado por Judas, que foi para o lugar que merecia.»&lt;br /&gt; 26Depois, tiraram à sorte, e a sorte caiu em Matias, que foi incluído entre os onze Apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2 O Dom do Espírito Santo&lt;/blockquote&gt; - 1Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam. 3Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. 5Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu. 6Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos galileus? 8Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna? 9Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus!» 12Estavam todos assombrados e, sem saber o que pensar, diziam uns aos outros: «Que significa isto?» 13Outros, por sua vez, diziam, troçando: «Estão cheios de vinho doce.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Pedro à multidão&lt;/blockquote&gt; - 14De pé, com os Onze, Pedro ergueu a voz e dirigiu-lhes então estas palavras:&lt;br /&gt;«Homens da Judeia e todos vós que residis em Jerusalém, ficai sabendo isto e prestai atenção às minhas palavras.&lt;br /&gt; 15Não, estes homens não estão embriagados como imaginais, pois apenas vamos na terceira hora do dia.&lt;br /&gt; 16Mas tudo isto é a realização do que disse o profeta Joel:&lt;br /&gt; 17‘Nos últimos dias, diz o Senhor,&lt;br /&gt;derramarei o meu Espírito sobre toda a criatura.&lt;br /&gt;Os vossos filhos e as vossas filhas hão-de profetizar;&lt;br /&gt;os vossos jovens terão visões,&lt;br /&gt;e os vossos velhos terão sonhos.&lt;br /&gt; 18Certamente, sobre os meus servos&lt;br /&gt;e as minhas servas&lt;br /&gt;derramarei o meu Espírito, nesses dias,&lt;br /&gt;e eles hão-de profetizar.&lt;br /&gt; 19Farei ver prodígios, em cima, no céu, e sinais, em baixo na terra:&lt;br /&gt;sangue, fogo e uma coluna de fumo.&lt;br /&gt; 20O Sol será transformado em trevas e a Lua em sangue,&lt;br /&gt;antes de vir o Dia do Senhor, grande e glorioso.&lt;br /&gt; 21E então, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.’&lt;br /&gt; 22Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, Homem acreditado por Deus junto de vós, com milagres, prodígios e sinais que Deus realizou no meio de vós por seu intermédio, como vós próprios sabeis,&lt;br /&gt; 23este, depois de entregue, conforme o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós o matastes, cravando-o na cruz pela mão de gente perversa.&lt;br /&gt; 24Mas Deus ressuscitou-o, libertando-o dos grilhões da morte, pois não era possível que ficasse sob o domínio da morte.&lt;br /&gt; 25David diz a seu respeito:&lt;br /&gt;‘Eu via constantemente o Senhor diante de mim,&lt;br /&gt;porque Ele está à minha direita, a fim de eu não vacilar.&lt;br /&gt; 26Por isso o meu coração se alegrou&lt;br /&gt;e a minha língua exultou;&lt;br /&gt;e até a minha carne repousará na esperança,&lt;br /&gt; 27porque Tu não abandonarás a minha vida na habitação dos mortos,&lt;br /&gt;nem permitirás que o teu Santo conheça a decomposição.&lt;br /&gt; 28Deste-me a conhecer os caminhos da Vida,&lt;br /&gt;hás-de encher-me de alegria com a tua presença.’&lt;br /&gt; 29Irmãos, seja-me permitido falar-vos sem rodeios: o patriarca David morreu e foi sepultado, e o seu túmulo encontra-se, ainda hoje, entre nós.&lt;br /&gt; 30Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera, sob juramento, que um dos descendentes do seu sangue havia de sentar-se no seu trono,&lt;br /&gt; 31viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo por estas palavras: ‘Não foi abandonado na habitação dos mortos e a sua carne não conheceu a decomposição.’&lt;br /&gt; 32Foi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto nós somos testemunhas.&lt;br /&gt; 33Tendo sido elevado pelo poder de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou-o como vedes e ouvis.&lt;br /&gt; 34David não subiu aos Céus, mas ele próprio diz:&lt;br /&gt;‘O Senhor disse ao meu Senhor:&lt;br /&gt;Senta-te à minha direita,&lt;br /&gt; 35 até Eu pôr os teus inimigos&lt;br /&gt;por estrado dos teus pés.’&lt;br /&gt; 36Saiba toda a casa de Israel, com absoluta certeza, que Deus estabeleceu como Senhor e Messias a esse Jesus por vós crucificado.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Primeiras conversões&lt;/blockquote&gt; - 37Ouvindo estas palavras, ficaram emocionados até ao fundo do coração e perguntaram a Pedro e aos outros Apóstolos: «Que havemos de fazer, irmãos?» 38Pedro respondeu-lhes: «Convertei-vos e peça cada um o baptismo em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo. 39Na verdade, a promessa de Deus é para vós, para os vossos filhos, assim como para todos os que estão longe: para todos os que o Senhor nosso Deus quiser chamar.» 40Com estas e muitas outras palavras, Pedro exortava-os e dizia-lhes: «Afastai-vos desta geração perversa.» 41Os que aceitaram a sua palavra receberam o baptismo e, naquele dia, juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Uma comunidade modelo&lt;/blockquote&gt; - 42Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. 43Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. 44Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. 45Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um. 46Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração. 47Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava, todos os dias, o número dos que tinham entrado no caminho da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;3 Cura de um aleijado&lt;/blockquote&gt; - 1Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde. 2Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que entravam. 3Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola. 4Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.» 5O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles. 6Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» 7E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o.&lt;br /&gt;No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes.&lt;br /&gt; 8De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.&lt;br /&gt; 9Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus.&lt;br /&gt; 10Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe acabava de suceder.&lt;br /&gt; 11E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo, cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Pedro ao povo&lt;/blockquote&gt; - 12Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo:&lt;br /&gt;«Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade,?&lt;br /&gt; 13O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo.&lt;br /&gt; 14Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino.&lt;br /&gt; 15Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas.&lt;br /&gt; 16Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis, recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este homem na vossa presença.&lt;br /&gt; 17Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.&lt;br /&gt; 18Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer.&lt;br /&gt; 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados; 20e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus, 21que deve permanecer no Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora pela boca dos seus santos profetas. 22Moisés disse: ‘O Senhor Deus suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em tudo quanto vos disser. 23Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do meio do povo.’ 24E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel anunciaram igualmente estes dias. 25Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: ‘Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.’ 26Foi primeiramente para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se afastar cada um de vós das suas más acções.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;4 Pedro e João perante o Sinédrio&lt;/blockquote&gt; - 1Estando eles a falar ao povo, surgiram os sacerdotes, o comandante do templo e os saduceus, 2irritados por vê-los a ensinar o povo e a anunciar, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos. 3Deitaram-lhes as mãos e prenderam-nos até ao dia seguinte, pois já era tarde. 4No entanto, muitos dos que tinham ouvido a Palavra abraçaram a fé, e o número dos crentes elevou-se a cerca de cinco mil. 5No dia seguinte, os chefes dos judeus, os anciãos e os escribas reuniram-se em Jerusalém 6com o Sumo Sacerdote Anás, e ainda Caifás, João, Alexandre e todos os membros das famílias dos sumos sacerdotes. 7Mandaram comparecer os Apóstolos diante deles e perguntaram-lhes: «Com que poder ou em nome de quem fizestes isso?» 8Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes:&lt;br /&gt;«Chefes do povo e anciãos,&lt;br /&gt; 9já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e sobre o modo como ele foi curado,&lt;br /&gt; 10ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se apresenta curado diante de vós.&lt;br /&gt; 11Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angular.&lt;br /&gt; 12E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar.»&lt;br /&gt; 13Ao verem o desassombro de Pedro e de João e percebendo que eram homens iletrados e plebeus, ficaram espantados. Reconheciam-nos por terem andado com Jesus,&lt;br /&gt; 14mas, ao mesmo tempo, vendo de pé, junto deles, o homem que fora curado, nada encontraram para replicar.&lt;br /&gt; 15Mandaram-nos, então, sair do Sinédrio e começaram sozinhos a deliberar: 16«Que havemos de fazer a estes homens? Que um milagre notável foi realizado por eles é demasiado claro para todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo. 17No entanto, para evitar que a notícia deste caso se espalhe ainda mais por entre o povo, proibamo-los, com ameaças, de falar, doravante, a quem quer que seja, nesse nome.» 18Chamaram-nos, então, e impuseram-lhes a proibição formal de falar ou ensinar em nome de Jesus. 19Mas Pedro e João retorquiram: «Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, obedecer a vós primeiro do que a Deus. 20Quanto a nós, não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos.» 21Eles, então, com novas ameaças, mandaram-nos em liberdade, não encontrando maneira de os castigar, por causa do povo; pois todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido. 22O homem curado miraculosamente tinha mais de quarenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A oração dos fiéis&lt;/blockquote&gt; - 23Logo que foram postos em liberdade, foram ter com os seus e contaram-lhes tudo quanto os sumos sacerdotes e os anciãos lhes tinham dito. 24Depois de tudo terem ouvido, ergueram a voz a Deus, numa só alma, e disseram:&lt;br /&gt;«Senhor, Tu é que fizeste o Céu, a Terra, o mar e tudo o que neles se encontra.&lt;br /&gt; 25Tu disseste pelo Espírito Santo e pela boca do nosso pai David, teu servo:&lt;br /&gt;‘Porque bramiram as nações&lt;br /&gt;e os povos formaram vãos projectos?&lt;br /&gt; 26Levantaram-se os reis da Terra&lt;br /&gt;e os chefes coligaram-se&lt;br /&gt;contra o Senhor e contra o seu Ungido.’&lt;br /&gt; 27Sim, realmente, Herodes e Pôncio Pilatos coligaram-se nesta cidade com as nações e os povos de Israel, contra o teu Santo Servo Jesus, a quem ungiste,&lt;br /&gt; 28para levarem a cabo tudo quanto determinaste antecipadamente, pelo teu poder e sabedoria.&lt;br /&gt; 29Agora, Senhor, tem em conta as suas ameaças e concede aos teus servos poderem anunciar a tua palavra com todo o desassombro,&lt;br /&gt; 30estendendo a tua mão para se operarem curas, milagres e prodígios, em nome do teu Santo Servo Jesus.»&lt;br /&gt; 31Tinham acabado de orar, quando o lugar em que se encontravam reunidos estremeceu, e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a anunciar a palavra de Deus com desassombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Partilha dos bens&lt;/blockquote&gt; - 32A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. 33Com grande poder, os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e uma grande graça operava em todos eles. 34Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda 35e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse. 36Assim, um levita cipriota, de nome José, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé, isto é, «filho da consolação», 37possuía uma terra; vendeu-a e trouxe a importância, que depositou aos pés dos Apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;5 Fraude de Ananias e Safira&lt;/blockquote&gt; - 1Um certo homem, chamado Ananias, com sua mulher, Safira, vendeu uma propriedade; 2mas desviou parte do preço, de acordo com a mulher e, trazendo o restante, depositou-o aos pés dos Apóstolos. 3Então Pedro perguntou-lhe: «Ananias, porque é que Satanás invadiu o teu coração, a ponto de te levar a mentir ao Espírito Santo e subtraíres uma parte do preço do terreno? 4Não podias tu conservá-lo sem o vender? E, depois de o teres vendido, não podias dispor livremente do valor em teu poder? Como pudeste conceber semelhante plano no teu coração? Não foi aos homens que tu mentiste, mas a Deus.» 5Ao ouvir tais palavras, Ananias caiu e expirou, e um grande terror se apoderou de todos os assistentes. 6Os mais novos aproximaram-se para amortalhar o corpo e levaram-no a enterrar. 7Cerca de três horas depois, entrou sua mulher, ignorando o que se passara. 8Pedro perguntou-lhe: «Foi por tanto que vendestes o terreno?» Ela respondeu: «Sim, foi por esse preço.» 9Pedro insistiu: «Porque combinaste pôr à prova o Espírito do Senhor? Aí estão à porta os pés daqueles que sepultaram o teu marido, e te hão-de levar a ti.» 10No mesmo instante, caiu aos pés do Apóstolo e expirou. Os jovens, entrando, encontraram-na morta e, levando-a, sepultaram-na ao lado do marido. 11Então, um grande temor se apoderou de toda a Igreja e de todos quantos ouviram contar estes acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Milagres dos Apóstolos&lt;/blockquote&gt; - 12Entretanto, pela intervenção dos Apóstolos, faziam-se muitos milagres e prodígios no meio do povo. Reuniam-se todos no Pórtico de Salomão 13e, dos restantes, ninguém se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo não cessava de os enaltecer. 14Sempre em maior número, juntavam-se, em massa, homens e mulheres, acreditando no Senhor, 15a tal ponto que traziam os doentes para as ruas e colocavam-nos em enxergas e catres, a fim de que, à passagem de Pedro, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles. 16A multidão vinha também das cidades próximas de Jerusalém, transportando enfermos e atormentados por espíritos malignos, e todos eram curados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Prisão e libertação dos Apóstolos&lt;/blockquote&gt; - 17Surgiu, então, o Sumo Sacerdote com todos os seus sequazes, isto é, o partido dos saduceus; encheram-se de inveja 18e deitaram as mãos aos Apóstolos, metendo-os na prisão pública. 19Mas, durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, depois de os ter conduzido para fora, disse-lhes: 20«Ide para o templo e anunciai ao povo a Palavra da Vida.» 21Obedientes a essas ordens, entraram no templo de manhã cedo e começaram a ensinar.&lt;br /&gt;Entretanto, chegou o Sumo Sacerdote com os seus sequazes; convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos filhos de Israel e mandaram buscar os Apóstolos à cadeia.&lt;br /&gt; 22Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão e voltaram, declarando:&lt;br /&gt; 23«Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta, mas, depois de a abrirmos, não encontrámos ninguém no interior.»&lt;br /&gt; 24Esta notícia pôs os sumos sacerdotes e o comandante do templo numa grande perplexidade acerca dos Apóstolos, e perguntavam a si próprios o que poderia significar tudo aquilo.&lt;br /&gt; 25Veio, então, alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na prisão estão agora no templo a ensinar o povo.»&lt;br /&gt; 26O comandante do templo dirigiu-se imediatamente para lá com os guardas e trouxe os Apóstolos, mas não à força, pois receavam ser apedrejados pelo povo.&lt;br /&gt; 27Trouxeram-nos, pois, e levaram-nos à presença do Sinédrio. O Sumo Sacerdote, interrogando-os,&lt;br /&gt; 28disse: «Proibimo-vos formalmente de ensinardes nesse nome, mas vós enchestes Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem.» 29Mas Pedro e os Apóstolos responderam: «Importa mais obedecer a Deus do que aos homens. 30O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem matastes, suspendendo-o num madeiro. 31Foi a Ele que Deus elevou, com a sua direita, como Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. 32E nós somos testemunhas destas coisas, juntamente com o Espírito Santo, que Deus tem concedido àqueles que lhe obedecem.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Intervenção de Gamaliel&lt;/blockquote&gt; - 33Enraivecidos com tal linguagem, pensaram a sério em matá-los. 34Ergueu-se, então, um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei, respeitado por todo o povo. Mandou sair os acusados por alguns momentos 35e, tomando a palavra, disse:&lt;br /&gt;«Homens de Israel, tende cuidado com o que ides fazer a esses homens!&lt;br /&gt; 36Nos últimos tempos, apareceu Teudas, que se dizia alguém e ao qual seguiram cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada.&lt;br /&gt; 37Depois dele, apareceu também Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo atrás dele. Morreu, igualmente, e todos os seus adeptos foram dispersos.&lt;br /&gt; 38E, agora, digo-vos: não vos metais com esses homens, deixai-os. Se o seu empreendimento é dos homens, esta obra acabará por si própria;&lt;br /&gt; 39mas, se vem de Deus, não conseguireis destruí-los, sem correrdes o risco de entrardes em guerra contra Deus.»&lt;br /&gt;Concordaram, então, com as suas palavras.&lt;br /&gt; 40Trouxeram novamente os Apóstolos e, depois de os mandarem açoitar, proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos.&lt;br /&gt; 41Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria, por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus.&lt;br /&gt; 42E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;6 Instituição dos Sete&lt;/blockquote&gt; - 1Por esses dias, como o número de discípulos ia aumentando, houve queixas dos helenistas contra os hebreus, porque as suas viúvas eram esquecidas no serviço diário. 2Os Doze convocaram, então, a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas. 3Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa. 4Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra.» 5A proposta agradou a toda a assembleia e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócuro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6Foram apresentados aos Apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as mãos. 7A palavra de Deus ia-se espalhando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém, e grande número de sacerdotes obedeciam à Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II. EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM (6,8-12,25)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Prisão de Estêvão&lt;/blockquote&gt; - 8Cheio de graça e força, Estêvão fazia extraordinários milagres e prodígios entre o povo. 9Ora, alguns membros da sinagoga, chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, vieram para discutir com Estêvão; 10mas era-lhes impossível resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Subornaram, então, uns homens para dizerem: «Ouvimo-lo proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.» 12Provocaram, assim, a ira do povo, dos anciãos e dos escribas; depois, surgindo-lhe na frente, arrebataram-no e levaram-no ao Sinédrio. 13Aí, apresentaram falsas testemunhas que declararam: «Este homem não cessa de falar contra este Lugar Santo e contra a Lei, 14pois ouvimo-lo afirmar que Jesus, o Nazareno, destruiria este lugar e mudaria as regras que Moisés nos legou.» 15Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto era como o rosto de um Anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;7 Discurso de Estêvão&lt;/blockquote&gt; - 1Depois, o Sumo Sacerdote perguntou-lhe: «Isso é verdade?» 2Ele respondeu:&lt;br /&gt;«Irmãos e pais, escutai! O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando ele estava na Mesopotâmia, antes de se ter estabelecido em Haran,&lt;br /&gt; 3e disse-lhe: ‘Deixa a tua terra e a tua parentela e vai para a terra que te hei-de mostrar.’&lt;br /&gt; 4Abandonou, então, o país dos caldeus, e foi estabelecer-se em Haran. Daí, após a morte do pai, Deus fê-lo emigrar para esta terra que habitais agora.&lt;br /&gt; 5Não lhe deu aí propriedade alguma, nem mesmo um palmo de terra, mas prometeu-lhe a posse dela, a ele e, depois, à sua descendência, embora não tivesse sequer um filho.&lt;br /&gt; 6E Deus afirmou-lhe que a sua descendência habitaria em terra estranha, que a reduziriam à escravidão e que seria maltratada, durante quatrocentos anos.&lt;br /&gt; 7‘Mas o povo de quem forem escravos, hei-de Eu julgá-lo, disse Deus. Depois disso, hão-de sair e prestar-me culto neste lugar.’&lt;br /&gt; 8Em seguida, deu-lhe a aliança da circuncisão. Foi assim que Abraão gerou Isaac e o circuncidou, ao oitavo dia. E Isaac fez o mesmo a Jacob, e Jacob aos doze patriarcas.&lt;br /&gt; 9Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no, a fim de ser levado para o Egipto. Mas Deus estava com ele: 10livrou-o de todas as provas e deu-lhe graça e sabedoria diante do faraó, rei do Egipto, que o nomeou governador desse país e de toda a sua casa. 11Veio depois a fome sobre todo o Egipto e sobre Canaã. A angústia era grande e os nossos pais não encontravam nada para comer. 12Ouvindo dizer que no Egipto havia trigo, Jacob mandou lá os nossos pais, uma primeira vez. 13À segunda vez, José deu-se a conhecer a seus irmãos e sua origem foi revelada ao Faraó. 14José mandou então buscar seu pai Jacob e toda a sua parentela, composta de setenta e cinco pessoas. 15Jacob desceu ao Egipto e lá morreu, assim como os nossos pais. 16Os seus corpos foram trasladados para Siquém e depositados no sepulcro que Abraão adquirira, por uma importância em prata, aos filhos de Emor, em Siquém. 17Enquanto se aproximava o tempo em que deveria realizar-se a promessa feita por Deus a Abraão, o povo cresceu e multiplicou-se no Egipto, 18até que subiu ao trono do Egipto um novo rei, que não tinha conhecimento de José. 19Usando de astúcia para com a nossa raça, esse rei perseguiu os nossos pais, até ao ponto de os fazer expor os recém-nascidos, para os privar da vida. 20Nessa altura nasceu Moisés, que era agradável aos olhos de Deus. Foi criado durante três meses em casa de seu pai. 21Depois, tendo sido exposto, a filha do Faraó recolheu-o e criou-o como seu próprio filho. 22Moisés foi iniciado em toda a ciência dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. 23Quando completou os quarenta anos, veio-lhe ao espírito a ideia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. 24Ao ver um deles maltratado, tomou a sua defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Pensava que os seus irmãos compreenderiam ser Deus quem, por sua mão, lhes trazia a liberdade, mas não o compreenderam. 26No dia seguinte, apareceu a dois deles que lutavam, e pretendeu reconciliá-los, dizendo: ‘Sendo irmãos, porque vos agredis um ao outro?’ 27Então, aquele que agredia o companheiro repeliu-o, dizendo: ‘Quem te nomeou nosso chefe e nosso juiz. 28Queres matar-me como ontem mataste o egípcio?’ 29A essas palavras, Moisés fugiu e foi residir, como estrangeiro, para a terra de Madian, onde teve dois filhos. 30Ao fim de quarenta anos, apareceu-lhe um Anjo no deserto do monte Sinai, na chama de uma sarça ardente. 31Perante essa aparição, Moisés ficou estupefacto e, aproximando-se para observar melhor, fez-se ouvir a voz do Senhor: 32‘Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob.’ A tremer, Moisés não ousava erguer os olhos. 33Então, o Senhor disse-lhe: ‘Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. 34Eu vi a angústia do meu povo no Egipto, ouvi os seus gemidos e desci para o libertar. E, agora, vem cá, pois vou mandar-te ao Egipto.’ 35Este Moisés, que eles renegaram, dizendo: ‘Quem te nomeou chefe e juiz’, é este que foi enviado por Deus como chefe e libertador pela mão do anjo que lhe apareceu na sarça. 36Foi ele que os fez sair do Egipto, realizando prodígios e milagres na terra do Egipto, no Mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos. 37Foi ele, Moisés, quem disse aos filhos de Israel: ‘Deus fará surgir um profeta como eu, entre os vossos irmãos.’ 38Foi ele que, durante a assembleia no deserto, esteve entre o Anjo, que lhe falava no monte Sinai, e os nossos pais; foi ele que recebeu as palavras de vida, para no-las transmitir. 39Foi a ele que os nossos pais se recusaram a obedecer, antes o repeliram, voltando em seus corações ao Egipto 40e dizendo a Aarão: ‘Faz-nos deuses que marchem à nossa frente, pois desse Moisés que nos fez sair do Egipto, não sabemos o que foi feito dele.’ 41E, nesses dias, construíram um bezerro, ofereceram um sacrifício ao ídolo e festejaram alegremente a obra das suas próprias mãos. 42Deus, então, afastou-se deles e entregou-os ao culto do exército celeste, como está escrito no Livro dos Profetas:&lt;br /&gt;‘Oferecestes-me, porventura, vítimas e sacrifícios&lt;br /&gt;durante quarenta anos, no deserto, ó Casa de Israel?&lt;br /&gt; 43Vós transportastes a tenda de Moloc&lt;br /&gt;e a estrela do deus Refan,&lt;br /&gt;imagens que fizestes para as adorar!&lt;br /&gt;Por isso, exilar-vos-ei para além da Babilónia.’&lt;br /&gt; 44Os nossos pais tinham no deserto a tenda do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que a construísse de harmonia com o modelo por ele visto.&lt;br /&gt; 45Foi precisamente essa tenda que os nossos pais receberam e introduziram, sob o comando de Josué, no território conquistado aos povos que Deus expulsou na sua frente, e assim se manteve até aos dias de David.&lt;br /&gt; 46Este achou graça diante de Deus e pediu para edificar uma habitação ao Deus de Jacob.&lt;br /&gt; 47Foi, porém, Salomão quem lhe construiu uma casa.&lt;br /&gt; 48Mas o Altíssimo não habita em casas erguidas pela mão do homem, como diz o profeta:&lt;br /&gt; 49‘O Céu é o meu trono&lt;br /&gt;e a Terra, estrado dos meus pés.&lt;br /&gt;Que casa me haveis de construir, diz o Senhor,&lt;br /&gt;e qual será o lugar do meu repouso?&lt;br /&gt; 50Não foi a minha mão que fez todas as coisas?’&lt;br /&gt; 51Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre vos opondes ao Espírito Santo; como foram os vossos pais, assim sois vós também.&lt;br /&gt; 52Qual foi o profeta que os vossos pais não tenham perseguido? Mataram os que predisseram a vinda do Justo, a quem traístes e assassinastes,&lt;br /&gt; 53vós, que recebestes a Lei pelo ministério dos anjos, mas não a guardastes!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Martírio de Estêvão&lt;/blockquote&gt; - 54Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé, à direita de Deus. 56«Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita de Deus.» 57Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma, atiraram-se a ele 58e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo.&lt;br /&gt;As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.&lt;br /&gt; 59E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.»&lt;br /&gt; 60Depois, posto de joelhos, bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado.» Dito isto, adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;8 Saulo, o perseguidor&lt;/blockquote&gt; - 1Saulo aprovava também essa morte. No mesmo dia, uma terrível perseguição caiu sobre a igreja de Jerusalém. À excepção dos Apóstolos, todos se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria. 2Entretanto, homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grandes lamentações. 3Quanto a Saulo, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e entregava-os à prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Filipe leva o Evangelho à Samaria&lt;/blockquote&gt; - 4Os que tinham sido dispersos foram de aldeia em aldeia, anunciando a palavra da Boa-Nova. 5Foi assim que Filipe desceu a uma cidade da Samaria e aí começou a pregar Cristo. 6Ao ouvi-lo falar e ao vê-lo realizar milagres, as multidões aderiam unanimemente à pregação de Filipe. 7De facto, de muitos possessos saíam espíritos malignos, soltando grandes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. 8E houve grande alegria naquela cidade. 9Encontrava-se na cidade um homem chamado Simão, que praticava a magia e assombrava o povo de Samaria, dizendo ser ele próprio algo de grande. 10Do mais pequeno ao maior, todos acreditavam nele. «Este homem, diziam, é a Força de Deus, chamada a grande.» 11Acreditavam nele porque, havia bastante tempo, tinham-se deixado entusiasmar pelas suas habilidades mágicas. 12Mas, quando acreditaram em Filipe, que lhes anunciava a Boa-Nova do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, homens e mulheres começaram a receber o baptismo. 13O próprio Simão também acreditou e, depois de baptizado, andava sempre com Filipe; e, ao ver os grandes milagres e portentos que ele fazia, ficava assombrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pedro e João na Samaria&lt;/blockquote&gt; - 14Quando os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, tiveram conhecimento de que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. 15Estes desceram até lá e oraram pelos samaritanos para eles receberem o Espírito Santo. 16Na verdade, não descera ainda sobre nenhum deles, pois tinham apenas recebido o baptismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João iam, então, impondo as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo. 18Ao ver que o Espírito Santo era dado pela imposição das mãos dos Apóstolos, Simão ofereceu-lhes dinheiro, 19dizendo: «Dai-me também a mim esse poder, para que aquele a quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.» 20Mas Pedro replicou: «Vá contigo o teu dinheiro para a perdição, pois julgaste comprar o Dom de Deus com dinheiro. 21Neste assunto, não tens parte, nem herança, pois o teu coração não é recto diante de Deus. 22Arrepende-te, portanto, da tua má intenção e roga ao Senhor que te perdoe - se for possível - o projecto do teu coração. 23Vejo-te, efectivamente, a transbordar de fel e nos laços da iniquidade.» 24Simão respondeu: «Intercedei vós mesmos por mim junto do Senhor, para que não me aconteça nada do que acabais de dizer.» 25Quanto aos Apóstolos, depois de terem dado o seu testemunho e&lt;br /&gt;anunciado a palavra do Senhor, regressaram a Jerusalém, proclamando a Boa-Nova a muitas aldeias da Samaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Filipe e o eunuco etíope&lt;/blockquote&gt; - 26O Anjo do Senhor falou a Filipe e disse-lhe: «Põe-te a caminho e dirige-te para o Sul, pela estrada que desce de Jerusalém para Gaza, a qual se encontra deserta.» 27Ele pôs-se a caminho e foi para lá. Ora, um etíope, eunuco e alto funcionário da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém, 28regressava, na mesma altura, sentado no seu carro, a ler o profeta Isaías. 29O Espírito disse a Filipe: «Vai e acompanha aquele carro.» 30Filipe, acorrendo, ouviu o etíope a ler o profeta Isaías e perguntou-lhe: «Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» 31Respondeu ele: «E como poderei compreender, sem alguém que me oriente?» E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto dele. 32A passagem da Escritura que ele estava a ler era a seguinte:&lt;br /&gt;Como ovelha levada ao matadouro,&lt;br /&gt;e como cordeiro sem voz diante daquele que o tosquia,&lt;br /&gt;assim Ele não abre a sua boca.&lt;br /&gt; 33Na humilhação se consumou o seu julgamento,&lt;br /&gt;e quem poderá contar a sua geração?&lt;br /&gt;Da face da terra foi tirada a sua vida!&lt;br /&gt; 34Dirigindo-se a Filipe, o eunuco disse-lhe: «Peço-te que me digas: De quem fala o profeta? De si mesmo ou de outra pessoa?»&lt;br /&gt; 35Então, Filipe tomou a palavra e, partindo desta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Boa-Nova de Jesus.&lt;br /&gt; 36Pelo caminho fora, encontraram uma nascente de água, e o eunuco disse: «Está ali água! Que me impede de ser baptizado?»&lt;br /&gt; 37Filipe respondeu: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.»&lt;br /&gt; 38E mandou parar o carro. Ambos desceram à água, Filipe e o eunuco, e Filipe baptizou-o.&lt;br /&gt; 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco não o viu mais, seguindo o seu caminho cheio de alegria.&lt;br /&gt; 40Filipe encontrou-se em Azoto e, partindo dali, foi anunciando a Boa-Nova a todas as cidades, até que chegou a Cesareia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;9 Conversão de Saulo&lt;/blockquote&gt; - 1Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote 2e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém. 3Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. 4Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, porque me persegues?» 5Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» Respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 6Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer.» 7Os seus companheiros de viagem tinham-se detido, emudecidos, ouvindo a voz, mas sem verem ninguém. 8Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco, 9onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber. 10Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe numa visão: «Ananias!» Respondeu: «Aqui estou, Senhor.» 11O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.» 12Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. 13Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. 14E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.» 15Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. 16Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.» 17Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.» 18Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Saulo em Damasco&lt;/blockquote&gt; - 19Depois de se ter alimentado, voltaram-lhe as forças e passou alguns dias com os discípulos, em Damasco. 20Começou, então, imediatamente, a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus. 21Os que o ouviam ficavam estupefactos e diziam: «Não era ele que, em Jerusalém, perseguia aqueles que invocam o nome de Jesus? Não tinha ele vindo aqui expressamente para os levar, presos, aos sumos sacerdotes?» 22Mas Saulo fortalecia-se cada vez mais e confundia os judeus de Damasco, demonstrando-lhes que Jesus era o Messias. 23Passado muito tempo, os judeus combinaram matá-lo, 24mas Saulo foi avisado das suas intenções. Até as portas da cidade eram guardadas, noite e dia, com o fim de o matarem. 25Então os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha abaixo, dentro de um cesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Saulo em Jerusalém&lt;/blockquote&gt; - 26Chegado a Jerusalém, Saulo procurava reunir-se aos discípulos, mas todos tinham medo dele, não querendo acreditar que fosse um discípulo. 27Barnabé tomou-o, então, consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como ele, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe falara, e com que coragem ele anunciara o nome de Jesus em Damasco. 28A partir desse dia, ficou com eles, indo e vindo por Jerusalém e confessando corajosamente o nome do Senhor. 29Dirigia-se também aos helenistas e discutia com eles, mas estes planeavam a sua morte. 30Os irmãos, porém, ao saberem disto, levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pedro cura um paralítico&lt;/blockquote&gt; - 31Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, crescia como um edifício e caminhava no temor do Senhor e, com a assistência do Espírito Santo, ia aumentando. 32Pedro, que andava por toda a parte, desceu também até junto dos santos que habitavam em Lida. 33Encontrou lá, estendido num catre, havia oito anos, um homem chamado Eneias, que era paralítico. 34Pedro disse-lhe: «Eneias, Jesus Cristo vai curar-te! Levanta-te e arranja a enxerga.» E ele ergueu-se imediatamente. 35Todos os habitantes de Lida e da planície de Saron viram isso e converteram-se ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ressurreição de Tabitá&lt;/blockquote&gt; - 36Havia em Jope, entre os discípulos, uma mulher chamada Tabitá, que significa «Gazela.» Era rica em boas obras e nas esmolas que distribuía. 37Ora, nesses dias, caiu doente e morreu. Depois de a terem lavado, depositaram-na na sala de cima. 38Como Lida era perto de Jope e ouvindo os discípulos dizer que Pedro estava lá, mandaram-lhe dois homens com o seguinte pedido: «Vem depressa ter connosco!» 39Pedro partiu imediatamente com eles. Logo que chegou, levaram-no à sala de cima e encontrou lá todas as viúvas, que choravam e lhe mostravam as túnicas e mantos feitos por Dórcada, enquanto ela estava na sua companhia. 40Pedro mandou sair toda a gente, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se depois para o corpo, disse: «Tabitá, levanta-te!» Ela abriu os olhos e, ao ver Pedro, sentou-se. 41Tomando-a pela mão, Pedro ajudou-a a erguer-se. Chamando então os santos e as viúvas, apresentou-lha viva. 42Toda a cidade de Jope soube deste acontecimento e muitos acreditaram no Senhor. 43Pedro ficou em Jope bastante tempo ainda, em casa de um curtidor chamado Simão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;10 Visão de Cornélio em Cesareia&lt;/blockquote&gt; - 1Havia em Cesareia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte itálica. 2Piedoso e temente a Deus, como aliás toda a sua casa, dava largas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus. 3Teve uma visão, cerca das três horas da tarde, e viu distintamente o Anjo de Deus entrar, aproximar-se dele e dizer-lhe: «Cornélio!» 4Fitando nele os olhos, cheio de medo, respondeu: «Que é, Senhor?» Respondeu o Anjo: «As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus, e Ele recordou-se de ti. 5E agora, envia homens a Jope e manda chamar um certo Simão, conhecido por Pedro. 6Está hospedado em casa de um curtidor chamado Simão, cuja casa fica à beira-mar.» 7Quando o Anjo se retirou, depois de lhe falar, Cornélio chamou dois dos seus servos e um soldado piedoso, dos que lhe eram pessoalmente dedicados, 8explicou-lhes tudo e mandou-os a Jope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Visão de Pedro em Jope&lt;/blockquote&gt; - 9No dia seguinte, enquanto eles iam a caminho e se aproximavam da cidade, Pedro subiu ao terraço para a oração do meio-dia. 10Então, sentiu fome e quis comer alguma coisa. Enquanto lhe preparavam de comer, foi arrebatado em êxtase. 11Viu o Céu aberto e um objecto, como uma grande toalha atada pelas quatro pontas, a descer para a terra. 12Estava cheia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e de todas as aves do céu. 13E uma voz dizia-lhe: «Vamos, Pedro, mata e come.» 14Mas Pedro retorquiu: «De modo algum, Senhor! Nunca comi nada de profano nem de impuro.» 15E a voz falou-lhe novamente, pela segunda vez: «O que foi purificado por Deus não o consideres tu impuro.» 16Isto repetiu-se por três vezes e, imediatamente, o objecto foi levado para o Céu. 17Atónito, Pedro perguntava a si próprio o que poderia significar a visão que acabara de ter, quando os homens enviados por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, se apresentaram à porta. 18Chamaram e indagaram se era ali que se encontrava hospedado Simão, cujo sobrenome era Pedro. 19E, como Pedro estava ainda a reflectir sobre a visão, o Espírito disse-lhe: «Estão aí três homens a procurar-te. 20Ergue-te, desce e parte com eles sem qualquer hesitação, porque fui Eu que os mandei cá.» 21Pedro desceu, foi ter com os homens e disse: «Sou eu quem procurais. Qual o motivo da vossa vinda?» 22Responderam: «O centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, do qual todo o povo judeu dá bom testemunho, foi avisado por um anjo para te mandar chamar a sua casa e para ouvir as palavras que tens a dizer-lhe.» 23Então Pedro mandou-os entrar e deu-lhes hospedagem.&lt;br /&gt;No dia seguinte, levantando-se, partiu com eles, e alguns irmãos de Jope acompanharam-no.&lt;br /&gt; 24Chegou a Cesareia, um dia depois. Cornélio estava à espera deles com os seus parentes e amigos íntimos, que tinha reunido.&lt;br /&gt; 25Na altura em que Pedro entrava, Cornélio foi ao seu encontro e, caindo-lhe aos pés, prostrou-se.&lt;br /&gt; 26Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou apenas um homem.»&lt;br /&gt; 27E, a conversar com ele, foi para dentro, encontrando muitas pessoas reunidas.&lt;br /&gt; 28Pedro disse-lhes: «Vós sabeis que não é permitido a um judeu ter contacto com um estrangeiro, ou entrar em sua casa. Mas Deus mostrou-me que não se deve chamar profano ou impuro a homem algum.&lt;br /&gt; 29Por isso, não opus qualquer dificuldade ao vosso convite. Peço-vos apenas que me digais o motivo por que me mandastes chamar.»&lt;br /&gt; 30Cornélio respondeu: «Faz hoje três dias, a esta mesma hora, estava eu em minha casa a fazer a oração das três horas da tarde, quando surgiu de repente um homem com uns trajes resplandecentes, diante de mim, 31e me disse: ‘Cornélio, a tua oração foi atendida e as tuas esmolas foram recordadas diante de Deus. 32Envia, pois, emissários a Jope e manda chamar Simão, cujo sobrenome é Pedro. Está hospedado em casa de Simão, curtidor, junto ao mar.’ 33Mandei-te imediatamente chamar e agradeço-te teres vindo. E, agora, estamos todos na tua presença para ouvirmos o que Deus te ordenou.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Pedro em casa de Cornélio&lt;/blockquote&gt; - 34Então, Pedro tomou a palavra e disse: «Reconheço, na verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, 35mas que, em qualquer povo, quem o teme e põe em prática a justiça, lhe é agradável. 36Enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a Boa-Nova da paz, por Jesus Cristo, Ele que é o Senhor de todos. 37Sabeis o que ocorreu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: 38como Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré, o qual andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele. 39E nós somos testemunhas do que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém.&lt;br /&gt;A Ele, que mataram, suspendendo-o de um madeiro,&lt;br /&gt; 40Deus ressuscitou-o, ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se,&lt;br /&gt; 41não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois da sua ressurreição dos mortos.&lt;br /&gt; 42E mandou-nos pregar ao povo e confirmar que Ele é que foi constituído, por Deus, juiz dos vivos e dos mortos.&lt;br /&gt; 43É dele que todos os profetas dão testemunho: quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Baptismo dos primeiros pagãos&lt;/blockquote&gt; - 44Pedro estava ainda a falar, quando o Espírito Santo desceu sobre quantos ouviam a palavra. 45E todos os fiéis circuncisos que tinham vindo com Pedro ficaram estupefactos, ao verem que o dom do Espírito Santo fora derramado também sobre os pagãos, 46pois ouviam-nos falar línguas e glorificar a Deus. Pedro, então, declarou: 47«Poderá alguém recusar a água do baptismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?» 48E ordenou que fossem baptizados em nome de Jesus Cristo. Então eles pediram-lhe que ficasse alguns dias com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;11 Pedro justifica o seu procedimento&lt;/blockquote&gt; - 1Os Apóstolos e os irmãos da Judeia ouviram, entretanto, dizer que também os pagãos tinham recebido a palavra de Deus. 2E, quando Pedro subiu a Jerusalém, os circuncisos começaram a censurá-lo, 3dizendo-lhe: «Tu entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles.» 4Pedro expôs-lhes, então, o caso, do princípio ao fim, dizendo: 5«Estava eu em oração na cidade de Jope quando, em êxtase, tive uma visão: um objecto semelhante a uma grande toalha, descia do céu, preso pelas quatro pontas, e chegou até junto de mim. 6Fitando os olhos nele, pus-me a observar e vi os quadrúpedes da terra, os animais ferozes, os répteis e as aves do céu. 7Ouvi também uma voz que me dizia: ‘Vamos, Pedro, mata e come.’ 8Mas eu respondi: ‘De modo algum, Senhor! Nunca entrou na minha boca nada de profano ou impuro!’ 9A voz fez-se ouvir do Céu, pela segunda vez: ‘O que Deus purificou não o consideres tu impuro.’ 10Isto repetiu-se três vezes; depois, tudo foi novamente elevado ao Céu. 11Nesse instante, apresentaram-se três homens na casa em que estávamos, enviados de Cesareia à minha presença. 12O Espírito disse-me que os acompanhasse, sem hesitar. Vieram também comigo os seis irmãos, aqui presentes, e entrámos em casa do homem. 13Ele contou-nos que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa, dizendo-lhe: ‘Envia alguém a Jope e manda chamar Simão, cujo sobrenome é Pedro; 14ele dir-te-á palavras que te hão-de trazer a salvação, a ti e a toda a tua casa.’ 15Ora, quando principiei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, como sobre nós, ao princípio. 16Recordei-me, então, da palavra do Senhor, quando Ele dizia: ‘João baptizou em água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo.’ 17Se Deus, portanto, lhes concedeu o mesmo dom que a nós, por terem acreditado no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para me opor a Deus?» 18Estas palavras apaziguaram-nos, e eles deram glória a Deus, dizendo: «Deus também concedeu aos pagãos o arrependimento que conduz à Vida!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fundação da igreja de Antioquia&lt;/blockquote&gt; - 19Entretanto, os que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada por causa de Estêvão, adiantaram-se até à Fenícia, Chipre e Antioquia, mas não anunciavam a palavra senão aos judeus. 20Houve, porém, alguns deles, homens de Chipre e Cirene que, chegando a Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando-lhes a Boa-Nova do Senhor Jesus. 21A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor. 22A notícia chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia. 23Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se com isso e exortou-os a todos a que se conservassem unidos ao Senhor, de coração firme; 24ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25Então, Barnabé foi a Tarso procurar Saulo. 26Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Caridade dos primeiros cristãos&lt;/blockquote&gt; - 27Nesses dias, uns profetas desceram de Jerusalém a Antioquia. 28Um deles, chamado Agabo, ergueu-se e, sob a inspiração do Espírito, predisse que haveria uma grande fome por toda a terra. Foi a que sobreveio no reinado de Cláudio. 29Os discípulos, cada qual segundo as suas posses, resolveram então enviar socorros aos irmãos da Judeia, 30o que fizeram, mandando-os aos anciãos, por intermédio de Barnabé e de Saulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;12 Execução de Tiago. Prisão de Pedro&lt;/blockquote&gt; - 1Por esse tempo, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, 3e, vendo que tal procedimento agradara aos judeus, mandou também prender Pedro. Decorriam os dias dos Ázimos. 4Depois de o mandar prender, meteu-o na prisão, entregando-o à guarda de quatro piquetes, de quatro soldados cada um, na intenção de o fazer comparecer perante o povo, a seguir à Páscoa. 5Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele. 6Na noite anterior ao dia em que Herodes contava fazê-lo comparecer, Pedro estava a dormir entre dois soldados, bem preso por duas correntes, e diante da porta estavam sentinelas de guarda à prisão. 7De repente, apareceu o Anjo do Senhor e a masmorra foi inundada de luz. O anjo despertou Pedro, tocando-lhe no lado e disse-lhe: «Ergue-te depressa!» E as correntes caíram-lhe das mãos. 8O anjo prosseguiu: «Põe o cinto e calça as sandálias.» Pedro assim fez. Depois, disse-lhe: «Cobre-te com a capa e segue-me.» 9Pedro saiu e seguiu-o. Não se dava conta da realidade da intervenção do anjo, pois julgava que era uma visão. 10Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma. Saíram, avançando por uma rua, e logo o anjo se retirou de junto dele. 11Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo e me arrancou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava.» 12E, depois de reflectir, dirigiu-se a casa de Maria, mãe de João, de sobrenome Marcos, onde numerosos fiéis estavam reunidos a orar. 13Bateu à porta da entrada, e uma serva chamada Rode veio atender. 14Reconheceu a voz de Pedro e, com alegria, em vez de abrir, correu a anunciar que Pedro se encontrava em frente da porta. 15«Estás louca!» disseram eles. Como ela afirmava, sem hesitar, que era verdade, disseram: «É o seu anjo.» 16Pedro, entretanto, continuava a bater à porta. Eles abriram e, ao vê-lo, ficaram estupefactos. 17Fazendo-lhes sinal com a mão para se calarem, contou-lhes como o Senhor o tinha tirado da prisão e acrescentou: «Mandai dizer tudo isto a Tiago e aos irmãos.» Depois, retirou-se dali e foi para outro lugar. 18Ao romper do dia, grande foi o alvoroço entre os soldados. Que seria feito de Pedro? 19Como Herodes o tivesse mandado buscar e não o encontrassem, submeteu os guardas a um interrogatório e mandou-os matar. Herodes deixou, em seguida, a Judeia, desceu para Cesareia e por ali se demorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Morte de Agripa&lt;/blockquote&gt; - 20Herodes estava furioso com os habitantes de Tiro e de Sídon. Estes, de comum acordo, apresentaram-se diante dele e, depois de terem ganhado Blasto, camareiro do rei, à sua causa, pediram a paz, porque o seu país era abastecido pelo rei. 21No dia aprazado, Herodes, revestido com um traje real e sentado na tribuna, dirigiu-lhes um grande discurso. 22E o povo gritava: «É um deus que fala, não é um homem!» 23Mas, no mesmo instante, o Anjo do Senhor feriu Herodes, por não ter dado glória a Deus. E, roído pelos vermes, expirou. 24Entretanto, a palavra de Deus crescia e multiplicava-se. 25Barnabé e Saulo, depois de terem cumprido a sua missão, regressaram de Jerusalém, levando consigo João, de sobrenome Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;III. MISSÕES DE PAULO (13,1-28,31)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1.ª Viagem Missionária: 13,1-14,28&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;13 Barnabé e Saulo em missão&lt;/blockquote&gt; - 1Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado ‘Níger’, Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo. 2Estando eles a celebrar o culto em honra do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.» 3Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Evangelização de Chipre&lt;/blockquote&gt; - 4Enviados, pois, pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e ali meteram-se num barco, rumo à ilha de Chipre. 5Chegados que foram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham também João como auxiliar. 6Percorreram toda a ilha até Pafos e encontraram lá um mago, falso profeta, judeu, chamado Barjesus, 7que estava ao serviço do procônsul Sérgio Paulo, homem ponderado. Este mandou chamar Barnabé e Saulo, desejoso de ouvir a palavra de Deus. 8Mas o mago Elimas - assim se traduz o seu nome - opôs-se-lhe, procurando desviar da fé o procônsul. 9Então Saulo - também chamado Paulo - cheio do Espírito Santo, fitou nele os olhos 10e disse-lhe: «Ó criatura, cheia de todas as astúcias e de toda a iniquidade, filho do diabo, inimigo de toda a justiça, quando é que cessarás de perverter os rectos caminhos do Senhor? 11Mas agora a mão do Senhor está sobre ti: vais ficar cego e, durante algum tempo, não hás-de ver o sol.» No mesmo instante, caíram sobre ele o nevoeiro e as trevas e, voltando-se para todos os lados, procurava alguém que o guiasse pela mão. 12Vendo, então, o que se tinha passado, o procônsul abraçou a fé, vivamente impressionado com a doutrina do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O Evangelho na Ásia Menor&lt;/blockquote&gt; - 13De Pafos, onde embarcaram Paulo e os companheiros, dirigiram-se a Perga da Panfília. João, porém, separando-se deles, voltou para Jerusalém. 14Quanto àqueles, deixaram Perga e, caminhando sempre, chegaram a Antioquia da Pisídia.&lt;br /&gt;A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.&lt;br /&gt; 15Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tiverdes alguma exortação a dirigir ao povo, falai.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Paulo em Antioquia da Pisídia&lt;/blockquote&gt; - 16Então, Paulo, levantando-se, fez sinal com a mão e disse:&lt;br /&gt;«Homens de Israel e vós os tementes a Deus, escutai:&lt;br /&gt; 17O Deus deste povo, o Deus de Israel, escolheu os nossos pais e engrandeceu este povo durante a sua permanência no Egipto. Depois, com a força do seu braço, retirou-o de lá&lt;br /&gt; 18e, durante uns quarenta anos, sustentou-o no deserto.&lt;br /&gt; 19A seguir, exterminando sete nações na terra de Canaã, conferiu-lhes a posse do seu território,&lt;br /&gt; 20por cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Depois disso, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel.&lt;br /&gt; 21Em seguida, pediram um rei, e Deus concedeu-lhes, durante quarenta anos, Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim.&lt;br /&gt; 22Pondo este de parte, Deus elevou David como rei, e a seu respeito deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades.’&lt;br /&gt; 23Da sua descendência, segundo a sua promessa, Deus proporcionou a Israel um Salvador, que é Jesus. 24João preparou a sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Quase a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas vem, depois de mim, alguém cujas sandálias não sou digno de desatar.’ 26Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que de entre vós são tementes a Deus, a nós é que foi dirigida a palavra de salvação. 27Sem dúvida, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-o, cumpriram, sem disso se aperceberem, as profecias que são lidas todos os sábados. 28Embora não tivessem encontrado nele motivo algum de morte, exigiram a Pilatos que o mandasse matar. 29Quando cumpriram tudo o que acerca dele estava escrito, desceram-no do madeiro e sepultaram-no. 30Mas Deus ressuscitou-o dos mortos 31e, durante muitos dias, apareceu aos que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém, os quais são agora suas testemunhas diante do povo. 32E nós estamos aqui para vos anunciar a Boa-Nova de que a promessa feita a nossos pais, 33Deus a cumpriu em nosso benefício, para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no Salmo segundo:&lt;br /&gt;Tu és meu filho, Eu hoje te gerei!&lt;br /&gt; 34Que Deus o ressuscitou dos mortos para não mais voltar à corrupção, disse-o Ele deste modo:&lt;br /&gt;Dar-vos-ei as coisas santas de David,&lt;br /&gt;que são verdadeiras.&lt;br /&gt; 35Por isso, diz noutra passagem:&lt;br /&gt;Não deixarás o teu Santo ver a corrupção.&lt;br /&gt; 36Ora David, depois de servir em sua vida os desígnios de Deus, morreu; foi reunir-se a seus pais e viu a corrupção.&lt;br /&gt; 37Mas aquele que Deus ressuscitou não viu a corrupção.&lt;br /&gt; 38Ficai sabendo, irmãos, que por seu intermédio é que vos é anunciada a remissão dos pecados. A justificação completa que não pudestes obter pela Lei de Moisés,&lt;br /&gt; 39obtê-la-á por meio dele todo aquele que crê.&lt;br /&gt; 40Tende, pois, cautela, para que vos não aconteça o que se diz nos profetas:&lt;br /&gt; 41Olhai, vós, os desdenhosos,&lt;br /&gt;admirai-vos e desaparecei!&lt;br /&gt;Porque Eu vou fazer uma obra em vossos dias,&lt;br /&gt;obra em que não acreditaríeis,&lt;br /&gt;se alguém vo-la contasse.»&lt;br /&gt; 42À saída, pediram-lhe que falasse do mesmo assunto no sábado seguinte.&lt;br /&gt; 43Depois da reunião, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiam Paulo e Barnabé, os quais, nas suas conversas com eles, os exortavam a perseverar na graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo e Barnabé dirigem-se aos pagãos&lt;/blockquote&gt; - 44No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor. 45A presença da multidão encheu os judeus de inveja, e responderam com blasfémias ao que Paulo dizia. 46Então, desassombradamente, Paulo e Barnabé afirmaram:&lt;br /&gt;«Era primeiramente a vós que a palavra de Deus devia ser anunciada. Visto que a repelis e vós próprios vos julgais indignos da vida eterna, voltamo-nos para os pagãos,&lt;br /&gt; 47pois assim nos ordenou o Senhor:&lt;br /&gt;Estabeleci-te como luz dos povos,&lt;br /&gt;para levares a salvação&lt;br /&gt;até aos confins da Terra.»&lt;br /&gt; 48Ao ouvirem isto, os pagãos encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor; e todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé.&lt;br /&gt; 49Assim, a palavra do Senhor divulgava-se por toda aquela região.&lt;br /&gt; 50Mas os judeus incitaram as senhoras devotas mais distintas e os de maior categoria da cidade, desencadeando uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e expulsaram-nos do seu território.&lt;br /&gt; 51Estes, sacudindo contra eles o pó dos pés, foram para Icónio.&lt;br /&gt; 52Quanto aos discípulos, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;14 Paulo e Barnabé em Icónio&lt;/blockquote&gt; - 1Em Icónio, Paulo e Barnabé entraram igualmente na sinagoga dos judeus e falaram de tal maneira que uma grande multidão de judeus e de gregos abraçou a fé. 2Mas os judeus que não acreditaram instigaram e indispuseram os pagãos contra os irmãos. 3Apesar disso, Paulo e Barnabé demoraram-se por lá bastante tempo, absolutamente confiados no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça, concedendo que se fizessem milagres e prodígios pelas mãos deles. 4A população da cidade dividiu-se: uns eram pelos judeus e outros pelos Apóstolos. 5Entre os pagãos e os judeus, conduzidos pelos respectivos chefes, levantou-se um movimento para os maltratar e apedrejar. 6Logo que tiveram conhecimento disso, refugiaram-se nas cidades da Licaónia, Listra e Derbe, e arredores, 7onde começaram a anunciar a Boa-Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em Listra. Cura de um coxo&lt;/blockquote&gt; - 8Havia em Listra um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado. 9Um dia, ouviu Paulo falar. Este, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, 10disse-lhe em voz alta: «Ergue-te, direito sobre os teus pés!» Ele deu um salto e começou a andar. 11Ao ver o que Paulo acabava de fazer, a multidão gritou em licaónio: «Os deuses tomaram forma humana e desceram até nós!» 12E chamavam Zeus a Barnabé, e Hermes a Paulo, pois este é que lhes dirigia a palavra. 13Então, o sacerdote do templo de Zeus, venerado junto da cidade, trazendo touros e grinaldas para as portas da cidade, pretendia, juntamente com a multidão, oferecer-lhes um sacrifício. 14Ao terem conhecimento disso, os Apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e precipitaram-se para a multidão, gritando: 15«Amigos, que fazeis? Também nós somos homens da mesma condição que vós, homens que vos anunciam a Boa-Nova de que deveis abandonar os ídolos vãos e voltar-vos para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles se encontra. 16Nas gerações passadas, permitiu que todos os povos seguissem os seus próprios caminhos, 17mas nem por isso deixou de dar testemunho da sua generosidade, dispensando-vos do céu chuvas e estações de fertilidade, enchendo os vossos corações de alimento e de felicidade.» 18Mesmo depois de terem assim falado, foi a custo que impediram a multidão de lhes oferecer um sacrifício. 19Apareceram, então, vindos de Antioquia e de Icónio, alguns judeus que aliciaram o povo, apedrejaram Paulo e, julgando-o morto, arrastaram-no para fora da cidade. 20Mas, como os discípulos o tivessem rodeado, ele ergueu-se e voltou para a cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Regresso a Antioquia da Síria&lt;/blockquote&gt; - 21Depois de terem anunciado a Boa-Nova àquela cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, Icónio e Antioquia. 22Fortaleciam a alma dos discípulos, encorajavam-nos a manterem-se firmes na fé, porque, diziam eles: «Temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus.» 23Depois de lhes terem constituído anciãos em cada igreja, pela imposição das mãos, e de terem feito orações acompanhadas de jejum, recomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24A seguir, atravessaram a Pisídia, chegaram à Panfília e, 25depois de anunciarem a palavra em Perga, desceram a Atália. 26De lá, foram de barco para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para o trabalho que agora acabavam de realizar. 27Assim que chegaram, reuniram a igreja e contaram tudo o que Deus fizera com eles, e como abrira aos pagãos a porta da fé. 28E demoraram-se bastante tempo com os discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;15 Controvérsia sobre a Lei de Moisés&lt;/blockquote&gt; - 1Alguns que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: «Se não vos circuncidardes, de harmonia com o uso herdado de Moisés, não podereis ser salvos.» 2Depois de muita confusão e de uma controvérsia bastante viva de Paulo e Barnabé contra eles, foi resolvido que Paulo, Barnabé e mais alguns outros subissem a Jerusalém para consultarem, sobre esta questão, os Apóstolos e os Anciãos. 3Então, depois de despedidos pela igreja, atravessaram a Fenícia e a Samaria, relatando a conversão dos pagãos, o que causava imensa alegria a todos os irmãos. 4Chegados a Jerusalém, foram recebidos pela igreja, pelos Apóstolos e Anciãos e contaram tudo o que Deus fizera com eles. 5Levantaram-se alguns do partido dos fariseus, que tinham abraçado a fé, dizendo que era preciso circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés. 6Os Apóstolos e os Anciãos reuniram-se para examinarem a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Pedro&lt;/blockquote&gt; - 7Depois de longa discussão, Pedro ergueu-se e disse-lhes:&lt;br /&gt;«Irmãos, sabeis que Deus me escolheu, desde os primeiros dias, para que os pagãos ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho e abraçassem a fé.&lt;br /&gt; 8E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, concedendo-lhes o Espírito Santo como a nós.&lt;br /&gt; 9Não fez qualquer distinção entre eles e nós, visto ter purificado os seus corações pela fé.&lt;br /&gt; 10Porque tentais agora a Deus, querendo impor aos discípulos um jugo que nem os nossos pais nem nós tivemos força para levar?&lt;br /&gt; 11Além disso, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos que seremos salvos, exactamente como eles.»&lt;br /&gt; 12Toda a assembleia ficou em silêncio e se pôs a ouvir Barnabé e Paulo a descrever os milagres e prodígios que Deus realizara entre os pagãos, por intermédio deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Tiago&lt;/blockquote&gt; - 13Quando acabaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse:&lt;br /&gt;«Irmãos, escutai-me.&lt;br /&gt; 14Simão contou como Deus, desde o princípio, se dignou intervir para tirar de entre os pagãos um povo que fosse consagrado ao seu nome.&lt;br /&gt; 15E com isto concordaram as palavras dos profetas, conforme está escrito:&lt;br /&gt; 16Depois disto, hei-de voltar&lt;br /&gt;a reconstruir a tenda de David, que estava caída;&lt;br /&gt;reconstruirei as suas ruínas&lt;br /&gt;e erguê-la-ei de novo,&lt;br /&gt; 17a fim de que o resto dos homens procure o Senhor,&lt;br /&gt;bem como todos os povos&lt;br /&gt;que foram consagrados ao meu nome&lt;br /&gt;- diz o Senhor, que dá a conhecer&lt;br /&gt; 18 estas coisas desde a eternidade.&lt;br /&gt; 19Por isso, sou de opinião que não se devem importunar os pagãos convertidos a Deus.&lt;br /&gt; 20Que se lhes diga apenas para se absterem de tudo quanto foi conspurcado pelos ídolos, da imoralidade, das carnes sufocadas e do sangue.&lt;br /&gt; 21Desde os tempos antigos, Moisés tem em cada cidade os seus pregadores e é lido todos os sábados nas sinagogas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Carta apostólica&lt;/blockquote&gt; - 22Então, os Apóstolos e os Anciãos, de acordo com toda a Igreja, resolveram escolher alguns de entre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Foram Judas, chamado Barsabas, e Silas, homens respeitados entre os irmãos. 23E mandaram a seguinte carta por intermédio deles:&lt;br /&gt;«Os Apóstolos e os Anciãos, vossos irmãos, aos irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia, saudações!&lt;br /&gt; 24Tendo conhecimento de que, sem autorização da nossa parte, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,&lt;br /&gt; 25resolvemos, de comum acordo, escolher delegados e enviar-vo-los com os nossos queridos Barnabé e Paulo,&lt;br /&gt; 26homens estes que expuseram as suas vidas pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt; 27Enviamos, pois, Judas e Silas, que vos transmitirão verbalmente as mesmas coisas.&lt;br /&gt; 28O Espírito Santo e nós próprios resolvemos não vos impor outras obrigações além destas, que são indispensáveis:&lt;br /&gt; 29abster-vos de carnes imoladas a ídolos, do sangue, de carnes sufocadas e da imoralidade. Procedereis bem, abstendo-vos destas coisas. Adeus.»&lt;br /&gt; 30Eles, então, depois de se despedirem, desceram a Antioquia e, reunindo a assembleia, entregaram a carta. 31Depois de a lerem, todos ficaram satisfeitos com o encorajamento que lhes trazia. 32Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e fortaleceram os irmãos com um longo discurso. 33Ao fim de algum tempo, receberam dos irmãos a paz da despedida, regressando para junto dos que os tinham enviado. 34Silas, porém, resolveu ficar ali, e Judas partiu sozinho para Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2.ª Viagem Missionária: 15,35-18,22&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Desacordo entre Paulo e Barnabé&lt;/blockquote&gt; - 35Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e anunciando, com muitos outros, a Boa-Nova da palavra do Senhor. 36Passados alguns dias, Paulo disse a Barnabé: «Voltemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que anunciámos a palavra do Senhor, para ver como estão.» 37Barnabé queria também levar João, chamado Marcos. 38Mas Paulo não era de parecer que se levasse por companheiro quem deles se tinha afastado na Panfília e não os tinha acompanhado no trabalho. 39Seguiu-se uma discussão tão violenta que se separaram um do outro e Barnabé tomou Marcos consigo, embarcando para Chipre. 40Por seu turno, Paulo escolheu Silas por companheiro e partiu, recomendado pelos irmãos à graça do Senhor. 41Atravessou a Síria e a Cilícia, fortalecendo as igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;16 Paulo e Silas na Macedónia&lt;/blockquote&gt; - 1Paulo chegou em seguida a Derbe e, depois, a Listra.&lt;br /&gt;Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego,&lt;br /&gt; 2que era muito estimado pelos irmãos de Listra e de Icónio.&lt;br /&gt; 3Paulo resolveu levá-lo consigo e, tomando-o, circuncidou-o, por causa dos judeus existentes naquelas regiões, pois todos sabiam que o pai dele era grego.&lt;br /&gt; 4Nas cidades por onde passavam, transmitiam e recomendavam aos irmãos que cumprissem as decisões tomadas pelos Apóstolos e pelos Anciãos de Jerusalém.&lt;br /&gt; 5Dessa forma, as igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.&lt;br /&gt; 6Paulo e Silas atravessaram a Frígia e o território da Galácia, pois o Espírito Santo impediu-os de anunciar a Palavra na Ásia.&lt;br /&gt; 7Chegando à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.&lt;br /&gt; 8Atravessaram, então, a Mísia e desceram para Tróade. 9Ora, durante a noite, Paulo teve uma visão: um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos!» 10Logo que Paulo teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, persuadidos de que Deus nos chamava, para aí anunciar a Boa-Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em Filipos. Conversão de Lídia&lt;/blockquote&gt; - 11Embarcámos em Tróade e fomos directamente a Samotrácia; no dia seguinte, fomos a Neápoles 12e de lá, a Filipos, cidade de primeira categoria deste distrito da Macedónia, e colónia. Estivemos aí durante alguns dias. 13No dia de sábado, saímos fora de portas, em direcção à margem do rio, onde era costume haver oração.&lt;br /&gt;Depois de nos sentarmos, começámos a falar às mulheres que lá se encontravam reunidas.&lt;br /&gt; 14Uma das mulheres chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira e temente a Deus, pôs-se a escutar. O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia.&lt;br /&gt; 15Depois de ter sido baptizada, bem como os de sua casa, fez este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde ficar a minha casa.» E obrigou-nos a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A escrava bruxa&lt;/blockquote&gt; - 16Um dia, quando íamos à oração, encontrámos uma serva que tinha um espírito pitónico e dava muito lucro aos seus senhores, exercendo a adivinhação. 17Começou a seguir Paulo e a nós, bradando: «Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam-vos o caminho da salvação.» 18Isto repetiu-se durante vários dias seguidos. Por fim, já agastado, Paulo voltou-se e disse ao espírito: «Ordeno-te, em nome de Jesus Cristo, que saias desta mulher.» E o espírito saiu imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo e Silas na Prisão&lt;/blockquote&gt; - 19Mas os senhores da escrava, vendo desaparecer a esperança do lucro, apoderaram-se de Paulo e de Silas e arrastaram-nos até à praça pública, à presença dos magistrados. 20Apresentando-os aos estrategos, disseram: «Estes homens espalham a desordem na nossa cidade; são judeus, 21e apregoam usos que não nos é permitido a nós, romanos, nem admitir nem praticar.» 22A multidão amotinou-se contra eles; e os estrategos, arrancando-lhes as vestes, mandaram-nos açoitar. 23Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, lançaram-nos na prisão, recomendando ao carcereiro que os tivesse sob atenta vigilância. 24Ao receber tal ordem, este meteu-os no calabouço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Conversão do carcereiro&lt;/blockquote&gt; - 25Cerca da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus, e os presos escutavam-nos. 26De repente, sentiu-se um violento tremor de terra que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as cadeias de todos se desprenderam. 27Acordando em sobressalto, o carcereiro viu as portas da prisão abertas e puxou da espada para se matar, pensando que os presos se tinham evadido. 28Paulo, então, bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, porque nós estamos todos aqui.» 29O carcereiro pediu luz, correu para dentro da masmorra e lançou-se a tremer, aos pés de Paulo e de Silas. 30Depois, trouxe-os para fora e perguntou: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?» 31Eles responderam: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo tu e os teus.» 32E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, assim como aos que estavam na sua casa. 33O carcereiro, tomando-os consigo, àquela hora da noite, lavou-lhes as feridas e imediatamente se baptizou, ele e todos os seus. 34Depois, levando-os para cima, para a sua casa, pôs-lhes a mesa e entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Libertação de Paulo e Silas&lt;/blockquote&gt; - 35Assim que amanheceu, os estrategos mandaram os lictores dizer ao carcereiro: «Põe esses homens em liberdade.» 36O carcereiro transmitiu a Paulo aquelas palavras: «Os estrategos mandaram dizer que vos pusesse em liberdade. Saí, pois, e ide em paz.» 37Mas Paulo disse aos lictores: «Açoitaram-nos em público, sem julgamento, a nós que somos cidadãos romanos; meteram-nos na prisão, e agora mandam-nos sair às escondidas! Não está bem! Venham eles próprios levar-nos lá para fora.» 38Os lictores foram comunicar estas palavras aos estrategos. Ao ouvirem dizer que eram cidadãos romanos, ficaram muito assustados. 39Foram pedir-lhes desculpa, puseram-nos em liberdade e rogaram-lhes que se retirassem da cidade. 40Ao saírem do cárcere, Paulo e Silas foram a casa de Lídia e, vendo os irmãos, fizeram-lhes as suas recomendações e partiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;17 Em Tessalónica. Dificuldades com os judeus&lt;/blockquote&gt; - 1Passando por Anfípole e Apolónia, chegaram a Tessalónica, onde os judeus tinham uma sinagoga. 2Segundo o seu costume, Paulo foi lá procurá-los e, durante três sábados, discutiu com eles acerca das Escrituras, 3explicando-as e provando que o Messias tinha de sofrer e de ressuscitar dos mortos. «E o Messias - dizia ele - é este Jesus que vos anuncio.» 4Alguns deles ficaram convencidos e reuniram-se a Paulo e Silas, bem como grande número de crentes gregos e muitas mulheres de categoria social. 5Mas os judeus, cheios de inveja, aliciaram alguns indivíduos da escória do povo, provocaram ajuntamentos e espalharam a agitação pela cidade. Assaltaram a casa de Jasão, à procura de Paulo e Silas, para os levarem à assembleia do povo. 6Não os tendo encontrado, arrastaram Jasão e alguns dos irmãos à presença dos politarcas, gritando: «Aqui estão os homens que alvoroçaram o mundo inteiro, 7e Jasão recebeu-os em sua casa. Todos eles estão em oposição aos éditos de César, pois afirmam que há outro rei, Jesus.» 8Impressionaram de tal maneira o povo e os politarcas com os seus clamores, 9que estes só depois de exigirem uma caução de Jasão e dos outros, os libertaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em Bereia &lt;/blockquote&gt;- 10Os irmãos fizeram com que Paulo e Silas partissem imediatamente, de noite, para Bereia. Ao chegarem, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11Estes tinham sentimentos mais nobres do que os de Tessalónica, e acolheram a palavra com maior interesse. Examinavam diariamente as Escrituras para verificarem se tudo era, de facto, assim. 12Muitos deles abraçaram a fé, bem como, de entre os gregos, senhoras das mais distintas e não poucos homens. 13Mas, quando os judeus de Tessalónica souberam que Paulo também anunciava a palavra de Deus em Bereia, foram lá provocar a agitação e a discórdia entre o povo. 14Os irmãos convenceram Paulo a partir em direcção ao mar. Quanto a Silas e a Timóteo, ficaram lá. 15Os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e regressaram, incumbidos de transmitir a Silas e a Timóteo a ordem de irem reunir-se a Paulo o mais rapidamente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo em Atenas&lt;/blockquote&gt; - 16Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o espírito fremia-lhe de indignação, ao ver a cidade repleta de ídolos. 17Discutia na sinagoga com os judeus e prosélitos e, na praça pública, todos os dias, com os que lá apareciam. 18Até alguns filósofos epicuristas e estóicos trocavam impressões com ele. Uns diziam: «Que quererá dizer este papagaio?» Outros: «Parece que é um pregoeiro de deuses estrangeiros.» Isto, porque Paulo anunciava a Boa-Nova de Jesus e a ressurreição. 19Levaram-no com eles ao Areópago e disseram-lhe: «Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? 20O que nos dizes é muito estranho e gostaríamos de saber o que isso quer dizer.» 21Na verdade, tanto os atenienses como os estrangeiros residentes em Atenas não passavam o tempo noutra coisa, senão a dizer ou a escutar as últimas novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso no Areópago&lt;/blockquote&gt; - 22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse, então:&lt;br /&gt;«Atenienses, vejo que sois, em tudo, os mais religiosos dos homens.&lt;br /&gt; 23Percorrendo a vossa cidade e examinando os vossos monumentos sagrados, até encontrei um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido.’ Pois bem! Aquele que venerais sem o conhecer é esse que eu vos anuncio.&lt;br /&gt; 24O Deus que criou o mundo e tudo quanto nele se encontra, Ele, que é o Senhor do Céu e da Terra, não habita em santuários construídos pela mão do homem,&lt;br /&gt; 25nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, Ele, que a todos dá a vida, a respiração e tudo mais.&lt;br /&gt; 26Fez, a partir de um só homem, todo o género humano, para habitar em toda a face da Terra; e fixou a sequência dos tempos e os limites para a sua habitação,&lt;br /&gt; 27a fim de que os homens procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo, mesmo tacteando, embora não se encontre longe de cada um de nós.&lt;br /&gt; 28É nele, realmente, que vivemos,&lt;br /&gt;nos movemos e existimos,&lt;br /&gt;como também o disseram alguns dos vossos poetas:&lt;br /&gt;‘Pois nós somos também da sua estirpe.’&lt;br /&gt; 29Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem.&lt;br /&gt; 30Sem ter em conta estes tempos de ignorância, Deus faz saber, agora, a todos os homens e em toda a parte, que todos têm de se arrepender,&lt;br /&gt; 31pois fixou um dia em que julgará o universo com justiça, por intermédio de um Homem, que designou, oferecendo a todos um motivo de crédito, com o facto de o ter ressuscitado de entre os mortos.»&lt;br /&gt; 32Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, uns começaram a troçar, enquanto outros disseram: «Ouvir-te-emos falar sobre isso ainda outra vez.»&lt;br /&gt; 33Foi assim que Paulo saiu do meio deles.&lt;br /&gt; 34Alguns dos homens, no entanto, concordaram com ele e abraçaram a fé, entre os quais Dionísio, o areopagita, e também uma mulher de nome Dâmaris e outros com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;18 Fundação da igreja de Corinto&lt;/blockquote&gt; - 1Depois disso, Paulo afastou-se de Atenas e foi para Corinto. 2Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália com Priscila, sua mulher, porque um édito de Cláudio ordenara que todos os judeus se afastassem de Roma. Paulo foi procurá-los 3e, como eram da mesma profissão - isto é, fabricantes de tendas - ficou em casa deles e começou a trabalhar. 4Todos os sábados dissertava na sinagoga e esforçava-se por convencer, tanto a judeus como a gregos. 5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedónia, Paulo entregou-se à pregação, afirmando e provando aos judeus que Jesus era o Messias. 6Mas, perante a oposição e as blasfémias deles, sacudiu as suas vestes e disse-lhes: «Que o vosso sangue recaia sobre as vossas cabeças. Eu não sou responsável por isso. De futuro, dirigir-me-ei aos pagãos.» 7Retirou-se dali e foi para casa de um certo Tício Justo, homem temente a Deus, cuja casa era contígua à sinagoga. 8No entanto, Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor, ele e todos os da sua casa; e muitos dos coríntios que ouviam Paulo pregar abraçavam também a fé e recebiam o Baptismo. 9Certa noite, o Senhor disse a Paulo, numa visão: «Nada temas, continua a falar e não te cales, 10porque Eu estou contigo e ninguém porá as mãos em ti para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade.» 11Então, ele ficou lá durante um ano e seis meses, a ensinar-lhes a palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Perante o tribunal de Galião&lt;/blockquote&gt; - 12Sendo Galião procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus, de comum acordo, contra Paulo e levaram-no ao tribunal. 13«Este homem - disseram eles - induz as pessoas a prestar culto a Deus de uma forma contrária à Lei.» 14Paulo ia abrir a boca, quando Galião disse aos judeus: «Se se tratasse de uma injustiça ou grave delito, escutaria as vossas queixas, ó judeus, como é meu dever. 15Mas como se trata de um conflito doutrinal sobre palavras e nomes e acerca de vossa própria Lei, o assunto é convosco. Recuso-me a ser juiz em semelhante questão.» 16E mandou-os sair do tribunal. 17Então todos se apoderaram de Sóstenes, o chefe da sinagoga, e puseram-se a bater-lhe diante do tribunal. E Galião não se importou nada com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Regresso a Antioquia&lt;/blockquote&gt; - 18Depois de se ter demorado ainda algum tempo em Corinto, Paulo despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, com Priscila e Áquila, rapando a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que tinha feito. 19Chegaram a Éfeso, onde os deixou, e foi à sinagoga falar com os judeus. 20Estes pediram que prolongasse a sua estadia, mas não acedeu. 21Porém, despedindo-se, disse-lhes: «Voltarei novamente ter convosco, se Deus quiser.»&lt;br /&gt;E partiu de Éfeso.&lt;br /&gt; 22Desembar-cou em Cesareia, subiu para saudar a igreja e desceu a Antioquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;3.ª Viagem missionária: 18,23-21,26&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 23Depois de aí ter passado algum tempo, voltou a partir e percorreu sucessivamente a Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pregação de Apolo&lt;/blockquote&gt; - 24Entretanto, chegara a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e muito versado nas Escrituras. 25Fora instruído na «Via» do Senhor e, com o espírito cheio de fervor, pregava e ensinava com precisão o que dizia respeito a Jesus, embora só conhecesse o baptismo de João. 26Começou a falar desassombradamente na sinagoga. Priscila e Áquila, que o tinham ouvido, tomaram-no consigo e expuseram-lhe, com mais precisão, a «Via» do Senhor. 27Como ele queria partir para a Acaia, os irmãos encorajaram-no e escreveram aos discípulos, para que o recebessem amigavelmente. Quando lá chegou, pela graça de Deus, prestou grande auxílio aos fiéis; 28pois refutava energicamente os judeus, em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;19 Paulo em Éfeso&lt;/blockquote&gt; - 1Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, depois de atravessar as regiões do interior, chegou a Éfeso. Encontrou alguns discípulos 2e perguntou-lhes: «Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?» Responderam: «Mas nós nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo.» 3E indagou: «Então, que baptismo recebestes?» Responderam eles: «O baptismo de João.» 4«João - disse Paulo - ministrou apenas um baptismo de penitência e dizia ao povo que acreditasse naquele que ia chegar depois dele, isto é, Jesus.» 5Quando isto ouviram, baptizaram-se em nome do Senhor Jesus. 6E, tendo-lhes Paulo imposto as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar línguas e a profetizar. 7Eram, ao todo, uns doze homens. 8Paulo foi, em seguida, à sinagoga, onde, durante três meses, falou desassombradamente e argumentava de forma a persuadir os seus ouvintes sobre o que dizia respeito ao Reino de Deus. 9Como alguns se mostrassem renitentes e não acreditassem, dizendo mal da «Via» perante a multidão, rompeu com eles, afastou-se com os seus discípulos e começou a ensinar diariamente na escola de Tirano. 10Isto prolongou-se por dois anos, de modo que todos os habitantes da Ásia, tanto judeus como gregos, puderam ouvir a palavra do Senhor. 11Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, 12a tal ponto que bastava aplicar aos doentes os lenços e as roupas que tinham estado em contacto com o seu corpo, para que as doenças e os espíritos malignos os deixassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os exorcistas judeus&lt;/blockquote&gt; - 13Entretanto, alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que estavam possuídos de espíritos malignos, dizendo: «Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo anuncia.» 14E havia sete filhos de um certo Escevas, Sumo Sacerdote judeu, que se entregavam a estas práticas. 15Mas o espírito maligno replicou-lhes: «Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?» 16E atirando-se a eles o homem que estava possuído do espírito maligno, apoderou-se de uns e de outros e tratou-os tão violentamente, que tiveram de fugir daquela casa, nus e cobertos de contusões. 17Todos os habitantes de Éfeso, judeus e gregos, souberam da ocorrência, e todos se encheram de temor, sendo enaltecido o nome do Senhor Jesus. 18Muitos dos que tinham abraçado a fé vieram confessar e declarar as suas práticas. 19E muitos dos que se tinham dedicado à magia trouxeram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. O valor dos livros foi calculado em cinquenta mil moedas de prata. 20Era assim que a palavra do Senhor se desenvolvia e fortalecia vigorosamente. 21Depois destes acontecimentos, Paulo resolveu ir a Jerusalém, passando pela Macedónia e Acaia. «Depois de eu lá ter estado - disse ele - tenho de ver Roma também.» 22Enviou, então, à Macedónia dois auxiliares seus, Timóteo e Erasto. Quanto a ele, ficou ainda mais algum tempo na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tumulto contra Paulo&lt;/blockquote&gt; - 23Por esse tempo, levantou-se não pequeno tumulto a respeito da «Via.» 24Um certo Demétrio, ourives que fazia santuários de Ártemis, de prata, e proporcionava aos artífices um negócio lucrativo, 25convocou-os, assim como a outros que trabalhavam em obras semelhantes e, disse: «Sabeis, amigos, que a esta indústria devemos a nossa prosperidade. 26Ora, como vedes e ouvis dizer, não só em Éfeso, mas também em toda a Ásia, esse Paulo convenceu e desviou imensa gente, afirmando que não são deuses os que são feitos pelas mãos do homem. 27Isto não só faz correr o risco de cair em descrédito a nossa indústria, mas também de se reputar como nada o templo da grande deusa Ártemis, e de vir a perder o prestígio aquela que a Ásia inteira e todo o mundo veneram.» 28Quando isto ouviram, enfureceram-se e começaram a dizer em altos brados: «Grande é a Ártemis dos efésios!» 29A desordem espalhou-se pela cidade inteira e todos, em massa, se precipitaram para o teatro, arrastando com eles os macedónios Gaio e Aristarco, companheiros de viagem de Paulo. 30Paulo queria apresentar-se diante da assembleia do povo, mas os discípulos opuseram-se a isso 31e até alguns dos asiarcas, seus amigos, lhe mandaram pedir que não se apresentasse no teatro. 32Cada qual gritava por seu lado, pois a assembleia estava em confusão, e a maior parte não sabia por que motivo se tinha reunido. 33Então, do meio da multidão, saiu Alexandre, previamente informado, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, com um sinal da mão, deu a entender que desejava dar explicações ao povo. 34Mas, quando se aperceberam de que ele era judeu, todos começaram a gritar, numa só voz, durante cerca de duas horas: «Grande é a Ártemis dos efésios!» 35Por fim, o secretário acalmou a multidão e disse: «Efésios! Quem é o homem que ignora ser a cidade de Éfeso a guarda do templo da grande Ártemis e da sua estátua caída do céu? 36Portanto, sendo isto incontestável, deveis permanecer tranquilos e nada fazer com precipitação. 37Estes homens que trouxestes aqui não são culpados nem de sacrilégio, nem de blasfémias, em relação à nossa deusa. 38Consequentemente, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma queixa contra alguém, há audiências públicas e há procônsules; venham debater-se em juízo. 39Mas, se tiverdes qualquer outra questão a debater, ela será resolvida na assembleia legal. 40É possível que sejamos acusados de insurreição a propósito do que hoje sucedeu, pois não existe motivo algum com que possamos vir a justificar este ajuntamento.» E, com estas palavras, dissolveu a assembleia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;20 De novo na Macedónia e na Grécia&lt;/blockquote&gt; - 1Logo que cessou o tumulto, Paulo reuniu os discípulos, fez-lhes as suas recomendações, despediu-se deles e partiu para a Macedónia. 2Percorreu toda aquela região, exortou demoradamente os fiéis e, depois, chegou à Grécia, 3onde esteve três meses.&lt;br /&gt;Uma conspiração, fomentada contra ele pelos judeus, quando ia embarcar para a Síria, levou-o a tomar a decisão de regressar pela Macedónia.&lt;br /&gt; 4Acompanharam-no Sópatro, filho de Pirro, de Bereia; Aristarco e Secundo, de Tessalónica; Gaio, de Derbe, e Timóteo, Tíquico e Trófimo, da província da Ásia.&lt;br /&gt; 5Estes partiram à frente e esperaram-nos em Tróade.&lt;br /&gt; 6Quanto a nós, embarcámos em Filipos, depois dos dias dos Ázimos e encontrámo-nos, cinco dias depois, em Tróade, onde passámos uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em Tróade. Ressurreição de um morto&lt;/blockquote&gt; - 7No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que devia partir no dia seguinte, começou a falar com eles e prolongou a sua pregação até à meia-noite. 8Havia bastantes lâmpadas na sala de cima, onde estávamos reunidos. 9Ora um jovem, de nome Eutico, que estava sentado numa janela, adormeceu profundamente, enquanto Paulo se alongava no seu sermão. Dominado pelo sono, caiu do terceiro andar e levantaram-no já morto. 10Paulo desceu e, lançando-se sobre ele, apertou-o nos braços e disse: «Não façais barulho, pois a alma ainda está nele.» 11Depois, voltou para cima, partiu o pão, comeu e falou demoradamente até de madrugada. Só então se retirou. 12Quanto ao jovem, levaram-no vivo, o que foi motivo de grande consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De Tróade a Mileto&lt;/blockquote&gt; - 13Quanto a nós, partindo à frente por mar, largámos para Asso, onde deveríamos encontrar Paulo; assim tinha determinado, devendo ele ir por terra. 14Quando nos reunimos em Asso, levámo-lo para bordo e seguimos para Mitilene. 15Partimos de lá e, no dia seguinte, estávamos em frente de Quio. No outro dia, navegávamos para Samos e, no dia imediato, depois de uma escala em Trógilo, chegámos a Mileto. 16Paulo tinha decidido passar ao largo de Éfeso, a fim de não perder tempo na Ásia. Ia com pressa, pois diligenciava estar em Jerusalém, se possível, no dia de Pentecostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O adeus aos anciãos de Éfeso&lt;/blockquote&gt; - 17De Mileto, Paulo mandou chamar os anciãos da igreja de Éfeso. 18Quando chegaram junto dele, disse-lhes:&lt;br /&gt;«Sabeis como, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia, procedi sempre convosco.&lt;br /&gt; 19Tenho servido o Senhor com toda a humildade e com lágrimas, no meio das provações, que as ciladas dos judeus me acarretaram.&lt;br /&gt; 20Jamais recuei perante qualquer coisa que vos pudesse ser útil. Preguei e instruí-vos, tanto publicamente como nas vossas casas,&lt;br /&gt; 21afirmando a judeus e gregos a necessidade de se converterem a Deus e de acreditarem em Nosso Senhor Jesus.&lt;br /&gt; 22E agora, obedecendo ao Espírito, vou a Jerusalém, sem saber o que lá me espera;&lt;br /&gt; 23só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me avisa de que me aguardam cadeias e tribulações.&lt;br /&gt; 24Mas, a meus olhos, a vida não tem valor algum; basta-me poder concluir a minha carreira e cumprir a missão que recebi do Senhor Jesus, dando testemunho do Evangelho da graça de Deus.&lt;br /&gt; 25Agora sei que não vereis mais o meu rosto, todos vós, no meio de quem passei, proclamando o Reino. 26Por isso, tomo-vos hoje por testemunhas de que estou limpo do sangue de todos, 27pois jamais recuei, quando era preciso anunciar-vos todos os desígnios de Deus. 28Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, de que o Espírito Santo vos constituiu administradores para apascentardes a Igreja de Deus, adquirida por Ele com o seu próprio sangue. 29Sei que, depois de eu partir, se hão-de introduzir entre vós lobos temíveis que não pouparão o rebanho 30e que, mesmo no meio de vós, se hão-de erguer homens de palavras perversas para arrastarem discípulos atrás de si. 31Estai, pois, vigilantes e recordai-vos de que, durante três anos, de noite e de dia, não cessei de exortar, com lágrimas, cada um de vós. 32E agora, confio-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e de vos conceder parte na herança com todos os santificados. 33Jamais cobicei prata, nem ouro, nem o vestuário de alguém. 34E bem sabeis que foram estas mãos que proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros. 35Em tudo vos demonstrei que deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras que o próprio Senhor Jesus disse: ‘A felicidade está mais em dar do que em receber.’» 36Depois destas palavras, ajoelhou-se com todos eles e orou. 37Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo, 38consternados, sobretudo, com as palavras que lhes dissera: que não veriam mais o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no ao barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;21 Subida de Paulo a Jerusalém&lt;/blockquote&gt; - 1Depois de nos separarmos deles, embarcámos e, navegando directamente, chegámos a Cós; no dia seguinte, a Rodes, e de lá, a Pátara. 2Encontrámos um barco que ia partir para a Fenícia e fizemo-nos ao mar. 3Chegando à vista de Chipre, que deixámos à esquerda, seguimos em direcção da Síria e aportámos a Tiro, pois era ali que o barco ia descarregar. 4Tendo encontrado os discípulos, passámos sete dias com eles.&lt;br /&gt;Inspirados pelo Espírito, diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.&lt;br /&gt; 5Mas, no fim da nossa estadia, partimos. Acompanharam-nos todos, com as mulheres e os filhos, até fora da cidade. Ajoelhámo-nos na praia para orar,&lt;br /&gt; 6despedimo-nos e subimos para o barco, enquanto eles regressavam às suas casas.&lt;br /&gt; 7E nós, terminada a travessia, fomos de Tiro para Ptolemaida. Depois de termos saudado os irmãos e de termos ficado um dia com eles,&lt;br /&gt; 8partimos no dia seguinte para Cesareia.&lt;br /&gt;Fomos a casa do evangelista Filipe, um dos sete, e ficámos em sua companhia.&lt;br /&gt; 9Ele tinha quatro filhas virgens, que eram profetisas.&lt;br /&gt; 10Como lá passámos bastantes dias, desceu da Judeia um profeta de nome Agabo,&lt;br /&gt; 11o qual foi ter connosco, pegou no cinto de Paulo e, ligando-se de pés e mãos, disse: «Isto diz o Espírito Santo: ‘O homem, a quem pertence este cinto, será ligado assim, em Jerusalém pelos judeus, e eles entregá-lo-ão às mãos dos pagãos.’»&lt;br /&gt; 12Quando ouvimos isto, nós e os naturais da terra suplicámos a Paulo que não subisse a Jerusalém.&lt;br /&gt; 13Paulo, então, respondeu: «Porque estais a chorar e a despedaçar-me o coração? Quanto a mim, estou pronto, não só a ser amarrado, mas também a morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus.»&lt;br /&gt; 14Como não havia meio de o dissuadir, cessámos os nossos pedidos, dizendo: «Seja feita a vontade do Senhor!»&lt;br /&gt; 15Decorridos esses dias, fizemos os nossos preparativos e subimos a Jerusalém. 16Acompanharam-nos alguns discípulos de Cesareia, que nos levaram a casa de Menasão, discípulo da primeira hora, que era natural de Chipre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em Jerusalém&lt;/blockquote&gt; - 17Quando chegámos a Jerusalém, os irmãos receberam-nos com alegria. 18No dia seguinte, Paulo foi connosco a casa de Tiago, e todos os anciãos aí se reuniram. 19Depois de os saudar, começou a expor, minuciosamente, tudo quanto Deus tinha feito entre os pagãos, pelo seu ministério. 20Quando acabaram de o ouvir, deram glória a Deus e disseram-lhe:&lt;br /&gt;«Vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé, sem deixarem de ser ardentes defensores da Lei?&lt;br /&gt; 21Ora, a teu respeito, disseram que ensinas a todos os judeus espalhados entre os pagãos a apostasia em relação a Moisés, aconselhando-os a não circuncidarem os filhos e a não seguirem a Lei.&lt;br /&gt; 22Que fazer então? Decerto, hão-de ouvir dizer que tu chegaste.&lt;br /&gt; 23Faz, pois, o que te vamos sugerir: temos aqui quatro homens que têm um voto a cumprir.&lt;br /&gt; 24Leva-os contigo, submete-te, com eles, aos ritos da purificação e paga-lhes as despesas para raparem a cabeça. Toda a gente ficará, assim, a saber que nada há de verdadeiro nos rumores postos a circular a teu respeito, mas que, pelo contrário, te mantens fiel cumpridor da Lei.&lt;br /&gt; 25Quanto aos pagãos que abraçaram a fé, já lhes demos a conhecer por escrito a nossa decisão: que se abstenham de carnes imoladas a ídolos, do sangue das carnes sufocadas e da imoralidade.»&lt;br /&gt; 26No dia seguinte, Paulo levou consigo esses homens, purificou-se com eles e entrou no templo, onde anunciou a data em que terminavam os dias da purificação, ao fim dos quais devia ser oferecido o sacrifício por cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;IV. PAULO PRISIONEIRO DE CRISTO (21,27-28,31)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Prisão de Paulo no templo&lt;/blockquote&gt; - 27Quando os sete dias estavam já a terminar, os judeus da Ásia viram-no no templo e, amotinando o povo, 28gritaram: «Homens de Israel, acudi! Este é o homem que a todos prega, e em toda a parte, contra o nosso povo, contra a Lei e contra este lugar! Além disso, até gregos introduziu no templo e profanou este lugar santo.» 29De facto, tinham visto antes, na cidade, o efésio Trófimo com ele, e pensaram que Paulo o introduziu no templo. 30A cidade inteira ficou alvoroçada e o povo corria de todos os lados. Apoderaram-se de Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas imediatamente fecharam. 31Preparavam-se para o matar, quando chegou ao tribuno da coorte a denúncia de que Jerusalém se encontrava toda em alvoroço. 32Reunindo, sem perda de tempo, soldados e centuriões, precipitou-se com eles sobre os manifestantes que, ao verem o tribuno e os soldados, cessaram de bater em Paulo. 33Então, o tribuno aproximando-se, mandou-o prender e ordenou que o algemassem com duas cadeias. Depois perguntou-lhe quem era e o que tinha feito. 34Mas cada qual, no meio da multidão, gritava o que lhe apetecia. Não podendo, devido ao tumulto, obter nenhuma informação precisa, mandou conduzir Paulo para a fortaleza. 35Quando chegou aos degraus, os soldados tiveram de o levar, por causa da violência da multidão, 36pois o povo seguia em massa, a gritar: «À morte!» 37Já quase dentro da fortaleza, Paulo disse ao tribuno: «Ser-me-á permitido dizer-te uma palavra?» Disse ele: «Tu sabes grego? 38Não és, então, o egípcio que, há tempos, provocou uma rebelião e arrastou para o deserto os quatro mil sicários?» 39Paulo respondeu: «Eu sou judeu, de Tarso, cidadão de uma notável cidade de Cilícia. Peço-te que me autorizes a falar ao povo.» 40Concedida a autorização, Paulo, de pé nos degraus, acenou com a mão ao povo. Fez-se profundo silêncio, e ele dirigiu-lhes a palavra em língua hebraica, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;22 Discurso de Paulo à multidão&lt;/blockquote&gt; - 1«Irmãos e pais, ouvi agora o que tenho a dizer-vos em minha defesa.» 2Como o ouvissem dirigir-lhes a palavra em língua hebraica, maior silêncio fizeram. Ele prosseguiu: 3«Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui educado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, em todo o rigor da Lei dos nossos pais e cheio de zelo pelas coisas de Deus, como todos vós sois agora. 4Persegui de morte esta «Via», algemando e entregando à prisão homens e mulheres, 5como o podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todos os anciãos. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco, onde ia para prender os que lá se encontrassem e trazê-los agrilhoados a Jerusalém, a fim de serem castigados. 6Ia a caminho, e já próximo de Damasco, quando, por volta do meio dia, uma intensa luz, vinda do Céu, me rodeou com a sua claridade. 7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque me persegues?’ 8Respondi: ‘Quem és Tu, Senhor?’ Ele disse-me, então: ‘Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues.’ 9Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz de quem me falava. 10E prossegui: ‘Que hei-de fazer, Senhor?’ O Senhor respondeu-me: ‘Ergue-te, vai a Damasco, e lá te dirão o que se determinou que fizesses.’ 11Mas, como eu não via, devido ao brilho daquela luz, fui levado pela mão dos meus companheiros e cheguei a Damasco. 12Ora um certo Ananias, homem piedoso e cumpridor da Lei, muito respeitado por todos os judeus da cidade, 13foi procurar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista.’ E, no mesmo instante, comecei a vê-lo. 14Ele prosseguiu: ‘O Deus dos nossos pais predestinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e para ouvires as palavras da sua boca, 15porque serás testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste. 16E agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome.’ 17De regresso a Jerusalém, enquanto orava no templo, caí em êxtase. 18Vi o Senhor e Ele disse-me: ‘Apressa-te e sai rapidamente de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito.’ 19Eu respondi: ‘Senhor, eles bem sabem que eu andava pelas sinagogas a meter na prisão e a açoitar os que acreditavam em ti. 20E, quando foi derramado o sangue de Estêvão, tua testemunha, também eu estava presente, de acordo com eles, e tinha à minha guarda as capas dos que lhe davam a morte.’ 21Ele, então, disse-me: ‘Vai, que te vou enviar lá ao longe, aos pagãos.’»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo declara-se cidadão romano&lt;/blockquote&gt; - 22Foram-no ouvindo até esta frase, mas, depois, ergueram a voz, dizendo: «Elimina da terra semelhante homem! Ele não pode continuar a viver!» 23Como não deixassem de gritar, de arremessar as capas e de atirar terra para o ar, 24o tribuno ordenou que ele fosse conduzido para a fortaleza e o obrigassem a falar, à força de vergastadas, a fim de saber por que motivo assim gritavam contra ele. 25Mas, quando iam amarrá-lo para ser açoitado, Paulo disse ao centurião de serviço: «Tendes autoridade para açoitar um cidadão romano, que nem sequer foi julgado?» 26Ouvindo isto, o centurião correu a avisar o tribuno: «Que vais fazer? - disse. Esse homem é cidadão romano!» 27O tribuno foi ter com Paulo e perguntou-lhe: «Diz-me, tu és cidadão romano?» Ele respondeu: «Sou.» 28O tribuno continuou: «Eu adquiri por muito dinheiro esse direito de cidadania.» Paulo retorquiu: «Pois eu já nasci com esse direito.» 29Os que o iam interrogar retiraram-se imediatamente e o tribuno ficou cheio de medo, ao saber que tinha mandado algemar um cidadão romano. 30No dia seguinte, querendo averiguar com imparcialidade do que era acusado pelos judeus, fê-lo desalgemar, convocou os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio e mandou buscar Paulo, fazendo-o comparecer diante deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;23 Paulo perante o Sinédrio&lt;/blockquote&gt; - 1Paulo fitou os membros do Sinédrio e disse: «Irmãos, tenho procedido para com Deus, até hoje, com absoluta rectidão de consciência.» 2Mas o Sumo Sacerdote Ananias ordenou aos seus assistentes que lhe batessem na boca. 3Então, Paulo disse-lhe: «Deus te baterá, a ti, parede branqueada! Tu sentas-te para me julgares de acordo com a lei, e mandas bater-me, violando a lei?» 4Os assistentes disseram-lhe: «Tu insultas o Sumo Sacerdote de Deus?» 5Paulo respondeu: «Não sabia, irmãos, que era o Sumo Sacerdote. Realmente está escrito: ‘Não dirás mal do chefe do teu povo.’» 6Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles:&lt;br /&gt;«Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»&lt;br /&gt; 7Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se,&lt;br /&gt; 8porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário.&lt;br /&gt; 9Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?»&lt;br /&gt; 10A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza.&lt;br /&gt; 11Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Conjura dos judeus contra Paulo&lt;/blockquote&gt; - 12Logo que amanheceu, os judeus reuniram-se e juraram, sob pena de anátema, não comer nem beber enquanto não matassem Paulo. 13Eram mais de quarenta os que tinham feito essa conjura. 14Foram ter com os sumos sacerdotes e com os Anciãos e disseram-lhes: «Jurámos, sob pena de anátema, não comer nada enquanto não matarmos Paulo. 15Agora, de acordo com o Sinédrio, ide solicitar ao tribuno que o mande comparecer diante de vós, sob pretexto de examinardes o seu caso mais profundamente. E nós estamos prontos a suprimi-lo durante o trajecto.» 16Mas o filho da irmã de Paulo teve conhecimento da cilada. Correu à fortaleza, entrou e preveniu Paulo. 17Paulo chamou um dos centuriões e disse-lhe: «Leva este rapaz ao tribuno, porque tem uma coisa a comunicar-lhe.» 18O centurião tomou-o, pois, consigo, levou-o ao tribuno e disse: «O preso Paulo chamou-me e pediu-me que te trouxesse este rapaz, pois tem uma coisa a dizer-te.» 19O tribuno tomou o rapaz pela mão e, retirando-se à parte, perguntou-lhe: «Que tens a comunicar-me?» 20Ele respondeu: «Os judeus combinaram pedir-te que mandes comparecer Paulo, amanhã, diante do Sinédrio, sob pretexto de uma averiguação mais completa do seu caso. 21Não acredites em nada disso, pois mais de quarenta deles preparam-lhe uma cilada e juraram, sob pena de anátema, não comer nem beber, enquanto o não matarem. Agora, estão preparados e aguardam apenas a tua autorização.» 22Então, o tribuno despediu o rapaz, recomendando-lhe: «Não digas a ninguém que me revelaste estas coisas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo conduzido a Cesareia&lt;/blockquote&gt; - 23Depois, mandou chamar dois centuriões e disse-lhes: «Tende preparados, desde as nove horas da noite, duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros, para irem a Cesareia. 24Preparai, igualmente, montadas para Paulo, a fim de ser conduzido são e salvo ao governador Félix.» 25E escreveu uma carta nestes termos: 26«Cláudio Lísias, ao Excelentíssimo Governador Félix, saudações! 27Este homem foi preso pelos judeus, e pretendiam matá-lo, quando apareci com a tropa e o libertei, por saber que era cidadão romano. 28Querendo inteirar-me do que o acusavam, mandei-o comparecer diante do Sinédrio. 29Verifiquei que o incriminavam a propósito de questões relativas à lei deles, mas não havia qualquer delito que merecesse a morte ou os grilhões. 30Tendo sido avisado de que planeavam uma conspiração, cujo fim seria assassiná-lo, enviei-to imediatamente e notifiquei aos seus acusadores que deviam ir declarar, na tua presença, as queixas contra ele. Adeus.» 31De acordo com as ordens recebidas, os soldados tomaram Paulo consigo, conduziram-no, de noite, a Antipátrides. 32No dia seguinte, deixaram os cavaleiros seguir com ele e regressaram à fortaleza. 33Ao chegarem a Cesareia, os cavaleiros entregaram a carta ao governador e apresentaram-lhe também Paulo. 34O governador leu a carta e informou-se de que província era ele. Ouvindo que era da Cilícia, 35declarou: «Ouvir-te-ei, quando chegarem os teus acusadores.» E ordenou que o guardassem no pretório de Herodes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;24 Paulo acusado perante o governador&lt;/blockquote&gt; - 1Cinco dias depois, o Sumo Sacerdote Ananias desceu com alguns anciãos e um advogado, um certo Tértulo, e apresentaram ao governador queixa contra Paulo. 2Este foi chamado e Tértulo iniciou a acusação nestes termos:&lt;br /&gt;«A grande paz de que beneficiamos pela tua acção e as reformas que este povo deve à tua providência&lt;br /&gt; 3são recebidas por nós, excelentíssimo Félix, em tudo e por toda a parte com profunda gratidão.&lt;br /&gt; 4Mas, para não te importunar, além do necessário, rogo-te que nos escutes por uns instantes, com a benevolência que te é peculiar.&lt;br /&gt; 5Nós verificámos que este homem é uma peste: fomenta discórdias entre todos os judeus do mundo inteiro e é cabecilha da seita dos Nazarenos.&lt;br /&gt; 6Até tentou profanar o templo, e então, prendêmo-lo.&lt;br /&gt; 7Mas o tribuno Lísias interveio com muita violência e arrancou-o das nossas mãos,&lt;br /&gt; 8ordenando aos seus acusadores que se apresentassem diante de ti. Interrogando-o pessoalmente, poderás verificar a autenticidade das nossas acusações contra ele.»&lt;br /&gt; 9E os judeus apoiaram o advogado, afirmando que tudo era assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discurso de Paulo&lt;/blockquote&gt; - 10Como o governador lhe acenasse para falar, Paulo respondeu:&lt;br /&gt;«Eu sei que, desde há muitos anos, este povo se encontra sob a tua jurisdição; por isso, confiadamente tomo a palavra para defender a minha causa.&lt;br /&gt; 11Podes verificar que não há mais de doze dias que subi a Jerusalém, para fazer a minha adoração.&lt;br /&gt; 12Nunca me viram a discutir no templo com qualquer pessoa, nem a incitar o povo à revolta, quer nas sinagogas, quer pela cidade.&lt;br /&gt; 13São incapazes de provar as acusações que agora fazem contra mim.&lt;br /&gt; 14No entanto, confesso-te: sirvo o Deus dos nossos pais como ensina a «Via», a que eles chamam seita. Acredito em tudo quanto há na Lei e em tudo o que está escrito nos Profetas,&lt;br /&gt; 15e tenho a esperança em Deus, que eles também aceitam, de que há-de haver a ressurreição dos justos e dos pecadores.&lt;br /&gt; 16Por isso, eu me esforço por manter sempre uma consciência irrepreensível, diante de Deus e dos homens.&lt;br /&gt; 17Ora, decorridos vários anos, vim trazer esmolas ao meu povo e fazer oblações. 18Foi nessa altura que me encontraram no templo, já purificado, sem ajuntamento nem tumulto. 19Certos judeus da Ásia é que deviam estar aqui para me acusarem, se tivessem alguma coisa contra mim. 20Que estes, aqui presentes, digam ao menos de que delito me reconheceram culpado, quando me apresentei diante do Sinédrio. 21A não ser que se trate desta frase que proferi em voz alta, quando estava no meio deles: ‘É por causa da ressurreição dos mortos que estou hoje a ser julgado na vossa presença.’»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cativeiro de Paulo em Cesareia&lt;/blockquote&gt; - 22Félix, acertadamente informado sobre tudo quanto se relacionava com a «Via», adiou a audiência, dizendo: «Quando o tribuno Lísias vier cá abaixo, examinarei o vosso caso.» 23E ordenou ao centurião que retivesse Paulo preso, mas que lhe concedesse alguma liberdade e não impedisse nenhum dos seus de lhe prestar assistência. 24Uns dias depois, Félix apareceu acompanhado de Drusila, sua mulher, que era judia. Mandou chamar Paulo e ouviu-o falar acerca da fé em Cristo Jesus. 25E como estava a discorrer sobre a justiça, a continência e o julgamento futuro, Félix, dominado pela inquietação, respondeu: «Por agora, podes ir. Chamar-te-ei na primeira oportunidade.» 26Ao mesmo tempo, também esperava que Paulo lhe desse dinheiro. Por isso, mandava-o chamar frequentemente, para conversar com ele. 27Entretanto, decorreram dois anos e Félix teve como sucessor Pórcio Festo. Desejando cair nas boas graças dos judeus, Félix deixou Paulo na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;25 Paulo apela para César&lt;/blockquote&gt; - 1Festo, três dias depois de ter tomado conta do governo da província, subiu de Cesareia a Jerusalém. 2Os sumos sacerdotes e os judeus mais categorizados expuseram-lhe as suas queixas contra Paulo e pediram-lhe insistentemente, 3como um favor, a transferência de Paulo para Jerusalém, enquanto preparavam uma emboscada para o matarem no caminho. 4Festo, porém, respondeu que Paulo devia continuar preso em Cesareia, e que ele próprio ia partir brevemente. 5«Portanto - acrescentou - os mais qualificados de entre vós, venham comigo a Cesareia e, se algum delito existe nesse homem, que apresentem acusações contra ele.» 6Depois de se demorar entre eles, não mais de oito a dez dias, desceu a Cesareia. No dia seguinte, sentou-se no tribunal e mandou trazer Paulo. 7Quando este chegou, viu-se rodeado pelos judeus descidos de Jerusalém, que logo apresentaram contra ele muitas acusações graves, cuja autenticidade não eram capazes de provar. 8Por seu lado, Paulo defendia-se: «Não cometi delito algum nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.» 9Mas, como desejava captar as boas graças dos judeus, Festo respondeu: «Queres subir a Jerusalém para lá seres julgado sobre este assunto, na minha presença?» 10Paulo replicou: «Estou perante o tribunal de César. Devo ser julgado aqui. Não fiz mal nenhum aos judeus, como sabes perfeitamente. 11Mas se, de facto, sou culpado, se cometi algum crime que mereça a morte, não recuso morrer. Se, porém, não há fundamento nas acusações dessa gente contra mim, ninguém tem o direito de me entregar a eles. Apelo para César!» 12Então, depois de conferenciar com o seu conselho, Festo respondeu: «Apelaste para César, irás a César.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo perante o rei Agripa&lt;/blockquote&gt; - 13Alguns dias mais tarde, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo. 14Como se demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso, 15e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação. 16Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da possibilidade de se defender da acusação. 17Vieram, pois, comigo e, sem mais demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem. 18Postos em frente dele, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar; 19só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo. 20Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto. 21Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César.» 22Agripa, então, disse a Festo: «Eu também gostaria de ouvir este homem.» Respondeu ele: «Ouvi-lo-ás, amanhã». 23No dia seguinte, Agripa e Berenice chegaram com grande pompa e entraram na sala da audiência, rodeados pelos tribunos e homens mais notáveis da cidade. A uma ordem de Festo, Paulo foi levado para dentro. 24Festo disse então:&lt;br /&gt;«Rei Agripa e vós todos os que estais presentes: aqui está este homem, contra o qual os judeus, em massa, me vieram falar, tanto em Jerusalém como aqui, gritando que ele não devia continuar a viver.&lt;br /&gt; 25Quanto a mim, reconheci que não tinha praticado coisa alguma digna de morte. Contudo, visto ter apelado para o Imperador, resolvi enviar-lho.&lt;br /&gt; 26Nada tenho de positivo a escrever ao Imperador a seu respeito. Por isso, mandei-o trazer à vossa presença, sobretudo à tua presença, rei Agripa, a fim de que, feito o interrogatório, eu tenha alguma coisa que escrever.&lt;br /&gt; 27De facto, parece-me absurdo mandar um prisioneiro sem mencionar as acusações que pesam sobre ele.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;26 Discurso de Paulo perante Agripa&lt;/blockquote&gt; - 1Agripa disse a Paulo: «Estás autorizado a falar em tua defesa.» Então, estendendo a mão, Paulo começou a sua defesa: 2«Sinto-me feliz, ó rei Agripa, por ter de me defender hoje diante de ti, das acusações apresentadas pelos judeus contra mim, 3tanto mais que estás ao corrente de todos os costumes e controvérsias dos judeus. Rogo-te, por isso, que me oiças com paciência. 4A minha vida, a partir da mocidade, tal como decorreu desde os primeiros tempos, no meu povo e em Jerusalém, conhecem-na todos os judeus. 5Eles conhecem-me de longa data e, se quiserem, podem atestar que eu vivi, como fariseu, segundo o partido mais severo da nossa religião. 6E, agora, encontro-me aqui a ser julgado por causa da minha esperança na promessa feita por Deus a nossos pais, 7promessa que as nossas doze tribos esperam ver realizada, servindo a Deus, noite e dia, continuamente. É a respeito dessa esperança, ó rei, que os judeus me acusam. 8Porque é que, entre vós, se afigura incrível que Deus ressuscite os mortos? 9Quanto a mim, julguei dever levantar grande oposição ao nome de Jesus de Nazaré. 10E foi precisamente o que fiz em Jerusalém: com o pleno assentimento dos sumos sacerdotes, meti na prisão grande número de santos e, quando eram mortos, eu dava o meu assentimento. 11Muitas vezes ia de sinagoga em sinagoga e obrigava-os a blasfemar, à força de torturas. Num excesso de fúria contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras. 12Foi assim que, indo para Damasco com poder e delegação dos sumos sacerdotes, 13vi no caminho, ó rei, uma luz vinda do céu, mais brilhante do que o Sol, que refulgia em volta de mim e dos que me acompanhavam. 14Caímos todos por terra e eu ouvi uma voz dizer-me em língua hebraica: ‘Saulo, Saulo, porque me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão.’ 15Perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ E o Senhor respondeu: ‘Eu sou Jesus a quem tu persegues. 16Ergue-te e firma-te nos pés, pois para isto te apareci: para te constituir servo e testemunha do que acabas de ver e do que ainda te hei-de mostrar. 17Livrar-te-ei do povo e dos pagãos, aos quais vou enviar-te, 18para lhes abrires os olhos e fazê-los passar das trevas à luz, e da sujeição de Satanás para Deus. Alcançarão, assim, o perdão dos seus pecados e a parte que lhes cabe na herança, juntamente com os santificados pela fé em mim.’ 19Desde então, ó rei Agripa, não resisti à visão celeste. 20Pelo contrário, aos habitantes de Damasco, em primeiro lugar, depois aos de Jerusalém e de toda a província da Judeia, em seguida, aos pagãos, preguei que se arrependessem e voltassem para Deus, fazendo obras dignas de tal arrependimento. 21Eis o motivo por que os judeus se apoderaram de mim no templo e tentaram matar-me. 22Amparado pela protecção de Deus, continuei a dar o meu testemunho, diante de pequenos e grandes, sem nada dizer além do que os Profetas e Moisés predisseram que havia de acontecer: 23que o Messias tinha de sofrer e que, sendo o primeiro a ressuscitar de entre os mortos, anunciaria a luz ao povo e aos pagãos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Agripa reconhece a inocência de Paulo&lt;/blockquote&gt; - 24Neste ponto da sua defesa, Festo exclamou em voz alta: «Estás doido, Paulo! A tua grande sabedoria faz-te perder o juízo.» 25Disse Paulo: «Eu não estou doido, excelentíssimo Festo! Pelo contrário, estou a falar a linguagem da verdade e do bom senso. 26O rei está inteirado destas coisas e, por isso, lhe falo francamente, pois não creio que ele ignore nada disto, tanto mais que não foi a um canto que tudo se passou! 27Acreditas nos Profetas, rei Agripa? Eu sei que acreditas.» 28Agripa respondeu a Paulo: «Por pouco não me persuades a fazer-me cristão!» 29Disse Paulo: «Prouvera a Deus que, por pouco ou por muito, não só tu, mas todos quantos hoje estão a ouvir-me se fizessem tais como eu sou, à excepção destas cadeias!» 30O rei levantou-se, assim como o governador, Berenice e os que estavam sentados com eles. 31Ao retirarem-se, diziam entre eles: «Este homem nada fez que mereça a morte ou os grilhões.» 32Agripa disse a Festo: «Este homem poderia ser posto em liberdade, se não tivesse apelado para César.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;27 Viagem do Cativeiro (27,1-28,29)&lt;/blockquote&gt; - 1Quando o nosso embarque para Itália foi decidido, entregaram Paulo e mais alguns presos a um centurião da coorte Augusta, chamado Júlio. 2Embarcámos num navio de Adramítio que ia para as costas da Ásia, e fizemo-nos ao mar. Aristarco, macedónio de Tessalónica, ia connosco. 3No dia seguinte, fizemos escala em Sídon, e Júlio, que tratava Paulo com humanidade, permitiu-lhe que fosse ter com os amigos e deles recebesse os seus cuidados. 4Levantámos ferro e passámos a sotavento de Chipre, porque os ventos eram contrários. 5Atravessámos, depois, os mares da Cilícia e da Panfília e chegámos, ao fim de quinze dias, a Mira, na Lícia. 6O centurião encontrou lá um barco de Alexandria que ia de viagem para a Itália, e mandou-nos subir para bordo. 7Durante vários dias navegámos lentamente, até que chegámos, a custo, às imediações de Cnido, onde o vento não nos permitiu arribar. Contornámos, então, a sotavento de Creta, por alturas de Salmona; 8e, depois de a termos penosamente costeado, chegámos a um lugar denominado Bons Portos, a curta distância da cidade de Laseia. 9O tempo ia passando e a navegação tornou-se perigosa, por já ter mesmo passado o jejum. Paulo fez-lhes a seguinte advertência: 10«Meus amigos, eu vejo que a travessia não pode ser levada a cabo sem risco e graves prejuízos, tanto para a carga e para o barco, como também para as nossas vidas.» 11Mas o centurião deu mais crédito ao que o piloto e o capitão diziam do que à observação de Paulo. 12Como o porto não era adequado para passar o Inverno, a maior parte foi de parecer que largassem dali, para ver se podiam alcançar Fenice e lá passar o Inverno, por ser um porto de Creta voltado para sudoeste e noroeste. 13Começou então a soprar um ligeiro vento sul e julgaram-se capazes de levar avante o seu projecto, pelo que levantaram ferro e começaram a costear Creta junto à costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tempestade e naufrágio&lt;/blockquote&gt; - 14Em breve, porém, vindo da ilha, desencadeou-se, um vento ciclónico, chamado Euro-aquilão. 15Sem poder resistir ao vento, o barco foi arrastado e deixámo-nos ir à deriva. 16Passando velozmente ao abrigo de uma ilhota chamada Cauda, conseguimos, com grande dificuldade, lançar a mão à canoa. 17Depois de içada, empregaram-se os recursos de emergência: amarraram o barco com cabos e, com receio de encalharem no golfo de Sirte, soltaram a âncora flutuante e, assim, se deixaram ir. 18No dia seguinte, como éramos violentamente açoitados pela tempestade, começaram a alijar a carga 19e, ao terceiro dia, lançaram, com as próprias mãos, os aparelhos do barco. 20Durante vários dias, nem o Sol nem as estrelas foram visíveis, e a tempestade continuava a açoitar-nos furiosamente. Desde então, foi-se desvanecendo toda a esperança de salvação. 21Havia já muito tempo que ninguém comia. Então Paulo colocou-se no meio deles e disse: «Meus amigos, devíeis ter-me escutado e não largar de Creta. Isso ter-nos-ia poupado estes riscos e estes prejuízos. 22Seja como for, convido-vos a ter coragem, pois ninguém perderá a vida aqui, apenas o barco se vai perder. 23Esta noite, apareceu-me um Anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, e disse-me: 24‘Nada receies, Paulo. É necessário que compareças diante de César e, por isso, Deus concedeu-te a vida de todos quantos navegam contigo.’ 25Portanto, coragem, meus amigos, pois tenho confiança em Deus que tudo sucederá como me foi dito. 26Contudo, temos de encalhar numa ilha.» 27Quando chegou a décima quarta noite, andando nós à deriva no Adriático, os marinheiros suspeitaram, pelo meio da noite, que estava próxima uma terra. 28Lançaram a sonda e encontraram vinte braças; um pouco mais adiante, lançaram-na outra vez e encontraram quinze. 29Receando que fôssemos bater em qualquer ponto contra os recifes, lançaram da popa quatro âncoras e ficaram, impacientemente, à espera, do dia. 30Os marinheiros, todavia, procuravam fugir do barco e, sob pretexto de irem largar as âncoras da proa, deitaram o escaler ao mar. 31Paulo, apercebendo-se de tudo, disse ao centurião e aos soldados: «Se esses homens não ficarem no barco, não podereis salvar-vos.» 32Então, os soldados cortaram as amarras do escaler e deixaram-no cair. 33Enquanto esperavam pelo dia, Paulo foi aconselhando a todos que tomassem alimento. «Hoje - dizia ele - é o décimo quarto dia que vos conservais na expectativa, em jejum, sem tomar nada. 34Aconselho-vos, portanto, a tomar algum alimento, pois é a vossa própria salvação que está em jogo. Nenhum de vós perderá um só cabelo da cabeça.» 35Dito isto, tomou um pão, deu graças a Deus diante de todos, partiu-o e começou a comer. 36Então, cobraram ânimo e também eles se alimentaram. 37Éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas no barco. 38Uma vez saciados, aliviaram o barco, lançando o trigo ao mar. 39Quando o dia surgiu, não reconheceram a terra. Divisavam, porém, uma enseada com a sua praia e pretenderam impelir para lá o barco. 40Soltaram as âncoras, abandonando-as ao mar e, ao mesmo tempo, afrouxaram as cordas dos lemes. Depois içaram ao vento a vela da frente e seguiram rumo à praia. 41Mas, tendo batido num baixio, que tinha mar de ambos os lados, fizeram encalhar o navio. A proa, bem fincada, manteve-se firme, mas a popa foi-se desconjuntando com a força das vagas. 42Os soldados resolveram, então, matar os prisioneiros, para que nenhum deles fugisse a nado. 43Mas o centurião, querendo salvar Paulo, impediu-os de executar os seus planos e ordenou primeiro aos que sabiam nadar que alcançassem a terra, atirando-se à água. 44Quanto aos outros, foram para terra, quer sobre pranchas, quer sobre os destroços do barco. E, assim, chegaram todos a terra, sãos e salvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;28 Paulo em Malta&lt;/blockquote&gt; - 1Depois de salvos, é que soubemos que a ilha se chamava Malta. 2Os nativos trataram-nos com invulgar humanidade, pois acenderam uma grande fogueira, junto à qual nos recolheram a todos, por causa da chuva que estava a cair e por causa do frio. 3Paulo juntou um braçado de lenha seca e, ao lançá-la à fogueira, o calor fez saltar uma víbora que se lhe enroscou na mão. 4Quando os nativos viram a serpente pendurada na mão dele, disseram uns aos outros: «Com certeza, esse homem é assassino, pois conseguiu salvar-se do mar, mas a justiça divina não o deixa viver.» 5Mas ele, sacudindo o réptil para o fogo, não sofreu dano algum, 6enquanto eles esperavam que viesse a inchar ou a cair repentinamente morto. Depois de terem aguardado muito tempo e verem que nada de anormal lhe acontecia, mudaram de opinião e começaram a dizer que ele era um deus. 7Nas proximidades daquele sítio, havia umas terras pertencentes ao Primeiro da ilha, que se chamava Públio, o qual nos recebeu e, durante três dias, nos hospedou da forma mais cordial. 8Ora, o pai de Públio estava retido no leito com febre e disenteria. Paulo foi vê-lo e, depois de orar, impôs-lhe as mãos e curou-o. 9Em consequência disso, os outros enfermos da ilha vieram também procurá-lo e foram curados. 10Eles, por sua vez, cumularam-nos de honras e, na altura da partida, proveram-nos do que era necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De Malta a Roma&lt;/blockquote&gt; - 11Volvidos três meses, tomámos um barco de Alexandria com o emblema dos Dióscoros, que tinha passado o Inverno na ilha. 12Aportámos a Siracusa, onde ficámos três dias 13e, de lá, contornando a costa, chegámos a Régio. No dia imediato, levantou-se o vento sul e, em dois dias, alcançámos Putéolos, 14onde encontrámos irmãos, que nos convidaram a passar sete dias com eles. E assim é que fomos para Roma. 15Os irmãos desta cidade, prevenidos da nossa chegada, vieram ao nosso encontro até Foro de Ápio e Três Tabernas. Paulo, ao vê-los, deu graças a Deus e cobrou ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Paulo e os judeus de Roma&lt;/blockquote&gt; - 16Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio com o soldado que o guardava. 17Três dias depois, convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos reunidos, disse-lhes:&lt;br /&gt;«Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou contra os costumes paternos, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos romanos.&lt;br /&gt; 18Estes, depois de me terem interrogado, queriam libertar-me, por não haver em mim crime algum digno de morte.&lt;br /&gt; 19Mas, como os judeus se opuseram, fui constrangido a apelar para César, sem querer, de modo algum, acusar o meu povo.&lt;br /&gt; 20Foi por este motivo que pedi para vos ver e falar, pois é por causa da esperança de Israel que trago estas cadeias.»&lt;br /&gt; 21Eles responderam-lhe: «Nós não recebemos da Judeia carta alguma a teu respeito, e não chegou aqui nenhum irmão que contasse ou dissesse mal de ti.&lt;br /&gt; 22Desejamos, porém, ouvir da tua boca o que pensas, pois, quanto à seita a que pertences, sabemos todos que, por toda a parte, encontra oposição.»&lt;br /&gt; 23Marcaram, então, o dia e vieram ter com ele, em maior número, ao seu alojamento. Desde a manhã até à tarde, Paulo não cessou de lhes dar testemunho do Reino de Deus e procurou convencê-los do que diz respeito a Jesus, invocando a lei de Moisés e os Profetas.&lt;br /&gt; 24Alguns deixaram-se persuadir com as suas palavras; outros, porém, mantiveram-se incrédulos. 25Estando em desacordo uns com os outros, começaram a separar-se. Paulo apenas disse estas palavras: «Com razão falou o Espírito Santo a vossos pais, pela boca do profeta Isaías, dizendo: 26Vai ter com esse povo e diz-lhe:&lt;br /&gt;Ouvireis com os vossos ouvidos,&lt;br /&gt;mas não compreendereis;&lt;br /&gt;vereis com os vossos olhos,&lt;br /&gt;mas não percebereis.&lt;br /&gt; 27Sim, o coração deste povo tornou-se endurecido.&lt;br /&gt;Taparam os ouvidos&lt;br /&gt;e fecharam os olhos,&lt;br /&gt;não fossem ver com os olhos,&lt;br /&gt;e ouvir com os ouvidos,&lt;br /&gt;entender com o coração,&lt;br /&gt;converterem-se, e Eu curá-los!&lt;br /&gt; 28Ficai, agora, sabendo: esta salvação de Deus foi enviada aos pagãos que a hão-de escutar.»&lt;br /&gt; 29Depois de ele ter dito estas palavras, os judeus retiraram-se, travando entre eles animada discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Epílogo&lt;/blockquote&gt; - 30Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia todos os que iam procurá-lo, 31anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1568677410549965998-6327305074517187657?l=gjsm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gjsm.blogspot.com/feeds/6327305074517187657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1568677410549965998&amp;postID=6327305074517187657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/6327305074517187657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1568677410549965998/posts/default/6327305074517187657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gjsm.blogspot.com/2007/09/actos-dos-apstolos.html' title='ACTOS DOS APÓSTOLOS'/><author><name>Carlos Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10619541065101841088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3KeJGCDZx7Q/S8D66u-bHkI/AAAAAAAAAcc/Vf3AUxjFYAI/S220/pomba.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1568677410549965998.post-6947314471543695400</id><published>2007-09-29T00:56:00.000Z</published><updated>2007-09-29T11:54:29.121Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS LIVROS DA BIBLIA:EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS'/><title type='text'>EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.etc.pt/~jcedofeita/biblia_smateus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.etc.pt/~jcedofeita/biblia_smateus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a língua falada por Jesus. O texto actual reflecte tradições hebraicas, mas ao mesmo tempo testemunha uma redacção grega. O vocabulário e as tradições fazem pensar em crentes ligados ao ambiente judaico; apesar disso, não se pode afirmar, sem mais, a sua origem palestinense. Geralmente pensa-se que foi escrito na Síria, talvez em Antioquia ou na Fenícia, onde viviam muitos judeus, por deixar entrever uma polémica declarada contra o judaísmo farisaico. Atendendo a elementos internos e externos ao livro, o actual texto pode datar-se dos anos 80-90, ou seja, algum tempo após a destruição de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;AUTOR&lt;/blockquote&gt; Do seu autor, este livro nada diz; mas a mais antiga tradição eclesiástica atribui-o ao apóstolo Mateus, um dos Doze, identificado com Levi, cobrador de impostos (9,9-13; 10,3). Pelo conhecimento que mostra das Escrituras e das tradições judaicas, pela força interpelativa da mensagem sobre os chefes religiosos do seu povo, pelo perfil de Jesus apresentado como Mestre, o autor deste Evangelho era, com certeza, um letrado judeu tornado cristão, um mestre na arte de ensinar e de fazer compreender o mistério do Reino do Céu, o tesouro da Boa-Nova anunciada por Jesus, o Messias, Filho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;COMPOSIÇÃO LITERÁRIA&lt;/blockquote&gt; Mateus recorre a fontes comuns a Mc e Lc, mas apresenta uma narração muito diferente, quer pela amplitude dos elementos próprios, quer pela liberdade com que trata materiais comuns. O conhecimento dos processos e os modos próprios de escrever de Mateus são de grande importância para a compreensão do livro actual: compilação de palavras e de factos, de “discursos” e de milagres; recurso a certos números (7, 3, 2); paralelismo sinonímico e antitético; estilo hierático e catequético; citações da Escritura, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;DIVISÃO E CONTEÚDO&lt;/blockquote&gt; Apesar dos característicos agrupamentos de narrações, não é fácil determinar o plano ou estabelecer as grandes divisões do livro. Dos tipos de distribuição propostos pelos críticos, podemos referir três:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1. Segundo o plano geográfico: o ministério de Jesus na Galileia (4,12b-13,58), a sua actividade nas regiões limítrofes da Galileia e a caminho de Jerusalém (14,1-20,34), ensinamentos, Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém (21,1-28,20).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2. Segundo os cinco “discursos”, subordinando a estes as outras narrações: resulta daí um destaque para a dimensão doutrinal e histórica da existência cristã.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;3. Segundo o objectivo de referir o drama da existência de Jesus: Mateus apresenta o Messias em quem o povo judeu recusa acreditar (3,1-13,58) e que, percorrendo o caminho da cruz, chega à glória da Ressurreição (14-28).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Aqui, limitamo-nos a destacar: &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I. Evangelho da Infância de Jesus (1,1-2,23);&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II. Anúncio do Reino do Céu (3,1-25,46);&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;III. Paixão e Ressurreição de Jesus (26,1-28,20).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;TEOLOGIA&lt;/blockquote&gt; Escrevendo entre judeus e para judeus, Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. A partir do exemplo do Senhor, reflecte a praxe eclesial de explicar o mistério messiânico mediante o recurso aos textos da Escritura e de interpretar a Escritura à luz de Cristo. Esta característica marcante contribui para compreender o significado do cumprimento da Lei e dos Profetas: Cristo realiza as Escrituras, não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos da Escritura neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.&lt;br /&gt;Nele ressaltam cinco blocos de palavras ou “discursos” de Jesus: 5,1-7,28; 8,1-10,42; 11,1-13,52; 13,53-18,35; 19,1-25,46. Ocupam um importante lugar na trama do livro, tendo a encerrá-los as mesmas palavras (7,28), e apresentam sucessivamente: “a justiça do Reino” (5-7), os arautos do Reino (10), os mistérios do Reino (13), os filhos do Reino (18) e a necessária vigilância na expectativa da manifestação última do Reino (24-25). &lt;br /&gt;Desde o séc. II, o Evangelho de Mateus foi considerado como o “Evangelho da Igreja”, em virtude das tradições que lhe dizem respeito e da riqueza e ordenação do seu conteúdo, que o tornavam privilegiado na catequese e na liturgia. O Reino proclamado por Jesus como juízo iminente é, antes de mais, presença misteriosa de salvação já actuante no mundo. Na sua condição de peregrina, a Igreja é “o verdadeiro Israel” onde o discípulo é convidado à conversão e à missão, lugar de tensão ética e penitente, mas também realidade sacramental e presença de salvação. Não identificando a Igreja com o Reino do Céu, Mateus continua hoje a recordar-lhe o seu verdadeiro rosto: uma instituição necessária e uma comunidade provisória, na perspectiva do Reino de Deus. &lt;br /&gt;Como os outros Evangelhos, o de Mateus refere a vida e os ensinamentos de Jesus, mas de um modo próprio, explicitando a cristologia primitiva: em Jesus de Nazaré cumprem-se as profecias; Ele é o Salvador esperado, o Emanuel, o «Deus connosco» (1,23) até à consumação da História (28,20); é o Mestre por excelência que ensina com autoridade e interpreta o que a Lei e os Profetas afirmam acerca do Reino do Céu (= Reino de Deus); é o Messias, no qual converge o passado, o presente e o futuro e que, inaugurando o Reino de Deus, investe a comunidade dos discípulos  a Igreja  do seu poder salvífico.&lt;br /&gt;Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de David e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I. EVANGELHO DA INFÂNCIA DE JESUS (1,1-2,23; ver Lc 1,5-2,52)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1 Genealogia de Jesus Cristo (Lc 3,23-38)&lt;/blockquote&gt; - 1Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac;&lt;br /&gt;Isaac gerou Jacob;&lt;br /&gt;Jacob gerou Judá e seus irmãos;&lt;br /&gt; 3Judá gerou, de Tamar, Peres e Zera;&lt;br /&gt;Peres gerou Hesron;&lt;br /&gt;Hesron gerou Rame;&lt;br /&gt; 4Rame gerou Aminadab;&lt;br /&gt;Aminadab gerou Nachon;&lt;br /&gt;Nachon gerou Salmon;&lt;br /&gt; 5Salmon gerou, de Raab, Booz;&lt;br /&gt;Booz gerou, de Rute, Obed;&lt;br /&gt;Obed gerou Jessé;&lt;br /&gt; 6Jessé gerou o rei David.&lt;br /&gt;David, da mulher de Urias, gerou Salomão;&lt;br /&gt; 7Salomão gerou Roboão;&lt;br /&gt;Roboão gerou Abias;&lt;br /&gt;Abias gerou Asa;&lt;br /&gt; 8Asa gerou Josafat;&lt;br /&gt;Josafat gerou Jorão;&lt;br /&gt;Jorão gerou Uzias;&lt;br /&gt; 9Uzias gerou Jotam;&lt;br /&gt;Jotam gerou Acaz;&lt;br /&gt;Acaz gerou Ezequias;&lt;br /&gt; 10Ezequias gerou Manassés;&lt;br /&gt;Manassés gerou Amon;&lt;br /&gt;Amon gerou Josias;&lt;br /&gt; 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos,&lt;br /&gt;na época da deportação para Babilónia.&lt;br /&gt; 12Depois da deportação para Babilónia,&lt;br /&gt;Jeconias gerou Salatiel;&lt;br /&gt;Salatiel gerou Zorobabel;&lt;br /&gt; 13Zorobabel gerou Abiud.&lt;br /&gt;Abiud gerou Eliaquim;&lt;br /&gt;Eliaquim gerou Azur;&lt;br /&gt; 14Azur gerou Sadoc;&lt;br /&gt;Sadoc gerou Aquim;&lt;br /&gt;Aquim gerou Eliud;&lt;br /&gt; 15Eliud gerou Eleázar;&lt;br /&gt;Eleázar gerou Matan;&lt;br /&gt;Matan gerou Jacob.&lt;br /&gt; 16Jacob gerou José, esposo de Maria,&lt;br /&gt;da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.&lt;br /&gt; 17Assim, o número total das gerações é, desde Abraão até David, catorze; de David até ao exílio da Babilónia, catorze; e, desde o exílio da Babilónia até Cristo, catorze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Anúncio do nascimento de Jesus (Lc 1,26-38)&lt;/blockquote&gt; - 18Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. 19José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. 20Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» 22Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. 24Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. 25E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;2 Os Magos do Oriente&lt;/blockquote&gt; - 1Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. 2E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» 3Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. 4E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. 5Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta:&lt;br /&gt; 6E tu, Belém, terra de Judá,&lt;br /&gt;de modo nenhum és a menor entre&lt;br /&gt;as principais cidades da Judeia;&lt;br /&gt;porque de ti vai sair o Príncipe&lt;br /&gt;que há-de apascentar o meu povo de Israel.»&lt;br /&gt; 7Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido.&lt;br /&gt; 8E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» 9Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. 10Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; 11e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fuga para o Egipto&lt;/blockquote&gt; - 13Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar.» 14E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto, 15permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Martírio dos Inocentes&lt;/blockquote&gt; - 16Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o seu território, da idade de dois anos para baixo, conforme o tempo que, diligentemente, tinha inquirido dos magos. 17Cumpriu-se, então, o que o profeta Jeremias dissera:&lt;br /&gt; 18Ouviu-se uma voz em Ramá,&lt;br /&gt;uma lamentação e um grande pranto:&lt;br /&gt;É Raquel que chora os seus filhos&lt;br /&gt;e não quer ser consolada,&lt;br /&gt;porque já não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Jesus em Nazaré &lt;/blockquote&gt;- 19Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino.» 21Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel. 22Porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Advertido em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré; assim se cumpriu o que foi anunciado pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;II. ANÚNCIO DO REINO DO CÉU (3,1-25,46)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;3 Pregação de João Baptista (Mc 1,2-8; Lc 3,1-6; Jo 1,19-23)&lt;/blockquote&gt; - 1Naqueles dias, apareceu João, o Baptista, a pregar no deserto da Judeia. 2Dizia: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.» 3Foi deste que falou o profeta Isaías, quando disse:&lt;br /&gt;Uma voz clama no deserto:&lt;br /&gt;Preparai o caminho do Senhor,&lt;br /&gt;endireitai as suas veredas.&lt;br /&gt; 4João trazia um traje de pêlos de camelo e um cinto de couro à volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.&lt;br /&gt; 5Iam ter com ele os de Jerusalém, os de toda a Judeia e os da região do Jordão, 6e eram por ele baptizados no Jordão, confessando os seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Apelo de João à conversão (Mc 1,7-8; Lc 3,7-9.15-18; Jo 1,24-28)&lt;/blockquote&gt; - 7Vendo, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera que está para vir? 8Produzi, pois, frutos dignos de conversão 9e não vos iludais a vós mesmos, dizendo: ‘Temos por pai a Abraão!’ Pois, digo-vos: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. 10O machado já está posto à raiz das árvores, e toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11Eu baptizo-vos com água, para vos mover à conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de lhe descalçar as sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo. 12Tem na sua mão a pá de joeirar; limpará a sua eira e recolherá o trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo inextinguível.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Baptismo de Jesus (Mc 1,9-11; Lc 3,21-22; Jo 1,31-34)&lt;/blockquote&gt; - 13Então, veio Jesus da Galileia ao Jordão ter com João, para ser baptizado por ele. 14João opunha-se, dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?» 15Jesus, porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça.» João, então, concordou. 16Uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. 17E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;4 Jesus tentado no deserto (Mc 1,12-13; Lc 4,1-13)&lt;/blockquote&gt; - 1Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, a fim de ser tentado pelo diabo. 2Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. 3O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães.» 4Respondeu-lhe Jesus: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.» 5Então, o diabo conduziu-o à cidade santa e, colocando-o sobre o pináculo do templo, 6disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito:&lt;br /&gt;Dará a teu respeito ordens aos seus anjos;&lt;br /&gt;eles suster-te-ão nas suas mãos&lt;br /&gt;para que os teus pés não se firam nalguma pedra.»&lt;br /&gt; 7Disse-lhe Jesus: «Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus!»&lt;br /&gt; 8Em seguida, o diabo conduziu-o a um monte muito alto e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo com a sua glória, 9disse-lhe: «Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.» 10Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» 11Então, o diabo deixou-o e chegaram os anjos e serviram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;MINISTÉRIO NA GALILEIA (4,12-18,35)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Início da pregação (Mc 1,14-15; Lc 4,14-15)&lt;/blockquote&gt; - 12Tendo ouvido dizer que João fora preso, Jesus retirou-se para a Galileia. 13Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali, 14para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: 15Terra de Zabulão e Neftali,&lt;br /&gt;caminho do mar,&lt;br /&gt;região de além do Jordão,&lt;br /&gt;Galileia dos gentios.&lt;br /&gt; 16O povo que jazia nas trevas&lt;br /&gt;viu uma grande luz;&lt;br /&gt;e aos que jaziam na sombria região da morte&lt;br /&gt;surgiu uma luz.&lt;br /&gt; 17A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Chamamento dos primeiros discípulos (Mc 1,16-20; Lc 5,1-11; Jo 1,35-51)&lt;/blockquote&gt; - 18Caminhando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 19Disse-lhes: «Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens.» 20E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-no. 21Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, os quais, com seu pai, Zebedeu, consertavam as redes, dentro do barco. Chamou-os, e 22eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai, seguiram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Jesus e a multidão (Mc 3,7-10; Lc 4,42-44; 6,17-18)&lt;/blockquote&gt; - 23Depois, começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades. 24A sua fama estendeu-se por toda a Síria e trouxeram-lhe todos os que sofriam de qualquer mal, os que padeciam doenças e tormentos, os possessos, os epilépticos e os paralíticos; e Ele curou-os. 25E seguiram-no grandes multidões, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;SERMÃO DA MONTANHA (5,1-7,29)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;5 As Bem-aventuranças (Lc 6, 20-26)&lt;/blockquote&gt; - 1Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. 2Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:&lt;br /&gt; 3«Felizes os pobres em espírito,&lt;br /&gt;porque deles é o Reino do Céu.&lt;br /&gt; 4Felizes os que choram,&lt;br /&gt;porque serão consolados.&lt;br /&gt; 5Felizes os mansos,&lt;br /&gt;porque possuirão a terra.&lt;br /&gt; 6Felizes os que têm fome e sede de justiça,&lt;br /&gt;porque serão saciados.&lt;br /&gt; 7Felizes os misericordiosos,&lt;br /&gt;porque alcançarão misericórdia.&lt;br /&gt; 8Felizes os puros de coração,&lt;br /&gt;porque verão a Deus.&lt;br /&gt; 9Felizes os pacificadores,&lt;br /&gt;porque serão chamados filhos de Deus.&lt;br /&gt; 10Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça,&lt;br /&gt;porque deles é o Reino do Céu.&lt;br /&gt; 11Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.&lt;br /&gt; 12Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sal da terra, luz do mundo (Mc 4,21; 9,50; Lc 8,16; 11,33; 14,34-35)&lt;/blockquote&gt; - 13«Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há-de salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa. 16Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Jesus e a Lei (Lc 16,14-18)&lt;/blockquote&gt; - 17«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. 18Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu. 20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Homicídio e reconciliação (Lc 12,57-59)&lt;/blockquote&gt; - 21«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. 22Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo. 23Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. 25Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. 26Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Adultério e escândalo (18,6-9; Mc 9, 42-47)&lt;/blockquote&gt; - 27«Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado, arranca-a e lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que todo o teu corpo ser lançado à Geena. 30E se a tua mão direita for para ti origem de pecado, corta-a e lança-a fora, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Jesus e o divórcio&lt;/blockquote&gt; (19,3-9; Mc 10,2-12; Lc 16,18) - 31«Também foi dito: Aquele que se divorciar da sua mulher, dê-lhe documento de divórcio. 32Eu, porém, digo-vos: Aquele que se divorciar da sua mulher - excepto em caso de união ilegal -  expõe-na a adultério, e quem casar com a divorciada comete adultério.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Linguagem e juramentos&lt;/blockquote&gt; - 33«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás diante do Senhor os teus juramentos. 34Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus, 35nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. 36Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus cabelos branco ou preto. 37Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Lei de talião (Ex 21,23-25; Lv 24,17-21; Lc 6,27-30)&lt;/blockquote&gt; - 38«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. 39Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. 40Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. 41E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. 42Dá a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Amor aos inimigos (Lc 6,31-36)&lt;/blockquote&gt; - 43«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. 45Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. 46Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? 47E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? 48Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;6 A esmola &lt;/blockquote&gt;- 1«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu. 2Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. 3Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, 4a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A oração &lt;/blockquote&gt;- 5«Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. 6Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te. 7Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. 8Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O Pai-Nosso (Lc 11,2-4)&lt;/blockquote&gt; - 9«Rezai, pois, assim:&lt;br /&gt;‘Pai nosso, que estás no Céu,&lt;br /&gt;santificado seja o teu nome,&lt;br /&gt; 10venha o teu Reino;&lt;br /&gt;faça-se a tua vontade,&lt;br /&gt;como no Céu, assim também na terra.&lt;br /&gt; 11Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;&lt;br /&gt; 12perdoa as nossas ofensas,&lt;br /&gt;como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;&lt;br /&gt; 13e não nos deixes cair em tentação,&lt;br /&gt;mas livra-nos do Mal.’&lt;br /&gt; 14Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.&lt;br /&gt; 15Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O jejum &lt;/blockquote&gt;- 16«E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O tesouro no céu (Lc 11,34-36; 12,33-35)&lt;/blockquote&gt; - 19«Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem e os ladrões arrombam os muros, a fim de os roubar. 20Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. 21Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22A lâmpada do corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem sãos, todo o teu corpo andará iluminado. 23Se, porém, os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas! 24Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Confiança na Providência (Lc 12,22-31)&lt;/blockquote&gt; - 25«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? 26Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas? 27Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? 28Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! 29Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? 31Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?’ 32Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. 33Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. 34Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;7 Não julgar os outros (Lc 6,37-42)&lt;/blockquote&gt; - 1«Não julgueis, para não serdes julgados; 2pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos. 3Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? 4Como ousas dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o argueiro da tua vista’, tendo tu uma trave na tua? 5Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Responsabilidade da fé&lt;/blockquote&gt; - 6«Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Confiança na oração (Mc 11,22.24; Lc 11,9-13; Jo 14,13-14; 16,23-24)&lt;/blockquote&gt; - 7«Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. 8Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir. 9Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? 10Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? 11Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A “regra de ouro” (Lc 6,31&lt;/blockquote&gt;) - 12«Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A porta estreita (Lc 13,23-24)&lt;/blockquote&gt; - 13«Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os falsos profetas (12,33; Lc 6,43-44)&lt;/blockquote&gt; - 15«Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. 18A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. 19Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20Pelos frutos, pois, os conhecereis.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O verdadeiro discípulo (Lc 6,39-42; 13,25-27)&lt;/blockquote&gt; - 21«Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. 22Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23E, então, dir-lhes-ei: ‘Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.’»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Edificar sobre a rocha (Lc 6,47-49)&lt;/blockquote&gt; - 24«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Autoridade de Jesus (Mc 1,22; Lc 4,32)&lt;/blockquote&gt; - 28Quando Jesus acabou de falar, a multidão ficou vivamente impressionada com os seus ensinamentos, 29porque Ele ensinava-os como quem possui autoridade e não como os doutores da Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;DINAMISMO DO REINO (8,1-9,34)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;8 Cura de um leproso (Mc 1,40-45; Lc 5,12-16)&lt;/blockquote&gt; - 1Ao descer do monte, seguia-o uma enorme multidão. 2Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante dele, dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar&lt;br /&gt;-me.»&lt;br /&gt; 3Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo instante, ficou purificado da lepra.&lt;br /&gt; 4Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para que lhes sirva de testemunho.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cura do servo do centurião (Lc 7,1-10; Jo 4,46-54)&lt;/blockquote&gt; - 5Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: 6«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» 7Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.» 8Respondeu-lhe o centurião:&lt;br /&gt;«Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.&lt;br /&gt; 9Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.»&lt;br /&gt; 10Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! 11Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu, 12ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» 13Disse, então, Jesus ao centurião: «Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cura da sogra de Pedro e outros milagres (Mc 1,29-34; Lc 4,38-41)&lt;/blockquote&gt; - 14Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. 15Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo. 16Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Condições para seguir Jesus (Lc 9,57-60)&lt;/blockquote&gt; - 18Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem. 19Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» 20Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» 21Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» 22Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tempestade acalmada (Mc 4,35-41; Lc 8,22-25)&lt;/blockquote&gt; - 23Depois subiu para o barco e os discípulos seguiram-no. 24Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia. 25Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!» 26Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma. 27Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Possessos de Gádara (Mc 5,1-20; Lc 8,26-39)&lt;/blockquote&gt; - 28Chegado à outra margem, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?» 30Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos. 31E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.» 32Disse-lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas. 33Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos. 34Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;9 Cura de um paralítico (Mc 2,1-12; Lc 5,17-26; Jo 5,1-9)&lt;/blockquote&gt; - 1Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» 3Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.» 4Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? 5Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados - disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.» 7E ele, levantando-se, foi para sua casa. 8Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Chamamento de Mateus (Mc 2,13-17; Lc 5,27-32) &lt;/blockquote&gt; - 9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou-se e seguiu-o. 10Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos. 11Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?» 12Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. 13Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Discussão sobre o jejum (Mc 2,18-20; Lc 5,33-35)&lt;/blockquote&gt; - 14Depois, foram ter com Ele os discípulos de João, dizendo: «Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?» 15Jesus respondeu-lhes:  «Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O velho e o novo (Mc 2,21-22; Lc 5,36-39)&lt;/blockquote&gt; - 16«Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo puxa parte do tecido e o rasgão torna-se maior. 17Nem se deita vinho novo em odres velhos; de contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e estragam-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos; e, desta maneira, ambas as coisas se conservam.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A filha de Jairo e a mulher com hemorragia (Mc 5,21-43; Lc 8,40-56)&lt;/blockquote&gt; - 18Enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, aproximou-se um chefe que se prostrou diante dele e disse: «Minha filha acaba de morrer, mas vem impor-lhe a tua mão e viverá.» 19Jesus, levantando-se, seguiu-o com os discípulos. 20Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, 21pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada. 23Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: 24«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele. 25Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. 26A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cura de dois cegos (20,29-34; Mc 8,22-26; 10,46-52; Lc 18,35-43; Jo 9,1-41)&lt;/blockquote&gt; - 27Ao sair dali, seguiram-no dois cegos, gritando: «Filho de David, tem misericórdia de nós!» 28Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus disse-lhes: «Credes que tenho poder para fazer isso?» Responderam-lhe: «Cremos, Senhor!» 29Então, tocou-lhes nos olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé.» 30E os olhos abriram-se-lhes.&lt;br /&gt;Jesus advertiu-os em tom severo: «Vede lá, que ninguém o saiba.»&lt;br /&gt; 31Mas eles, saindo, divulgaram a sua fama por toda aquela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Cura de um possesso (Mc 3,22-27; 7,31-37; Lc 11,14-15)&lt;/blockquote&gt; - 32Mal eles se tinham retirado, apresentaram-lhe um mudo, possesso do demónio. 33Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.» 34Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;MISSIONÁRIOS DO REINO (9,35-10,42)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Jesus e as multidões (Mc 6,6.34; Lc 10,2) &lt;/blockquote&gt;- 35Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. 36Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. 37Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;10 Eleição dos Doze (Mc 3,13-19; Lc 6,12-16; Jo 1,40-49; Act 1,13)&lt;/blockquote&gt; - 1Jesus chamou doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos malignos e de curar todas as enfermidades e doenças. 2São estes os nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Missão dos Doze (Mc 6,7-11; Lc 9,1-6; 10,1-11)&lt;/blockquote&gt; - 5Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 6Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto. 8Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. 9Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; 10nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento. 11Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. 14Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés. 15Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Perseguição dos discípulos (24,9-14; Mc 13,9-13; Lc 21,12-19; Act 20,29-31)&lt;/blockquote&gt; - 16«Envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos; sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Tende cuidado com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas suas sinagogas; 18sereis levados perante governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e dos pagãos. 19Mas, quando vos entregarem, não vos preocupeis nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura, vos será inspirado o que tiverdes de dizer. 20Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós. 21O irmão entregará o seu irmão à morte, e o pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer-se contra os pais e hão-de causar-lhes a morte. 22E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: Não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do Homem.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nada temer (Lc 12,2-7)&lt;/blockquote&gt; - 24«O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do senhor. 25Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares! 26Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido. 27O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. 28Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma. 29Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 30Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 31Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Coragem e desprendimento (Lc 12,51-53; 14,25-33)&lt;/blockquote&gt; - 32«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 33Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu. 34Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. 35Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; 36de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares. 37Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim. 39Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim, há-de salvá-la.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Acolhimento e recompensa (Mc 9,41; Lc 9,48; 10,16; Jo 13,20)&lt;/blockquote&gt; - 40«Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá recompensa de justo. 42E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O MISTÉRIO DO REINO (11,1-12,50)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11  1Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A pergunta de João Baptista (Lc 7,18-23)&lt;/blockquote&gt; - 2Ora João, que estava no cárcere, tendo ouvido falar das obras de Cristo, enviou-lhe os seus discípulos 3com esta pergunta: «És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?» 4Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: 5Os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres. 6E bem-aventurado aquele que não encontra em mim ocasião de escândalo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Louvor de João Baptista (Lc 7, 24-28)&lt;/blockquote&gt; - 7Depois de eles terem partido, Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Então que fostes ver? Um homem vestido de roupas luxuosas? Mas aqueles que usam roupas luxuosas encontram-se nos palácios dos reis. 9Que fostes, então, ver? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que um profeta. 10É aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro diante de ti, para te preparar o caminho. 11Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no Reino do Céu é maior do que ele. 12Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino do Céu tem sido objecto de violência e os violentos apoderam-se dele à força. 13Porque todos os Profetas e a Lei anunciaram isto até João. 14E, quer acrediteis ou não, ele é o Elias que estava para vir. 15Quem tem ouvidos, oiça!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Exemplos da falta de fé (Lc 7,31-35)&lt;/blockquote&gt; - 16«Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras, 17dizendo:&lt;br /&gt;‘Tocámos flauta para vós&lt;br /&gt;e não dançastes;&lt;br /&gt;entoámos lamentações&lt;br /&gt;e não batestes no peito!’&lt;br /&gt; 18Na verdade, veio João, que não come nem bebe, e dizem dele: ‘Está possesso!’&lt;br /&gt; 19Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada pelas suas próprias obras.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Lamentação sobre algumas cidades (10,15; Lc 10,12-15)&lt;/blockquote&gt; - 20Jesus começou então a censurar as cidades onde tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem convertido: 21«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza. 22Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós. 23E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria. 24Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Revelação aos humildes (Lc 10, 21-22)&lt;/blockquote&gt; - 25Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O jugo do Senhor&lt;/blockquote&gt; - 28«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;12 Jesus e o sábado (Mc 2,23-28; Lc 6,1-5)&lt;/blockquote&gt; - 1Em certa ocasião, Jesus passava, num dia de sábado, através das searas. Os seus discípulos, que tinham fome, começaram a arrancar espigas e a comê-las. 2Ao verem isso, os fariseus disseram-lhe: «Aí estão os teus discípulos a fazer o que não é permitido ao sábado!» 3Mas Ele respondeu-lhes:&lt;br /&gt;«Não lestes o que fez David, quando sentiu fome, ele e os que estavam com ele?&lt;br /&gt; 4Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da oferenda, que não lhe era permitido comer, nem aos que es
